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16 novembro 2015

Maria Antonieta

Maria Antônia Josefa Joana de Habsburgo-Lorena, era uma mulher muito culta, educada na severa corte austríaca. Ela nasceu em Viena, no dia 2 de novembro de 1755 e foi decapitada na guilhotina, em Paris, em 16 de outubro de 1793. Filha do Sacro Imperador Romano-Germânico Francisco I e da imperatriz austríaca Maria Tereza. Antonieta era era arquiduquesa da Áustria (herdeira do trono) e rainha consorte de França e Navarra (esposa do rei). 

Fonte: http://ladycult.com.br/wp-content/uploads/129_713-maria-antonieta.jpg

Maria Antonieta tinha um espírito artístico, tinha formação musical, era cantora, atriz, bailarina e precisou abdicar de seu trono e de seu país para conquistar uma trégua política com o reino da França. Assim, em abril de 1770, aos quatorze anos de idade, ela se casou com o herdeiro do trono francês, o delfim da França, Luís (que subiria ao trono em maio de 1774 com o título de Luís XVI), numa tentativa de estreitar os laços entre os dois países, inimigos históricos.

A corte francesa era rígida, fria, cheia de etiquetas e, ao mesmo tempo, frívola. Completamente diferente da corte austríaca, da qual Maria estava acostumada. Sendo apenas uma adolescente, ela precisou enfrentar a raiva dos cortesões franceses, que a odiavam apenas pelo fato de ser austríaca.

Antonieta era chamada L'Autre-chienne (uma brincadeira maldosa em francês das palavras "autrichienne", que significa "mulher austríaca" e "autre-chienne", que significa "outra cadela"). Ela também ganhou a antipatia do povo, que a acusava de perdulária (gastava muito dinheiro), promíscua (segundo as fofocas da época, a rainha tinha vários amantes) e de influenciar o marido a favor dos interesses austríacos.

Fonte: https://storja101.files.wordpress.com/2015/07/941890-marie-antoinette.jpg 

Diversos panfletos contrários à Maria Antonieta atribuíam-lhe inúmeros amantes, tanto homens quanto mulheres. Porém, a única relação plausível, platônica ou física que pode e ter existido seria com o conde sueco Hans Axel von Fersen que, no entanto, nunca foi mencionado em nenhum dos famosos panfletos. Fersen, segundo filho de um destacado diplomata sueco, tinha dezoito anos quando conheceu Maria Antonieta, em um baile de máscaras. Desde então, o conde passou a visitar Versalhes regularmente, onde era recebido com especial cortesia.

Apesar de todos os boatos, o relacionamento com o marido era agradável e feliz. Luís XVI e Maria Antonieta eram completamente diferentes: ele era tímido e introspectivo, ela era alegre e festiva. Mas os relatos e diários demonstram que isso era exatamente o que evitava conflitos do casal real. O único problema que tiveram foi no início do casamento, devido à demora em efetivar a consumação do casamento (7 anos sem que o casal tivesse sua primeira relação sexual). Acredita-se que o rei sofria de fimose e os cirurgiões tinham receio quanto à fazer uma cirurgia tão delicada e dolorosa.

A não consumação do casamento era conhecida por toda a corte, que debochava dos insucessos sexuais do casal. Enquanto o rei não tratou de seu problema, ele sentiu-se incapaz e permitiu que sua esposa se entregasse a todos os luxos e frivolidades, sem medir os gastos da rainha - isso foi desastroso para as finanças do reino e, claro, fez com que a culpa e responsabilidade da crise recaísse sobre a rainha.


A respeito de seus filhos, Maria Antonieta teve seu primeiro bebê apenas 8 anos após seu casamento. Os falatórios maldosos da corte a acusavam de expulsar o marido da cama do casal, acusando-a de ser frígida (os mesmos que a chamavam de promíscua - vai entender a maledicência das pessoas).Enfim, no dia 19 de dezembro de 1778, nasceu a primogênita do casal real, Maria Teresa Carlota. O parto, como determinava a etiqueta, foi assistido por toda a corte.


Mas o rei ainda precisava de um herdeiro. O delfim da França, Luís José, só nasceu em 22 de outubro de 1781. Depois de dar um herdeiro ao Estado, Maria Antonieta poderia legitimamente ser considerada a rainha da França. Ainda que a felicidade pelo nascimento do delfim tenha se espalhado por todo o país, não impediu a circulação de panfletos satíricos que questionavam a paternidade da criança. A reputação da rainha, já minada pelos rumores sobre seus modos displicentes, saiu ainda mais danificada. A rainha ainda teve mais dois filhos, Luís Carlos (considerado Luís XVII) e Sofia (que morreu com poucos meses).

Luís XVI e Maria Antonieta
Fonte: http://www.ivisit-it.com/media

Mesmo com todas as acusações, a rainha se preocupou com a população (quando seu marido finalmente deixou transparecer os problemas de Estado), em diversas cartas para a família na Áustria, Antonieta demonstrava seus temores devido à crise. A rainha reduziu gastos, contribuiu para a caridade, entretanto o estrago à sua imagem já estava feito. Os líderes da Revolução Francesa a utilizaram como "bode expiatório" de todas as agruras da França. 

Depois da fuga de Varennes, Luís XVI foi deposto e a monarquia abolida em 21 de setembro de 1792; a família real foi posteriormente presa na Torre do Templo. O rei foi condenado e executado na guilhotina, no dia 21 de janeiro de 1793, na atual Place de la Concorde, em Paris. 

Sobre a fuga de Varennes, veja:

Após a morte do rei, a rainha passou a ser chamada de viúva Capeto (um dos nomes da família real). Ela viveu vários meses com sua filha Maria Teresa, sua cunhada Isabel e seu filho, o delfim Luís Carlos (o pequeno Luís José já havia morrido em 1789). Nessa época, alguns monarquistas tentaram organizar uma fuga para a rainha, porém ela se recusou a fugir sem os filhos.

O governo revolucionário da Convenção separou o delfim da mãe no dia 3 de julho de 1793, segundo relatos de Maria Teresa, a rainha só permitiu após as violentas ameaças dos guardas da prisão. O jovem príncipe (considerado como "rei" Luís XVII pelos monarquistas) foi entregue a um sapateiro analfabeto, Antoine Simon. A tarefa de Simon era colocar o menino contra a mãe para que ele fosse usado no julgamento da rainha (o menino foi obrigado a assinar uma declaração que acusava Maria Antonieta de abusar sexualmente do filho).

A rainha foi transferida para a prisão da Conciergerie em agosto, sofrendo de hemorragias e muito doente ela ainda recusou um novo plano de fuga. A Convenção exigia a morte de Maria Antonieta, até que ela foi finalmente acusada de alta traição.

Julgamento de Maria Antonieta
no Tribunal Revolucionário
Fonte: https://upload.wikimedia.org


Nove meses após a execução de seu marido, Maria Antonieta foi guilhotinada, no dia 16 de outubro de 1793. Após sua morte, Maria Antonieta tornou-se parte da cultura popular e uma figura histórica importante, sendo o assunto de vários 
livros, filmes e documentários. Alguns acadêmicos e estudiosos acreditam que ela tenha tido um comportamento frívolo e superficial, atribuindo-a o início da Revolução Francesa; no entanto, outros historiadores alegam que ela foi retratada injustamente e que as opiniões ao seu respeito deveriam ser mais simpáticas.
Curiosidade sobre a guilhotina, veja:


Após a execução, o corpo de Maria Antonieta foi enterrado em uma vala comum no Cemitério de Madeleine, na rue d'Anjou - para onde eram levados os decapitados na guilhotina. Quando a notícia de sua morte se espalhou pela Europa, todos as cortes decretaram luto. O Delfim Luís Carlos, como era considerado muito jovem para ser morto na guilhotina, teve sua cela lacrada em 19 de janeiro de 1794, vivendo em condições desumanas no meio de detritos, ratos e parasitas, ele teve sérios problemas de saúde. Libertado após a queda de Robespierre, Luís Carlos morreu em 8 de junho de 1795. Maria Teresa, por sua vez, foi libertada em dezembro de 1795, aos dezessete anos de idade, graças a uma troca de prisioneiros entre a França e a Áustria. Em 1799, ela casou-se com seu primo, o duque d'Angoulême, mas não teve filhos. Vivendo no exílio desde a revolução de 1830, Maria Teresa morreu em 1851, em Frohsdorf.


Maria Antonieta e os filhos:
Maria Teresa, Luís Carlos no colo,
Luís José e o berço vazio é uma referência ao bebê Sofia,
que faleceu com poucos meses de vida.
 Fonte: http://s.hswstatic.com/gif/top-5-marie-antoinette-scandals-622x415.jpg


24 agosto 2015

Sobre a Guerra Fria - Resumo

Tio Sam e urso soviético - símbolos dos EUA e da URSS.
     Após o término da Segunda Grande Guerra, em 1945, teve início a Guerra Fria – conflito entre União Soviética e Estados Unidos – que se estendeu até 1986, com o início da dissolução da União Soviética. Essa situação foi chamada de Guerra Fria porque as duas potências não entraram em conflito armado direto no decorrer de todo esse período. Foi também uma intensa disputa econômica, diplomática e ideológica. 


     Essa disputa dividiu o mundo em blocos de influência das duas superpotências e provocou uma corrida armamentista que se estendeu por 40 anos. Com sistemas econômicos e políticos diferentes, Estados Unidos e União Soviética colocaram o mundo sob a ameaça de uma guerra nuclear, criando armas com potência suficiente para explodir o planeta inteiro. Os EUA assumiram a liderança do chamado mundo capitalista livre, e a URSS, do mundo comunista.



     Tanto os EUA quanto a URSS utilizavam estratégias para atrair países para as suas zonas de influência, destacavam as vantagens de cada sistema econômico e salientavam os defeitos do regime oponente, produziam ampla propaganda ideológica, forneciam empréstimos a países com dificuldades econômicas estabelecendo uma dependência.
Tradução: "Glória ao povo soviético - líder na conquista espacial"
     Os Estados Unidos criaram o Plano Marshall que oferecia empréstimos para vários países que quisessem lutar contra o socialismo, esse plano financiou a instalação de diversas ditaduras militares na América Latina.

     Os empréstimos estadunidenses aos países europeus possuíam um custo político, na medida em que essas nações abandonavam em parte a sua soberania e.visavam também aumentar seu mercado consumidor.



Capitalismo
Socialismo
Aliança Financeira
Empréstimos de dinheiro, mão de obra e tecnologia.


Plano Marshall

COMECON
Aliança Militar
Auxílio mútuo em caso de conflito armado

OTAN

Pacto de Varsóvia


 Corrida Espacial

     Durante a Guerra Fria, EUA e URSS travaram uma verdadeira corrida para conquistar tecnologia, em especial no que se refere aos avanços espaciais. Isso ocorria, porque cada lado queria mostrar para o mundo qual era o sistema mais avançado. Os soviéticos saem na frente: em 1957, a URSS lança o foguete Sputnik com um cão dentro, o primeiro ser vivo a ir para o espaço. Mais tarde, o primeiro ser humano na órbita da Terra foi o soviético Yuri Gagarin. Doze anos depois, em 1969, o mundo todo pôde acompanhar pela televisão a chegada do homem a lua, com a missão espacial norte-americana.

Yuri Gagarin, primeiro cosmonauta a entrar na órbita da Terra.

Caça às Bruxas, ops., aos comunistas!

     Os EUA liderou uma forte política de combate às ideias socialistas e comunistas em seu território e no mundo. 

     Para isso utilizaram o cinema, a televisão, os jornais, as propagandas e até mesmo as histórias em quadrinhos, divulgou uma campanha valorizando o "american way of life". 


     O Macartismo, criado e comandado pelo senador Joseph McCarthy, perseguiu muitas pessoas nos EUA, vários cidadãos americanos foram presos ou marginalizados por defenderem ideias próximas ao socialismo. Essa ideologia também chegava aos países aliados dos EUA, como uma forma de identificar o socialismo com tudo que havia de ruim no planeta.


     Na URSS não foi diferente, uma vez que o Partido Comunista e seus integrantes perseguiam, prendiam e até matavam todos aqueles que não seguiam as regras estabelecidas pelo governo. Sair destes países, por exemplo, era praticamente impossível. 

     Um sistema de investigação e espionagem foi muito usado de ambos os lados. Enquanto a espionagem norte-americana cabia aos integrantes da CIA, os funcionários da KGB faziam os serviços secretos soviéticos.

“Cortina de Ferro”

     No dia 5 de março de 1946, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill proferiu um famoso discurso em Fulton, no Missouri (EUA), em que usou a expressão "iron curtain", ou "cortina de ferro". O termo foi usado para definir a divisão da Europa em duas partes, Oriental e Ocidental. Enquanto a primeira estava sob controle da União Soviética, a segunda era zona de influência dos Estados Unidos. Assim, a “cortina de ferro” é uma linha imaginária que se localizava na fronteira entre os países capitalistas e socialistas da Europa.

Fim da Guerra Fria e consequências

     A falta de democracia, o atraso econômico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. 
     O fim da Guerra Fria ocorreu por causa de uma série de eventos:

  • Em 1989 caiu o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas. 
  • No começo da década de 1990, o então presidente da União Soviética Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados: com reformas econômicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo. 
     Era o fim de um período de embates políticos, ideológicos e militares. O capitalismo vitorioso, aos poucos, iria sendo implantado nos países socialistas.

03 março 2015

Vídeos sobre Revolução Russa

Selecionei alguns vídeos interessantes e bem feitos para ajudar no estudo sobre Revolução Russa.
É só clicar no link e estudar se divertindo!

Esse é uma música, uma paródia feita pelo professor Chico. Muito bom!
https://www.youtube.com/watch?v=Sua8YLLHU1I

Documentário ótimo, com legendas em português.
https://www.youtube.com/watch?v=8_RfHVLYAdA

Esse é sobre a Primeira Guerra e a Revolução Russa.
https://www.youtube.com/watch?v=2OUpxm2rM70

Esse último é de imagens filmadas durante a Guerra e durante a Revolução. Algumas imagens foram coletadas pelo próprio czar, outras por operadores russos e depois por cinegrafistas de vários países.
https://www.youtube.com/watch?v=_YOG6aiSl8k

25 maio 2014

Socialismo e seus desdobramentos

Socialismo

Socialismo utópico foi uma corrente de pensamento que tinha como objetivo a criação de uma sociedade ideal, que seria alcançada de forma pacífica graças à boa vontade da burguesia. Essa teoria se desenvolveu primeiramente sob a forma de ideias que foram consideradas utópicas para a época. Os principais nomes do socialismo utópico são Robert Owen, Saint-Simon e Charles Fourier.

O nome socialismo utópico surgiu graças à obra "Utopia" de Thomas More, sendo que a utopia é referente a algo que não existe ou não pode ser alcançado. De acordo com os socialistas utópicos, o sistema socialista se instalaria de forma lenta e gradual.


Socialismo Científico foi um projeto social que buscava formas para superar as dificuldades sociais que se agravavam na Europa, decorrentes da Revolução Industrial.


O Socialismo Científico, criado por Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), foi assim chamado devido à base científica com que formularam sua doutrinas, partindo de análises sobre a evolução do homem, da história e dos mecanismos de exploração capitalista. Os socialistas científicos criticavam os socialistas utópicos Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen, que não se baseavam, como eles, num estudo científico da história para aprender as leis da sociedade e da economia.
As ideias básicas do socialismo científico revolucionaram as concepções socialistas do século XIX e XX e encontram-se em algumas das principais obras de Marx, como Manifesto Comunista, O Capital e a Crítica de Economia Política.
 
"Os sofrimentos dos combatentes e da retaguarda levaram-nos a associar espontaneamente o regime capitalista e a guerra, a considerar que esta guerra não era a 'sua guerra'; o prestígio das classes dirigentes, que não souberam evitar o conflito, nem abreviá-lo ou poupar as vidas humanas, debilitou-se tanto mais quanto o enriquecimento rápido e espetacular de toda uma parte dessas classes contrastava com o luto e a aflição das massas. Por um momento submergidos, no início das hostilidades, pela vaga nacionalista, os conflitos de classe reaparecem, mais vigorosos e exacerbados por quatro anos de miséria. As classes dirigentes têm consciência do fato, e o medo do contágio revolucionário cria em seu meio um intenso terror que se manifesta na vontade de destruir este novo Estado, onde, pela primeira vez, o socialismo transporta-se do terreno da teoria para o das realidades. A união do mundo branco está rompida; doravante não haverá mais neutros; conscientemente ou não, é em relação à Revolução Russa - objeto de receios e repulsa para uns, de esperança para outros - que se classificarão governos, partidos e simples particulares."
(CROUZET, M. - HISTÓRIA GERAL DAS CIVILIZAÇÕES 15 - A ÉPOCA CONTEMPORÂNEA)

Esse texto nos demonstra que o Socialismo foi uma ideologia que começou a crescer após a Primavera dos Povos e após a Comuna de Paris, sendo que muitas pessoas acreditavam que o ideal socialista seria uma alternativa para as misérias sofridas pelos mais pobres, pelos trabalhadores e pelos setores mais humildes da sociedade. Muitos intelectuais começaram a defender as ideias socialistas, como uma alternativa ao capitalismo. O medo do socialismo levaria o empresariado a apoiar ações contrárias, e isso provocou, mais tarde, o estabelecimento do fascismo e do nazismo.
 
O acirramento das contradições políticas, econômicas e sociais decorrentes do processo conhecido como Revolução Industrial, levaram a uma série de teorias de contestação ao capitalismo. A mais importante dessas teorias foi exposta no Manifesto Comunista, escrito por Karl Marx e Friedrich Engels, segundo eles a “queda da burguesia e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis (...). Os proletários nada têm a perder com ela, a não ser as próprias cadeias. E têm um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, uni-vos”.

Uma importante parte da doutrina do Socialismo Científico é a definição da luta de classes. As lutas de classes entre proprietários e trabalhadores eram percebidas por eles como uma contradição fundamental do sistema capitalista e que levariam à abolição da ordem burguesa e do Estado que sobre ela se sustentava. Segundo Marx:
"A história de qualquer sociedade até aos nossos dias foi apenas a história da luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre e companheiro, numa palavra opressores e oprimidos em oposição constante, desenvolveram uma guerra que acabava sempre ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta."

A obra que sintetizou as suas teorias econômicas, sociais, políticas e culturais foi O Capital, que retomava a tradição do pensamento dialético, aprofundando-o na linha do Materialismo Histórico. Segundo os Socialistas Científicos a sociedade capitalista é contraditória, uma vez que produz um trabalho excedente que jamais retorna ao trabalhador, isto é, a mais valia.


 Desdobramentos das teorias socialistas
  
Comuna de Paris


A Comuna de Paris resumiu todas as tendências que estavam na origem e na primeira expansão do movimento operário moderno. Esse movimento nasceu de forma espontânea, vindo das massas e não de um plano ou de um programa previamente elaborado por um partido operário. A Comuna de Paris revelou a tendência da classe operária para ultrapassar o estágio puramente econômico da sua luta, combinando simultânea e constantemente reivindicações econômicas e políticas, além de refletir a tendência da classe operária para destruir o aparelho do Estado burguês, para substituir a democracia burguesa por uma forma superior de democracia. Foi o primeiro movimento político que conduziu a classe operária à conquista do poder político, ainda que na área de uma única cidade.



  Revolução Russa
A Revolução Russa, que foi liderada por Lênin, auxiliado por Stálin, seu sucessor após sua morte, e por Trotsky, criador do Exército Vermelho, que foi expulso da União Soviética por Stálin após a morte de Lênin.


O Estado Soviético, formado após a Revolução Russa, cuidou de expurgar da cultura desse país toda e qualquer manifestação artística que estivesse, no entendimento das autoridades, associada ao chamado "espírito burguês". Foi criada, então, uma política cultural que decretava como arte oficial apenas as expressões que servissem de estímulo para a ideologia do proletariado. Dessa forma, foi consagrado um estilo conhecido por realismo socialista - que, através de composições didáticas, esteticamente simplificadas, procurava enaltecer a "combatividade, a capacidade de trabalho e a consciência social" do povo soviético.

Anarquismo
Como o Marxismo (Socialismo Científico de Marx), o Anarquismo foi um movimento contrário ao Capitalismo. Talvez mais radicais que os marxistas, os anarquistas desejavam a destruição do Estado, que deveria ser substituído pela cooperação de grupos associados.
Anarquismo pode ser definido como uma doutrina (conjunto de princípios políticos, sociais e culturais) que defende o fim de qualquer forma de autoridade e dominação (política, econômica, social e religiosa). Em resumo, os anarquistas defendem uma sociedade baseada na liberdade total, porém responsável.
O anarquismo é contrário a existência de governo, polícia, casamento, escola tradicional e qualquer tipo de instituição que envolva relação de autoridade. Defendem também o fim do sistema capitalista, da propriedade privada e do Estado.
Os anarquistas defendem uma sociedade baseada na liberdade dos indivíduos, solidariedade (apoio mútuo), coexistência harmoniosa, propriedade coletiva, autodisciplina, responsabilidade (individual e coletiva) e forma de governo baseada na autogestão.
O movimento anarquista surgiu na metade do século XIX. Podemos dizer que um dos principais idealizadores do anarquismo foi o teórico Pierre-Joseph Proudhon, que escreveu a obra "Que é a propriedade?" (1840).

A definição da "propriedade como um roubo" tornou-se um dos principais lemas do anarquismo desde o século XIX. Segundo as palavras de Proudhon:
"Se me pedissem para responder à pergunta - 'O que é a escravidão?' e eu respondesse numa só palavra: 'Assassinato!', todos entenderiam imediatamente o significado da minha resposta. Não seria necessário utilizar nenhum outro argumento para demonstrar que o poder de roubar um homem de suas idéias, de sua vontade e sua personalidade é um poder de vida ou morte e que escravizar um homem é o mesmo que matá-lo. Por que, então, não posso responder da mesma forma a essa outra pergunta: 'O que é a propriedade?' com uma palavra só: 'Roubo'."