25 maio 2014

Socialismo e seus desdobramentos

Socialismo

Socialismo utópico foi uma corrente de pensamento que tinha como objetivo a criação de uma sociedade ideal, que seria alcançada de forma pacífica graças à boa vontade da burguesia. Essa teoria se desenvolveu primeiramente sob a forma de ideias que foram consideradas utópicas para a época. Os principais nomes do socialismo utópico são Robert Owen, Saint-Simon e Charles Fourier.

O nome socialismo utópico surgiu graças à obra "Utopia" de Thomas More, sendo que a utopia é referente a algo que não existe ou não pode ser alcançado. De acordo com os socialistas utópicos, o sistema socialista se instalaria de forma lenta e gradual.


Socialismo Científico foi um projeto social que buscava formas para superar as dificuldades sociais que se agravavam na Europa, decorrentes da Revolução Industrial.


O Socialismo Científico, criado por Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), foi assim chamado devido à base científica com que formularam sua doutrinas, partindo de análises sobre a evolução do homem, da história e dos mecanismos de exploração capitalista. Os socialistas científicos criticavam os socialistas utópicos Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen, que não se baseavam, como eles, num estudo científico da história para aprender as leis da sociedade e da economia.
As ideias básicas do socialismo científico revolucionaram as concepções socialistas do século XIX e XX e encontram-se em algumas das principais obras de Marx, como Manifesto Comunista, O Capital e a Crítica de Economia Política.
 
"Os sofrimentos dos combatentes e da retaguarda levaram-nos a associar espontaneamente o regime capitalista e a guerra, a considerar que esta guerra não era a 'sua guerra'; o prestígio das classes dirigentes, que não souberam evitar o conflito, nem abreviá-lo ou poupar as vidas humanas, debilitou-se tanto mais quanto o enriquecimento rápido e espetacular de toda uma parte dessas classes contrastava com o luto e a aflição das massas. Por um momento submergidos, no início das hostilidades, pela vaga nacionalista, os conflitos de classe reaparecem, mais vigorosos e exacerbados por quatro anos de miséria. As classes dirigentes têm consciência do fato, e o medo do contágio revolucionário cria em seu meio um intenso terror que se manifesta na vontade de destruir este novo Estado, onde, pela primeira vez, o socialismo transporta-se do terreno da teoria para o das realidades. A união do mundo branco está rompida; doravante não haverá mais neutros; conscientemente ou não, é em relação à Revolução Russa - objeto de receios e repulsa para uns, de esperança para outros - que se classificarão governos, partidos e simples particulares."
(CROUZET, M. - HISTÓRIA GERAL DAS CIVILIZAÇÕES 15 - A ÉPOCA CONTEMPORÂNEA)

Esse texto nos demonstra que o Socialismo foi uma ideologia que começou a crescer após a Primavera dos Povos e após a Comuna de Paris, sendo que muitas pessoas acreditavam que o ideal socialista seria uma alternativa para as misérias sofridas pelos mais pobres, pelos trabalhadores e pelos setores mais humildes da sociedade. Muitos intelectuais começaram a defender as ideias socialistas, como uma alternativa ao capitalismo. O medo do socialismo levaria o empresariado a apoiar ações contrárias, e isso provocou, mais tarde, o estabelecimento do fascismo e do nazismo.
 
O acirramento das contradições políticas, econômicas e sociais decorrentes do processo conhecido como Revolução Industrial, levaram a uma série de teorias de contestação ao capitalismo. A mais importante dessas teorias foi exposta no Manifesto Comunista, escrito por Karl Marx e Friedrich Engels, segundo eles a “queda da burguesia e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis (...). Os proletários nada têm a perder com ela, a não ser as próprias cadeias. E têm um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, uni-vos”.

Uma importante parte da doutrina do Socialismo Científico é a definição da luta de classes. As lutas de classes entre proprietários e trabalhadores eram percebidas por eles como uma contradição fundamental do sistema capitalista e que levariam à abolição da ordem burguesa e do Estado que sobre ela se sustentava. Segundo Marx:
"A história de qualquer sociedade até aos nossos dias foi apenas a história da luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre e companheiro, numa palavra opressores e oprimidos em oposição constante, desenvolveram uma guerra que acabava sempre ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta."

A obra que sintetizou as suas teorias econômicas, sociais, políticas e culturais foi O Capital, que retomava a tradição do pensamento dialético, aprofundando-o na linha do Materialismo Histórico. Segundo os Socialistas Científicos a sociedade capitalista é contraditória, uma vez que produz um trabalho excedente que jamais retorna ao trabalhador, isto é, a mais valia.


 Desdobramentos das teorias socialistas
  
Comuna de Paris


A Comuna de Paris resumiu todas as tendências que estavam na origem e na primeira expansão do movimento operário moderno. Esse movimento nasceu de forma espontânea, vindo das massas e não de um plano ou de um programa previamente elaborado por um partido operário. A Comuna de Paris revelou a tendência da classe operária para ultrapassar o estágio puramente econômico da sua luta, combinando simultânea e constantemente reivindicações econômicas e políticas, além de refletir a tendência da classe operária para destruir o aparelho do Estado burguês, para substituir a democracia burguesa por uma forma superior de democracia. Foi o primeiro movimento político que conduziu a classe operária à conquista do poder político, ainda que na área de uma única cidade.



  Revolução Russa
A Revolução Russa, que foi liderada por Lênin, auxiliado por Stálin, seu sucessor após sua morte, e por Trotsky, criador do Exército Vermelho, que foi expulso da União Soviética por Stálin após a morte de Lênin.


O Estado Soviético, formado após a Revolução Russa, cuidou de expurgar da cultura desse país toda e qualquer manifestação artística que estivesse, no entendimento das autoridades, associada ao chamado "espírito burguês". Foi criada, então, uma política cultural que decretava como arte oficial apenas as expressões que servissem de estímulo para a ideologia do proletariado. Dessa forma, foi consagrado um estilo conhecido por realismo socialista - que, através de composições didáticas, esteticamente simplificadas, procurava enaltecer a "combatividade, a capacidade de trabalho e a consciência social" do povo soviético.

Anarquismo
Como o Marxismo (Socialismo Científico de Marx), o Anarquismo foi um movimento contrário ao Capitalismo. Talvez mais radicais que os marxistas, os anarquistas desejavam a destruição do Estado, que deveria ser substituído pela cooperação de grupos associados.
Anarquismo pode ser definido como uma doutrina (conjunto de princípios políticos, sociais e culturais) que defende o fim de qualquer forma de autoridade e dominação (política, econômica, social e religiosa). Em resumo, os anarquistas defendem uma sociedade baseada na liberdade total, porém responsável.
O anarquismo é contrário a existência de governo, polícia, casamento, escola tradicional e qualquer tipo de instituição que envolva relação de autoridade. Defendem também o fim do sistema capitalista, da propriedade privada e do Estado.
Os anarquistas defendem uma sociedade baseada na liberdade dos indivíduos, solidariedade (apoio mútuo), coexistência harmoniosa, propriedade coletiva, autodisciplina, responsabilidade (individual e coletiva) e forma de governo baseada na autogestão.
O movimento anarquista surgiu na metade do século XIX. Podemos dizer que um dos principais idealizadores do anarquismo foi o teórico Pierre-Joseph Proudhon, que escreveu a obra "Que é a propriedade?" (1840).

A definição da "propriedade como um roubo" tornou-se um dos principais lemas do anarquismo desde o século XIX. Segundo as palavras de Proudhon:
"Se me pedissem para responder à pergunta - 'O que é a escravidão?' e eu respondesse numa só palavra: 'Assassinato!', todos entenderiam imediatamente o significado da minha resposta. Não seria necessário utilizar nenhum outro argumento para demonstrar que o poder de roubar um homem de suas idéias, de sua vontade e sua personalidade é um poder de vida ou morte e que escravizar um homem é o mesmo que matá-lo. Por que, então, não posso responder da mesma forma a essa outra pergunta: 'O que é a propriedade?' com uma palavra só: 'Roubo'."


20 maio 2014

Revisão sobre Feudalismo

Com relação à formação da sociedade feudal, devemos lembrar que a origem da condição servil está relacionada com o sistema do colonato, que remonta ao século IV da era cristã. Além disso o processo de feudalização implicou enfraquecimento do poder real, já que cada feudo tinha autonomia e era governado pelo seu senhor.

Esse período chamado de feudalismo é caracterizado pela ausência de poder centralizado, uma vez que cada senhor feudal tinha total poder no seu feudo. As cidades perdem sua função econômica, sendo apenas restabelecidas após o renascimento comercial no século XII.

O grupo de nobres, senhores feudais e seus familiares, eram a “classe” guerreira, que se mantinham na função social de lutar e defender os territórios, portanto para eles era muito importante a defesa das relações de suserania e vassalagem e a diversão sob a forma de torneios e jogos em épocas de paz.

Os nobres escolhiam seus reis e lhe juravam fidelidade e ajuda militar em troca de benefícios e forma de terra, que eram os feudos. A condição de vassalo previa o auxílio militar, provisionamento de cavaleiros, hospedagem, participação nos tribunais do senhor e garantia do pagamento de resgate em caso de captura do senhor.

O trabalho braçal era realizado por camponeses, que viviam em regime de servidão nos feudos tanto nos de senhores feudais quanto nos feudos eclesiásticos (pertencentes à Igreja), dessa forma o clero, além dos serviços religiosos, também se dedicava à exploração do trabalho dos servos, em terras pertencentes à igreja. As atividades econômicas de produção e pagamento de tributos pelos servos eram marcados no tempo tanto em relação às estações climáticas quanto às datas religiosas. Além do pagamento de tributos e serviços individuais, os servos eram obrigados a oferecerem coletivamente ao senhor alguns serviços e produtos.

Dispondo de grande poder econômico, a Igreja Católica possuía imensa riqueza, representada por bens móveis e imóveis. Em uma sociedade em que a terra se firmava como a base da riqueza, o fato de a Igreja converter-se na maior proprietária de terras ajuda a entender melhor a preponderância que assumiu na sociedade medieval, da qual  se tornou dirigente, não só nos assuntos materiais, mas como também nas questões temporais. A Igreja para manteve sua riqueza e poder por meio da instituição do celibato clerical e a criação da inquisição.

Sobre as Cruzadas, sabe-se que a primeira delas, ocorrida no final do século XI, foi a única que obteve sucesso. O ataque a Jerusalém foi contra os muçulmanos, uma vez que a cidade estava sob seu domínio. Após a expulsão dos muçulmanos a cidade voltou a ter um governante cristão, até ser invadida novamente por Saladino, um século depois.

Para maiores informações sobre as Cruzadas leia também  http://www.prof-tathy.blogspot.com.br/2014/05/cruzadas.html

A peste negra, que dizimou cerca de um terço da população europeia, as revoltas camponesas ocasionadas pelo precário equilíbrio da produção agrícola, e a Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra, foram responsáveis pela crise do feudalismo e consolidação do poder real.

O sistema feudal, com o retorno do comércio e o ressurgimento da vida nas cidades, entrou em declínio, pois nesse momento se intensificaram as relações mercantis e as trocas monetárias. Além disso o aumento populacional, ampliou o mercado consumidor e explicitou as limitações da produção feudal, baseada na servidão. Esse renascimento urbano não foi planejado, as cidades cresceram de forma desordenada. Muitas dessas cidades eram sujas, sem água encanada, sem sistema de esgoto e sem nenhuma preocupação com o lixo, isso contribuiu para a proliferação da peste negra.

O renascimento comercial gerou a necessidade de organização dos comerciantes em associações, chamadas de Guildas ou Hansas, como exemplo da Liga Hanseática. As Guildas eram então essas associações de comerciantes que protegiam o comércio da cidade contra concorrentes. Além dessas associações, foi necessário organizar os artesãos em associações chamadas de corporações de ofícios.
O crescimento das atividades comerciais e urbanas também modificaram a prática e o uso das muralhas sofreram importantes mudanças no final da Idade Média, quando elas assumiram a função de pontos de passagem ou pórticos.

16 maio 2014

Revisão sobre Final da Idade Média

  1. Explique como a Igreja e a nobreza feudal foram atingidas pela aliança entre o rei e a burguesia, durante o período de centralização do poder, no final da Idade Média.
Podemos dizer que na Europa na Baixa Idade Média o processo de centralização do poder caminhou lado a lado com a expansão comercial. Os burgueses apoiaram a centralização monárquica, pois favorecia seus interesses. Assim, a Igreja perdeu o direito de aplicar a justiça e recolher impostos. A nobreza não poderia mais pressionar o rei porque não era mais a base do exército.

  1. Como foi firmada a aliança entre o rei e a burguesia?
No renascimento comercial e urbano, desenvolveu-se um novo grupo social: a burguesia. A descentralização do poder nas mãos dos nobres atrapalhava seus interesses e, por essa razão, este grupo foi o grande apoiador da centralização do poder nas mãos de um rei.  A burguesia pagava impostos e concedia empréstimos ao rei o que permitia a ele organizar um exército, independente dos nobres. O rei, por sua vez, centraliza em suas mãos a autoridade sobre questões como justiça, segurança, impostos, etc.

  1. Explique uma das formas pelas quais as cidades européias (comunas) buscaram tornar-se independentes dos senhores feudais.
Como todas as terras na Europa estavam sob o domínio de algum senhor feudal, as cidades em formação também estavam subordinadas a seu poder e seus interesses, assim para tornar-se independentes dos senhores feudais, as cidades podiam comprar sua liberdade pela aquisição de uma Carta de Franquia, ou através da guerra contra esses senhores feudais.

  1. Uma das formas pela qual as cidades europeias tornavam-se independentes era comprando sua liberdade. Explique qual era a outra forma dessas cidades conquistarem sua independência.
Por meio da guerra, os comerciantes das cidades podiam contratar mercenários (soldados pagos para lutar) e ainda podiam contar com o apoio do rei, para lutar contra o senhor feudal, dono da cidade e conquistar sua independência.

  1. Por que à época das Cruzadas os reis começaram a recuperar novamente seu poder?
Porque os reis lideravam seus vassalos na luta contra os muçulmanos, nas Cruzadas e se reafirmavam como chefes militares, aumentando seu prestígio e poder.

  1. O rei era visto como o protetor de seus dependentes. Como essa ideia reflete os valores políticos e sociais à época da centralização monárquica?
O rei era aquele que aplicava a justiça e a lei, protegendo todos seus súditos.

  1. Porque a consolidação do Estado espanhol só ocorreu após a expulsão dos mouros do reino de Granada?
Granada era o último espaço a ser conquistado dos mouros muçulmanos  na Península Ibérica. Após terem conseguido essa vitória Fernando e Isabel (reis da Espanha) conseguiram unificar seu poder sobre todo o território espanhol.

  1. Que acontecimento dificultou a centralização do poder na França?
A Guerra dos Cem Anos.

  1. Escreva duas características da arte medieval e duas da arte renascentista:
Na arte medieval não havia a noção de perspectiva, as cores eram fortes e brilhantes, já na arte renascentista a perspectiva dá a sensação de profundidade e o trato na utilização das cores, do claro e do escuro, permitem uma sensação de realidade, as representações parecem “de verdade”.

  1. Dentre outras características, o Renascimento foi um movimento humanista. O que significa humanismo?
O ser humano deveria ser valorizado. Os estudos deveriam melhorar o entendimento do mundo e da vida e exaltar a liberdade de iniciativa e a eterna curiosidade dos seres humanos.

  1. Faça uma comparação entre antropocentrismo, relativo à visão de mundo renascentista, e teocentrismo, relativo à visão de mundo medieval.
Teocentrismo medieval: todos os acontecimentos eram explicados pela vontade divina. Visão renascentista: antropocêntrica porque o homem é o centro da capacidade de criação por meio do pensamento especulativo, da arte e da ciência.

  1. Explique quem eram os mecenas e qual sua importância para o Renascimento.
Burgueses que financiavam artistas. Sem o auxílio financeiro dos mecenas muitos artistas e cientistas não teriam condições de desenvolver seus trabalhos.