06 novembro 2015

Conflito de Kivu

Civis se refugiam no campo de refugiados de Kibati, perto de Goma. Fonte: Oxfam International/Flickr

O conflito de Kivu é um conflito armado entre três forças inimigas - as forças armadas da República Democrática do Congo (FARDC - grupo governamental formado por grupos de etnia tutsi); o grupo Hutu Power das Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda (FDLR - grupo de hutus de Ruanda) e o Congresso Nacional para Defesa do Povo (CNDP - da etnia tutsi).

Além desses grupos, a ONU precisou entrar também no conflito, com a Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo.


Mapa do Congo. Fonte: http://militanciaviva.blogspot.com.br/2013/05/descredito-da-onu-e-violencia-rebelde.html
Os motivos desse conflito são étnicos e territoriais. O Congo é rico em diamantes e ouro, motivo que leva à cobiça pela posse do poder. Os hutus e os tutsis são tribos inimigas há milênios e o processo de colonização impôs fronteiras artificiais que manteve as inimizades sob um certo controle. Mas após a independência, os grupos procuram a liderança do território.

Etnias do Congo. Ruanda e República Democrática do Congo vivem um conflito que matou mais de dois milhões de pessoas nos últimos cinquenta anos. Povos das etnias Hutus e Tútsis voltaram a se enfrentar, como mostra o correspondente Emerson Penha. Fonte: Arquivo Rede Globo


Para saber mais sobre as etnias do Congo, veja o vídeo:


A independência do Congo foi extremamente conflituosa, tendo sido conquistada em 1960. Entretanto, a guerra civil deu continuidade ao processo de lutas na região. No auge da Guerra Fria, Moïse Tshombe (da etnia Luba) deu um golpe de Estado, apoiado pelos EUA, Bélgica e França e implantou uma ditadura capitalista extremamente cruel. Com isso surgiram no país grupos rebeldes de alinhamento socialista. O próprio Ernesto Che Guevara, na frente de um grupo de guerrilheiros cubanos lutos no Congo pela derrubada da ditadura de Tshombe. Em 1965, Tshombe foi derrubado do governo por outro golpe de Estado liderado por Mobutu Joseph Désiré, que pertencia a uma das etnias menos numerosas da região, a Ngbandi. Mobutu implantou uma ditadura capitalista, severa e extremamente corrupta, que afundou seu país na miséria e caos social.

Forças de paz da ONU em Kivu do Norte, em julho de 2013. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti


Em 1994, Mobutu permitiu a entrada de mais de 1 milhão de ruandeses (a maioria da etnia hutu) no Congo, foragidos do genocídio dos hutus em Ruanda, realizado pelo governo tutsi. Isso contrariou a maioria tutsi no Congo, que iniciaram uma rebelião liderada por Laurent-Désiré Kabila. O movimento contou com apoio dos governos tutsi de Uganda e Ruanda e conquistou apoio da população, insatisfeita com a corrupção, com a fome e miséria do país. Após muitos batalhas, em 1997, Kabila assumiu o poder, mas seu governo foi igual ao anterior, gerando nova guerra civil.
Os hutus eram perseguidos e grupos tutsi também estavam contrários ao governo de Kabila. Em 2001, o ditador foi assassinado e seu filho, Joseph Kabila, assumiu o governo, prometendo um processo de paz e eleições democráticas. Em 2003, a etnia Hema foi massacrada em uma região rica em minas de ouro e as etnias rivais se enfrentam até os dias hoje pela posse da região aurífera e das jazidas de diamantes, além das inúmeras tentativas de assumir o governo do país.



Implicações dessa guerra

São quase vinte anos de guerra civil, com a participação de milícias e exércitos de países vizinhos. Os conflitos no leste do país deixaram cerca de 6 milhões de mortos e desaparecidos. É a maior e mais sangrenta guerra desde a Segunda Guerra Mundial.

A maior missão e a mais cara da ONU está na República Democrática do Congo. A ajuda humanitária tenta ajudar a população, tratando da malária, sarampo, cólera, desnutrição, infecções, traumas, mas não consegue salvar o povo do extermínio em massa. As chacinas de homens, os estupros de mulheres e os sequestros de crianças para servirem de soldados nos grupos rebeldes de guerrilha são frequentes.

Genocídio de hutus em Ruanda. Fonte: http://cova-do-inferno.blogspot.com.br/2014/10/o-genocidio-de-ruanda.html

A República Democrática do Congo é o maior e mais rico país em recursos naturais da África subsaariana. Essa riqueza financia as milícias, é contrabandeada para países vizinhos como Ruanda, Uganda e Burundi, mas o povo continua sendo um dos mais pobres do mundo, é explorado no trabalho pesado das minas e confiscado na sua produção agrícola, em torno de 10%, pelos rebeldes.


Obs:. Essa postagem é parte integrante de um projeto interdisciplinar das áreas História e Geografia. É um resumo e não pretende esgotar o tema.

27 outubro 2015

Mercantilismo e as Navegações

Esse artigo é apenas um pequeno resumo sobre o assunto.

Navios à beira do abismo do fim do mundo - lenda medieval

Mercantilismo


O pensamento político e econômico europeu, em fins do século XVII e no século XVIII, apresentou uma vertente Absolutista e Mercantilista, predominantes na Europa, na Idade Moderna. Segundo a doutrina mercantilista é necessária a regulamentação minuciosa de todos os aspectos da vida econômica para garantir a prosperidade nacional e o acúmulo metalista. O Estado, com função de polícia e justiça, deve ser governado por um rei, cuja autoridade é sagrada e absoluta porque emana de Deus. A fim de proteger a economia nacional, cada governo deve intervir no mercado, estimulando as exportações e restringindo as importações. O poder do soberano era ilimitado, porque fora fruto do consentimento espontâneo dos indivíduos para evitar a anarquia e a violência do estado natural.

Para saber mais sobre o Absolutismo, veja a postagem:

Monstros Marinhos - detalhe de um mapa medieval

Grandes Navegações

Na expansão marítimo-comercial moderna, Portugal foi o grande pioneiro do processo. Esse fato poder ser explicado porque Portugal possui uma posição geográfica favorável e teve uma centralização monárquica precoce. 

Além disso, ocorreu uma grande contribuição da "Escola de Sagres", que não era uma escola propriamente dita, mas a reunião de sábios, matemáticos, cientistas, navegadores e construtores navais na cidade de Sagres, todos empenhados em estudar melhorias na área da navegação. Em Portugal também havia uma importante aliança entre a burguesia e os reis. Os burgueses interessados no comércio ultramarino, financiavam essas expedições organizadas pelo rei. 

Mesmo com as lendas, mitos e os perigos reais que envolviam essas viagens pelo Oceano, muitos se aventuravam em busca de riquezas. Essas viagens eram incentivadas pela Igreja Católica, que previa novos povos para os quais levar o Catecismo.

Dessa forma, no século XV, Portugal, em decorrência de uma série de fatores, deu início à expansão ultramarina. Portugal conseguiu reunir tecnologia e mão de obra qualificada, recorrendo ao que havia de mais novo no campo científico, os países ibéricos, apoiados em uma sociedade que se transformava e com o desenvolvimento das ideias renascentistas, coordenaram pioneiramente este empreendimento.


As Grandes Navegações foram impulsionadas também pela necessidade de mercadorias que vinham do Oriente. O Renascimento Comercial, iniciado no século XII, continuou durante a Idade Moderna. No final da Idade Média, algumas rotas comerciais foram abertas, principalmente cruzando a Europa e o Mediterrâneo em direção ao Oriente Médio.

Juntamente com o Renascimento Comercial ocorreu o renascimento urbano na Europa, já que o comércio acontecia nas vilas e nos burgos, que depois se transformaram em cidades. Os moradores dos burgos, que trabalhavam com o comércio foram designados de burgueses e a burguesia dominava as transações comerciais, pois consideravam tais atividades extremamente refinadas. Os burgueses viam no comércio a possibilidade de ascensão e de manutenção social.

23 outubro 2015

Filmes sobre a Guerra do Vietnã

A Guerra do Vietnã é uma ferida aberta na história dos Estados Unidos e foi uma das guerras mais absurdas da história.


Após a independência da Indochina (ex colônia da França), reconhecida em 1954, a região foi desmembrada em quatro novos países: Camboja, Laos, Vietnã do Norte e Vietnã do Sul. Ao norte vigorou u m regime socialista, mas no Camboja e Vietnã do Sul, o regime era capitalista.

O Vietnã do Sul manteve uma elite dominadora, que vivia uma vida confortável, enquanto a grande parcela da população vivia na miséria. O país era agrário e pobre. Não demorou muito para surgir um grupo que apoiava o socialismo dentro do Vietnã do Sul – os vietcongs. 

Quando os Estados Unidos enviou armamentos e ajuda bélica para as elites vietnamitas e para os franceses, que continuavam dominando o Vietnã do Sul, o Vietnã do Norte se manifestou invadindo o sul. Muito mais organizado, o Norte buscava a unificação com o sul, impondo o regime socialista, o que seria considerado mais uma grande derrota para os Estados Unidos, que já haviam perdido a corrida espacial - com o lançamento da Sputinik -, e a batalha da Baía dos Porcos em Cuba. Por isso mesmo não queriam perder o controle do leste da Ásia.

Ano após ano, governo após governo, os norte-americanos foram mortos no Vietnã, sem saber como deixar a guerra, ficando cada vez mais enrolados, tentando transferir aos militares sul-vietnamitas os ônus das sucessivas derrotas. Com resultados negativos no controle do território e muitas baixas de seus soldados, o governo estadunidense teve que enfrentar forte resistência dentro e fora dos Estados Unidos, o que provocou um grande choque de valores no país, a chamada contra-cultura (movimento hippie). Artistas, intelectuais e jovens clamavam pelo fim dessa guerra. Rapazes convocados preferiam fugir do alistamento.

Em 1974, logo após a renúncia de Richard Nixon, o presidente Gerald Ford decidiu retirar totalmente as tropas do país, encerrando o conflito.
Para o público estadunidense, os EUA declararam-se "vencedores" da guerra, o que obviamente não aconteceu. Nos livros de História, a derrota no Vietnã aparece como um acordo honroso pela retirada das tropas. Pouco mais tarde o Vietnã foi unificado sob o controle dos comunistas e permanece assim até hoje. Seguindo o exemplo da China, o Vietnã é uma das economias asiáticas que mais tem crescido nos últimos anos..

O saldo dos mais de 10 anos de guerra foram: 58 mil soldados americanos mortos e 300 mil feridos, além de baixas nas tropas aliadas. Do lado do Vietnã, os mortos foram mais de 1 milhão de militares e estimados mais de 2 milhões de civis, sendo muitas crianças. Um arsenal de armas químicas foi utilizado pelos americanos, o que fez dessa, a guerra mais suja e desigual da história. E mesmo assim, eles saíram vergonhosamente derrotados.

Nascido para Matar - 1987 / Stanley Kubrick 

Cartaz do filme

Baseado no romance de Gustav Hasford, o filme narra a história de Um sargento sádico e fanático que treina os recrutas para a guerra do Vietnã. Quando o treinamento termina, eles são mandados para o front e se deparam com o inferno. Dividido em duas partes: treinamento e batalha, o filme é uma descrição seca e cruel dos horrores da guerra. 

Apocalipse Now - 1979 / Francis Ford Copola

Cena do filme

Adaptação de Copola do livro "Coração das Trevas" de Joseph Conrad para o Vietnã. 
O filme é uma obra-prima do cinema. um capitão americano - Martin Sheen - é enviado à selva com a missão de matar um coronel - Marlon Brando - que, enlouquecido, era adorado por seus seguidores e tornou-se um problema.

Sobre o filme Apocalipse Now, veja o artigo:



Platoon – 1986 / Oliver Stone 

Uma das cenas mais dolorosas do filme (sem spoiller - tem que ver)

É um dos retratos mais emocionantes sobre a Guerra do Vietnã. Charlie Sheen é um jovem recruta que foi voluntário para o Vietnã. Em pouco tempo, o jovem percebe que não era uma guerra heróica, ele rapidamente é envolvido em batalhas sangrentas e violentas na selva. No comando de seu pelotão estão dois sargentos de temperamentos opostos: um violento e cruel - Tom Berenger - e o outro compreensivo e pacifista - Willem Dafoe. . O filme ganhou o Oscar de 1987.

Nascido em 4 de Julho - 1989 / Oliver Stone 

Capa do filme

Tom Cruise vive um rapaz idealista e cheio de sonhos, que deixa a namorada e a família para ir lutar no Vietnã. Já na guerra, ele é ferido e fica paraplégico. Ao voltar aos Estados Unidos, inicialmente foi recebido como herói, mas logo se vê confrontando com a realidade das pessoas tratando os soldados como assassinos, além do preconceito aos deficientes físicos. Ele decide se juntar a outros, na mesma situação, para lutar pelos seus direitos, agora negados pelo país que os enviara para a guerra.

Pecados da Guerra – 1989 / Brian De Palma

Cena do filme

É um filme brutal, que retrata violentamente os abusos e horrores da guerra. Em 1966, durante a Guerra do Vietnã, Meserve (Sean Penn), é um sargento no comando de uma patrulha de cinco soldados. Para vingar a morte de um de seus soldados, a patrulha decide raptar uma jovem para ser objeto de prazer do pelotão. Quatro dos soldados estupram a garota que acaba morrendo. Indignado, o soldado que não participa desse ato criminoso - Michael J.Fox - decide relatar o fato para que os responsáveis sejam julgados.

O Sobrevivente – 2006 / Werner Herzog 

Cartaz do filme

O filme é baseado em uma história real, retratada no documentário Little Dieter Needs to Fly, feito em 1997. 
No filme, Christian Bale é um alemão, que na América tornou-se tenente aviador e é enviado ao Vietnã logo no começo do conflito. Na primeira missão sobre o Laos, seu avião é abatido, ele se torna prisioneiro e, junto com outros soldados, organiza uma fuga arriscada pela floresta. O filme fala da força da natureza, de insanidade e companheirismo.

Bom Dia Vietnã – 1988 / Barry Levinson 

Cartaz do filme

Robin Williams é um irreverente militar aeronauta que foi escalado para ser DJ na rádio de Saigon – Vietnã do Sul, controlada pelos americanos. Seu programa faz muito sucesso, o que desperta os ciúmes em seu superior hirárquico, que o acusa de subversivo, por noticiar um ataque à cidade, que os militares preferiam manter em segredo. grande sucesso dos anos 1980, numa visão um pouco mais leve da guerra.


Tigerland – 2000 / Joel Schumacher 

Cartaz do filme



O ano é 1971, quando os Estados Unidos são uma nação dividida pela escalada da violência na Guerra do Vietnã, que faz com que milhares de jovens americanos percam suas vidas no combate e outros tanto se preparem em campos de treinamento, a fim de reforçarem a tropa americana em breve. Em Fort Polk, Louisiana, um grupo de jovens recrutas em treinamento possue opiniões conflitantes sobre a guerra.


1968 Tunnel Rats – 2008 / Uwe Boll 

Cena do filme

Durante a Guerra do Vietnã, uma brava unidade de combate especial americana é enviada para caçar e matar vietnamitas em combates corpo a corpo, nos inúmeros e compridos túneis subterrâneos abertos pelo exército local, que formavam um labirinto de caminhos mortais cheios de armadilhas e surpresas nada agradáveis. Aqueles homens sem medo formaram um esquadrão suicida muito especial. Medo é uma palavra que eles não conheciam. É um filme forte, com cenas chocantes.

Hamburger Hill – 1987 / John Irvin 

Cartaz do filme

O filme retrata a descrição de uma das mais famosas e sangrentas batalhas da guerra, ocorrida entre 10 e 20 de maio de 1969 no monte 937, controlado pelos norte-vietnamitas e que ganhou este apelido devido à violência do contra-ataque, que transformava soldados em "carne de hamburger". A trilha sonora de Philip Glass é hipnótica, e esse é um dos filmes de batalha mais realistas feitos até então.

O Franco Atirador – 1978 / Michael Cimino 

Cena do filme

Um dos mais impressionantes filmes sobre os traumas de guerra, ganhador de cinco Oscars, retrata a história de três amigos - Robert DeNiro, Chritopher Walken e John Savage – que vão para o Vietnã e acabam capturados. Prisioneiros, eles são submetidos a todo tipo de tortura, incluindo sessões de roleta russa entre si, traumas dos quais nunca mais se recuperariam.


Fomos Herois – 2002 / Randall Wallace 

Cartaz do filme

Baseado em fatos reais, narrados no livro de Joseph L. Galloway e Hal Moore. Mel Gibson é um tenente-coronel, que junto a outros 400 soldados é cercado por 2 mil vietnamitas, originando uma batalha sem precedentes, que apelidou o local de Vale da Morte. O filme retrata de forma humana os vietcongs (coisa rara em um filme estadunidense) e apela para o patriotismo e alguns clichês de heroísmo, que fizeram dele um sucesso.

Forrest Gump – 1994 / Robert Zemeckis 

Cena do filme

Com Tom Hanks no papel-título e baseado no romance homônimo de 1986 escrito por Winston Groom. A história atravessa várias décadas na vida do personagem central, Forrest Gump, um homem simples do Alabama que viaja ao redor do mundo, encontra figuras históricas, influencia a cultura popular e é testemunha de alguns dos eventos históricos mais notórios da segunda metade do século XX.


Entre o Céu e a Terra – 1993 / Oliver Stone 

Cartaz do filme

Durante a Guerra do Vietnã, uma jovem vietnamita é torturada pelos dois lados das forças em conflito. Ao fugir do seu vilarejo, emprega-se como babá em uma casa de família e acaba ficando grávida do dono da casa. Posta na rua pela patroa, torna-se vendedora ambulante e até se prostitui, para sustentar a si e ao filho, até conhecer um sargento americano (Tommy Lee Jones), com quem se casa e vai morar na América. Lá um mundo totalmente diferente se apresenta, mas que também não está livre dos velhos rancores e preconceitos.

R-Point – 2004 / Su Young Gong 

Capa do filme

Filme coreano sobre a guerra. A história se passa no Vietnã em 1972, uma base do exército Sul-Coreano (aliados dos Estados Unidos) começa a receber estranhas mensagens de rádio de um esquadrão desaparecido 6 meses antes.
Com a finalidade de salvarem o grupo de soldados desaparecidos, o experiente tenente CHOI-Tae (Gam Woo-Sung) e uma unidade de elite são chamados para uma missão de resgate na região conhecida por R-Point (Romeo Point). Aquilo que aparentemente seria uma simples missão de resgate, transforma-se, lentamente, numa experiência mais aterrorizadora e devastadora do que uma batalha de guerra.
O horror começa na selva amaldiçoada onde os soldados não conseguem distinguir os mortos dos vivos. Eles lutam contra uma força maléfica sobrenatural. CHOI começa a perder os seus homens um a um e uma nova mensagem chega à base: 'Daqui ninguém sai vivo!'

Vietnã: Batendo em Retirada - 2014 / Rory Kennedy 


No fim da Guerra do Vietnã, o exército do Vietnã do Norte ataca Saigon, no Vietnã do Sul. Civis, em pânico, tentam sobreviver fugindo da cidade. Soldados e Diplomatas estadunidenses vivem um dilema: obecem as ordens da Casa Branca e deixam o local ou ajudam a salvar a vida dos cidadãos vietnamitas.

Rambo – 1982 / Ted Kotcheff 

O capitão das forças especiais John Rambo (Stallone) após dar baixa, retorna ao seu país. Durante a guerra do Vietnã após muitas missões de infiltração em campo inimigo, acabou por tornar-se prisioneiro de guerra dos norte-vietanamitas. 
Cena do filme

O cativeiro lhe gerou profundos traumas psicológicos devido à tortura e privações. Ao executar um elaborado plano de fuga e atravessar boa parte das úmidas florestas vietanamitas, consegue retornar às linhas amigas e assim mesmo com inúmeras honras militares e condecorações decide que é hora de abandonar as armas e voltar para a fazenda de seu pai. 
De volta aos Estados Unidos decide primeiro por ir procurar um velho amigo que fora colega no Exército, mas sua tentativa acaba por resultar em fracasso, pois seu amigo, há alguns anos, havia falecido de câncer resultante do agente laranja. Sem mais opções segue para o sul seguindo a viagem de retorno para sua casa. 
Ao ser tomado por um vagabundo andarilho, Rambo é detido injustamente pelo xerife de uma pequena cidade que estava no caminho, mas consegue fugir acaba por ser caçado pela polícia local como um criminoso. 
Quando começa o cerco à montanha onde se refugia, ele começa uma verdadeira guerra não só contra os policiais, mas também ao xerife que o prendeu. Ferindo-os ele acaba chamando a atenção do exército, seu velho comandante, que agora busca ajudar o exército e a polícia local a prendê-lo. Rambo agora luta com todos que estiverem em seu caminho e contra toda uma cidade, causando pânico e destruição, que é o que ele sabe fazer melhor. (retirei essa sinopse da wikipedia)

Corações e Mentes – 1974 / Peter Davis 

Capa do filme

Hearts and Minds é um documentário de 1974 sobre Guerra no Vietnã. Considerado um dos mais importantes e corajosos documentários políticos da história do cinema, por tocar numa ferida aberta dos EUA, ainda no calor de 1974. dirigido por Peter Davis, conta os absurdos da guerra através de imagens poderosas e entrevistas com todos os lados envolvidos, dos veteranos aos desertores, dos líderes às vítimas vietnamitas. foi boicotado pelos conservadores mesmo os da indústria do cinema, mas ganhou o Oscar de Melhor Documentário.



Cartas do Vietnã - 1987 / Bill Couturié

Documentário feito para TV. Cartas de americanos que participaram da Guerra do Vietnã e cartas escritas para eles são lidas por diversos atores e atrizes. As cartas são editadas junto a imagens de notícias, videos de amadores e fotografias da guerra.


Os gritos do silêncio – 1984 / Roland Joffé 



Esse filme é genial e lindo. Retrata a guerra civil no Camboja (assunto pouco trabalhado em filmes)
Sidney Schanberg (Sam Waterston), repórter do The New York Times, vai cobrir a guerra civil do Camboja. Lá torna-se grande amigo de Dith Pran (Haing S. Ngor), intérprete e também jornalista. Juntos eles testemunham atrocidades, tragédia, loucura e esperança. Schanberg volta para casa e ganha o prêmio Pulitzer pela cobertura, enquanto seu amigo Dith Pran encara um triste destino no país agora comandado pelo Khmer Vermelho.