26 junho 2017

República Romana (509 a.C. a 27 a.C) - resumo

Esse é um resumo, especialmente para ajudar no estudo dos meus alunos. Talvez eu o amplie no futuro... talvez. Algumas pessoas reclamaram do resumo completo com todos os períodos da História da Roma Antiga. Então, aqui vai “separadinho” por períodos.

Não tenho a pretensão de esgotar o assunto nem estão todos os aspectos abordados aqui, se o que você busca não está contemplado, lembre que esse é um blog, não um compêndio de PDFs completos.

Se você quiser ler o texto com todos os 3 períodos da História da Roma Antiga, clique aqui


República Romana (509 a.C. a 27 a.C) 

Com o fim da Monarquia, inicio-se o período republicano. Nessa época, o Senado Romano (Conselho de Anciãos) ganhou grande poder político. Os senadores, de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa. As atividades executivas eram exercidas pelos magistrados.

Com o surgimento da República, os patrícios reservaram para si os cargos políticos, as magistraturas e os sacerdócios, os plebeus, excluídos da vida política, se organizaram e reagiram, resultando em vários conflitos. A insatisfação da plebe se intensificou com a Revolta do Monte Sagrado. Após esse episódio, os plebeus conquistaram maior participação política e melhores condições de vida. As maiores conquistas do plebeus foram:

  • A criação dos tribunos da plebe, magistratura que permita poder de veto sobre as decisões do Senado, garantindo a defesa dos direitos da plebe; 
  • A Lei das Doze Tábuas (A passagem do Direito consuetudinário para um código de leis escritas) foi um avanço político e uma conquista da plebe que, ameaçando a aristocracia, assegurou um código escrito que lhe garantia certos direitos; 
  • Lei Licínia, que garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos: um patrício e um plebeu); 
  • Lei Séxtia, que garantia participação nos espólios de guerra para os plebeus; 
  • Lei Canuleia, que favorecia o casamento entre patrícios e plebeus, trazendo com isso uma nova organização social e casamentos por interesses financeiros; 
  • e, por fim, a Lei Licínia também aboliu a escravidão por dívidas, mas apenas para cidadãos romanos.

Formação e Expansão do território Romano 

Após expulsar os etruscos de Roma, os romanos expandiram seu território por toda a península itálica, a partir daí, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general Anibal, nas Guerras Púnicas (século III a.C). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum. O domínio do Mediterrâneo provocou sensíveis transformações sociais e econômicas Enriquecimento do Estado romano, aparecimento de uma poderosa classe de comerciantes, aumento do número de escravos.

Mapa: Guerras Púnicas
Fonte: http://vemfazerhistoria.blogspot.com.br/2008/
03/guerras-pnicas.html

Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, a Macedônia, a Gália, uma parte da Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina, e por fim o Egito. Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.

*Sobre as Guerras Púnicas, tem um texto muito bom, publicado em: Vem Fazer História

A preocupação romana, com as guerras e a manutenção do império, não evitou que a religião tivesse grande importância na vida cotidiana. Nas suas crenças religiosas, os romanos eram politeístas e Imitaram os gregos em muitos princípios e na aceitação das divindades. Os romanos latinizaram os deuses, heróis e seres mitológicos gregos, adotando-os para si.

Júlio César no Senado
Fonte:  Série Roma, HBO: 2005 a 2007

Conseqüências da Expansão Romana
  • Enfraquecimento da cidade de Roma; 
  • Economia deixa de ser agrária passando a ser baseada no comércio; 
  • Empobrecimento dos pequenos agricultores; 
  • Aumento do número de escravos; 
  • Conflitos entre plebeus e patrícios; 
  • Crise no sistema republicano.
O território romano cresceu, trazendo o empobrecimento dos pequenos agricultores, que para fugir das dívidas vendiam suas propriedades aos ricos patrícios. Isso acarretou um problema social sem precedentes: Roma tinha um número enorme de escravos que faziam todo o trabalho; ricos patrícios e plebeus que possuíam tempo livre para investir em assuntos políticos; disputas entre patrícios e plebeus enriquecidos; e um êxodo rural que inflou as cidades da República com um enorme contingente de mendigos, ladrões e prostitutas. 

Em 133 a.C. os irmãos Tibério e Caio Graco, ambos Tribunos da Plebe, tentaram criar uma lei para a Reforma Agrária, mas foram assassinados e a lei anulada. Em 123 a.C., numa tentativa de amenizar a crise, assumiram o poder os Generais Mário e Sila, como cônsules, iniciando uma tradição romana, sempre que há uma crise os militares assumem o poder. 

Por volta do ano 100 a.C., os senadores, temendo o fim da República, criam os triunviratos, onde três cônsules, homens de diferentes seguimentos sociais governariam Roma ao mesmo tempo.

Primeiro Triunvirato
  • Crasso (patrício) representava as elites ricas de Roma, morreu em seguida, numa batalha no Oriente. 
  • Pompeu (general) representava o exército. 
  • Júlio César (general) representava o povo, tinha um grande carisma entre as camadas mais humildes de Roma.
César e Pompeu lutam pela centralização do poder. Inicia uma guerra civil em Roma. Júlio César venceu Pompeu e assume o poder. Pompeu fugiu para o Egito onde acabou sendo assassinado. 

Júlio César sendo assassinado no Senado
Fonte:  Série Roma, HBO: 2005 a 2007

O faraó Ptolomeu XIV enviou de presente para Júlio César a cabeça de Pompeu, César horrorizado por receber a cabeça do adversário numa bandeja, destitui Ptolomeu do reinado egípcio, apoiando a posse da rainha Cleópatra. No processo de domínio romano o Egito, tornou-se um protetorado romano.

Ao voltar para Roma, César iniciou um processo de reformas sociais: 
  • combate a corrupção; 
  • diminuição de impostos; 
  • distribuição de trigo ao povo. 
César passa a ter o apoio do povo (plebe), porém, sua decisão de nomear-se ditador vitalício fez com que ele fosse assassinado em pleno senado romano por senadores patrícios.

Segundo Triunvirato 

  • Marco Antônio (general) representante do exército e do povo, tinha grande carisma entre o povo; 
  • Otávio (senador) herdeiro de Júlio César, acredita-se que era sobrinho de César, tinha apoio do senado; 
  • Lépido (patrício) representante da elite romano, logo foi afastado (morto).
Otávio em campanha contra Marco Antônio e as tropas do Egito
Fonte:  Série Roma, HBO: 2016
Marco Antônio e Otávio lutam pela unificação do poder. Novo período de disputas dentro da enfraquecida República Romana. Nesse processo, ocorre uma batalha definitiva entre as tropas de Marco Antonio e Otávio, em território egípcio. Otávio Augusto, vence Marco Antonio, conquista o Egito e funda o IMPÉRIO. Tornando-se o primeiro imperador de Roma.

Monarquia Romana (753 a.C a 509 a.C)

Esse é um resumo, especialmente para ajudar no estudo dos meus alunos. Talvez eu o amplie no futuro... talvez. Algumas pessoas reclamaram do resumo completo com todos os períodos da História da Roma Antiga. Então, aqui vai “separadinho” por períodos.
Não tenho a pretensão de esgotar o assunto nem estão todos os aspectos abordados aqui, se o que você busca não está contemplado, lembre que esse é um blog, não um compêndio de PDFs completos.

A História romana está dividida em 3 períodos: Monarquia, República e Império. 

Monarquia Romana (753 a.C a 509 a.C) 

A primeira forma de governo adotada em Roma foi a Monarquia, durante esse período Roma esteve sob o domínio dos etruscos, que perpetuavam seu controle propagando a crença de que o rei tinha origem divina. 

Loba - lenda da fundação de Roma
http://cfile8.uf.tistory.com/image/2623D53A5595E5E13F1837

Os romanos desenvolveram uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade romana era hierarquicamente dividida, formada por patrícios (nobres proprietários de terras, descendentes dos primeiros fundadores da cidade), clientes (parte do estrato da sociedade que era livre, mas sem propriedades ou direitos políticos. Se associavam às famílias aristocráticas para sobreviver), plebeus (comerciantes, artesãos e pequenos proprietários, que mesmo sendo romanos não possuíam direitos até o período da República) e os escravos. O número de escravos em Roma na época da Monarquia era reduzido, entretanto esse número se expandiu nos períodos de conquistas e domínio de outros povos. Os escravos podiam ser de três tipos: por dívidas não quitadas; prisioneiros de guerra; e, filhos de escravos. Assim sendo, nem todos os habitantes de Roma desfrutavam dos mesmos privilégios. 

Em 509 a.C., os romanos derrubaram o rei etrusco (Tarquínio - o Soberbo), e fundaram uma República. No lugar do rei, elegeram dois magistrados para governar, os cônsules – um para organizar o exército e outro para presidir o Senado. 

Se quiser ler o texto completo, com todos os 3 períodos de Roma Antiga, clique aqui

Totalitarismo – breve comentário

O termo totalitarismo passou a ser utilizado na metade do século 20 para designar os regimes políticos extremamente autoritários, que eram capazes de controlar além do poder do Estado, todo o corpo social de uma nação, incluindo suas esferas privadas. 

Dizendo com outras palavras, era o controle total de toda a sociedade, incluindo a forma como as pessoas pensavam. Adotando técnicas que iam desde propaganda intensiva, até lavagem cerebral e violência, esses regimes conseguiram assumir a forma de ditaduras extremamente fortes, que contavam com o apoio de uma parcela de enorme maioria de seu povo.

Diferente de outras tiranias do passado, o totalitarismo carrega como característica essa capacidade de embrenhar-se em todo o tecido social, exercendo poder em todas suas partes. Há, na Sociologia Política, uma longa discussão sobre quais regimes poderiam ser efetivamente considerados como totalitários.

Para saber mais sobre os totalitarismos, leia o artigo Totalitarismo ou Autoritarismo

Aqui no blog temos outras postagens que abordam o tema do Totalitarismo:

Um pouco sobre como começou o Nazismo
Um pouco sobre como começou o Fascismo