15 setembro 2009

MULHERES PIRATAS


MULHERES PIRATAS

Sim, houve mulheres pira
tas!
Vestidas como homens,
elas tinham temperamento esquentado e, supostamente,
eram tão ferozes quanto os homens ao lado dos quais lutavam.


CHENG I SAO

Uma das mais famosas foi a chinesa Cheng I Sao. O império pirata de Cheng I foi riquíssimo e pode-se dizer que “colocava no chinelo” qualquer esquadra pirata ocidental. No auge de sua história, ela chegou a ter sob seu comando 200 navios e algo entre 20 mil e 40 mil homens. Cheng I também “diversificou” a sua atividade criminosa. Além do saque de navios e cidades, ela também bloqueava portos e só os liberava com pagamento de resgate, além de cobrar uma “proteção” anual de comerciantes que ganhavam salvo-conduto para não serem atacados por seus piratas, e cobrava resgate por passageiros ilustres que por um acaso fossem capturados em suas incursões.
Cheng I Sao - escultura de madeira

O “império de Cheng I” estava enriquecendo e comandando os mares do Oriente, mas, em 1810, a grande pirata chinesa perdeu um dos seus comandantes, O-potae, que desertou com 8 mil homens e conseguiu um indulto da marinha imperial da China, passando a Cheng I. Com sua frota reduzida e literalmente caçada, Cheng I, em abril do mesmo ano, pediu e conseguiu indulto para si e 17 mil de seus homens. Seu esposo, Chang Pao, conseguiu ser nomeado capitão da marinha imperial. Cheng I se tornou comerciante em Cantão e morreu em 1844, aos 69 anos.

GRACE O’MALLEY

Outra pirata famosa foi a irlandesa Grace O’Malley. Considerada como a maior pirata ocidental de que se tem notícia. Grace nasceu em uma rica família de pescadores, ela se tornou a pirata mais temida das águas inglesas. Extremamente corajosa, conta-se que deu a luz ao seu primeiro filho, Theobaldo, quando seu navio estava sendo atacado e que, logo após o parto, subiu ao convés para encorajar seus homens à luta.

Grace O'Malley

Grace também se envolveu nas disputas entre irlandeses e ingleses pelo domínio da Ilha Esmeralda. Por conta disso foi caçada pelo governador inglês da Irlanda, Sir Richard Binghan, que matou um dos seus filhos e convenceu outro a mudar de lado, o que fez com que ela atacasse o próprio filho. Em 1593 ela decidiu ir falar direto com a rainha, assim ela subiu o Rio Tâmisa até Londres, onde se encontrou com a rainha Elizabeth I, num episódio que entrou para o folclore irlandês. Conseguiu permissão da rainha para reconstruir sua frota, que deixou a cargo do seu primeiro filho. Morreu em 1603, aos 70 anos.

MARY READ


Mary Read nasceu na Inglatera, e foi criada como menino para enganar os parentes. Vestida como homem ela serviu no exército e depois foi para o Caribe tentar a sorte. Mary embarcou, disfarçada de homem, na tripulação do pirata Calico John Rackmam.

Mary Read, Anne Bonny e Calico Jack Rackmam
Quadro de Chris Collingwood, 1720

Na tripulação de Rackmam havia outra mulher, Anne Bonny. Foi ela quem descobriu o disfarce de Mary, assim ambas viraram amigas e amantes de Rackman. Juntos, os três assaltaram várias embarcações do Caribe e eram os piratas mais temidos. Passaram a ser perseguidos pela marinha inglesa. Antes de contar o fim da história de Mary Read, vamos contar a história de sua amiga Anne Bonny, já que ambas foram capturadas juntas.

Anne Bonny

Anne Bonny era irlandesa, filha bastarda de um advogado com uma criada. Seu pai se separou da esposa e foi viver com a mãe de Anne nos Estados Unidos. Ainda adolescente, Anne se enamorou de um pirata, e fugiu com ele para a Ilha Providence, reduto conhecido de piratas na época.
Foi lá que as
histórias de Anne e Mary se cruzaram. Anne se apaixonou pelo pirata Calico John Rackmam, largou o esposo e embarcou em seu navio, onde também estava Mary, disfarçada de homem. Anne descobriu o disfarce de Mary e então John Rackmam passou a ter duas “esposas”.

Os três “botaram o terror” nos mares do Caribe, foram caçados e, por fim, aprisionados pela marinha inglesa. Apesar de Mary e Anne terem lutado bravamente, seu navio acabou capturado. Em novembro de 1820, John Rackman e alguns de seus homens foram enforcados por pirataria. O julgamento das duas mulheres foi feito em separado, e elas também foram condenadas à forca.

Anne Bonny e Mary Read

Mas, logo após o veredicto, elas anunciaram que estavam grávidas, e a execução foi suspensa. Mary Read contraiu uma frebre e morreu durante a gravidez. Já Anne Bonny teve seu bebê, e sua execução nunca foi realizada. Ela sumiu da história depois disso, acredita-se que ela levou uma vida “honesta” depois do nascimento do seu filho.

4 comentários:

  1. olá! que legal aki! quer um layout? via no meu blog´e encomenda um :D! http://www.dream-colored.blogspot.com, bjuxx, xau

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  2. Credo dos assassinos!?

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  3. É maravilhoso saber q as mulheres participaram ativamente da pirataria, assim como foram importantes na conquista do Oeste.
    Isto prova q elas nunca foram dondócas.
    Ótima matéria.

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  4. Que Legal! Piratas Mulheres, achei que isso era só coisa de Piratas do Caribe .

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