terça-feira, 24 de junho de 2014

Informações úteis para o 1º ano

  • A História de Roma Antiga é dividida em 3 partes: a Monarquia, a República e o Império. Após o período de Monarquia, quando Roma era governada por reis etruscos, a cidade de Roma era uma pequena cidade-Estado. Entretanto, ao matar o último rei estrusco, Tarquínio o soberbo, e iniciar o período republicano, Roma começou a expandir seu território. "Mare nostrum" é uma expressão atribuída aos romanos, que significa a apropriação europeia do Mediterrâneo. Sua origem remonta à Antiguidade, quando os romanos venceram Cartago. e passaram a se expandir pelo Mediterrâneo.

  • No período republicano, a massa dos trabalhadores escravos foi obtida por meio das conquistas militares. A substituição do trabalho plebeu pelo trabalho escravo, entretanto, não possibilitou aos plebeus tornarem-se pequenos produtores agrícolas, pois as terras ficavam nas mãos da elite patrícia. As diversões foram um dos expedientes adotados pelos governantes para apaziguar as  populações desocupadas: era o "pão e circo". O Estado assumiu o ônus de abrigar a grande maioria dos desocupados, enquanto a minoria abastada controlava as instituições políticas e dirigia o exército.
  • Sobre o Império Romano devemos lembrar que no final de sua História houve profundas transformações, nos séculos III d.C. e IV d.C., o Império viveu uma fase de crise e de profundas transformações. O cristianismo, que antes era uma religião perseguida, passou a ser aceito e veio a tornar-se a religião oficial do Império Romano, em substituição ao paganismo. Os povos bárbaros (germânicos) invadiram o Império e se estabeleceram em seus territórios, contribuindo para a crise do mundo romano. A divisão político-administrativa do Império fez surgir o Império Romano do Ocidente e o Império Romano do Oriente.
  • No início do período imperial em Roma, as práticas clientelistas eram usuais no mundo político republicano, sendo a amizade e o compadrio relações que ultrapassavam a esfera do privado. O sistema eleitoral romano era administrado pela elite e não punia os abusos do poder econômico. As mulheres, crianças, escravos e os que não possuíam a condição de cidadão romano eram excluídos do sistema eleitoral. E, nessa época, com a política do pão e circo, o povo, a plebe ou a massa, constituía um elemento a ser cativado e não excluído.
  • Durante muitos séculos, os antigos romanos divertiram-se com a atuação dos gladiadores nos espetáculos públicos chamados “pão e circo”, eram utilizadas diferentes tipos de armas, permitidas pelas autoridades de Roma. Esses gladiadores eram recrutados, principalmente, entre escravos das áreas dominadas.
  •  O cristianismo, após ter sido durante muito tempo combatido pelo Império Romano, tornou-se sua religião oficial no século IV. O reconhecimento do cristianismo pelo Império Romano corresponde ao Edito de Milão, que concedeu liberdade de culto aos cristãos e proibiu as perseguições.
  •  Quando Maomé fixou residência em Yatreb, teve início uma fase decisiva na vida do Profeta, em seu empenho de fazer triunfar uma nova religião. A cidade de Yatreb, que doravante seria chamada de Medinat al-Nabi (Medina, a cidade do Profeta), tornou-se a sede ativa de uma comunidade da qual Maomé era o chefe espiritual e temporal. Essa mudança para Medina, que assinalou o início da era muçulmana, ficou conhecida como Hégira.
  •  As pregações de Maomé não agradaram a grupos importantes, politicamente, da sociedade árabe. Suas concepções e crenças adotavam o monoteísmo e tinham relações com o cristianismo, conseguindo adesão de muitos que visitavam Meca.
  • No islamismo, que conta com milhões de adeptos no mundo contemporâneo, a peregrinação deve ser realizada pelo menos uma vez na vida, pelos fiéis com condições físicas e financeiras.

  • Vale lembrar sobre o sistema feudal, que caracterizava-se pela propriedade senhorial da terra, regime de trabalho servil e bases essencialmente agrárias. As terras senhoriais eram compostas de reservas senhoriais, trabalhadas pelos servos, de terras destinadas à subsistência dos servos e de terras coletivas, para o uso de todos.

  • Sobre as cruzadas, lembremos que a primeira cruzada tinha como objetivo a conquista da Terra Santa, a ajuda aos bizantinos e a união da cristandade contra os muçulmanos. A marginalização dos cavaleiros, com a crise do feudalismo, foi um fator importante para a existência das Cruzadas também. As campanhas militares dos cruzados eram uma saída para o excedente populacional e a satisfação da necessidade espiritual da peregrinação a Jerusalém.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Informações úteis para o 2º ano

  • Após a Independência do Brasil, houve 3 fases ou períodos que são constituem o chamado Brasil Império ou Brasil Imperial. O primeiro deles, chamado de Primeiro Reinado, é o período do governo de D. Pedro I, que se inicia com a independência (1822) e vai até a abdicação de D. Pedro I em prol de seu filho, Pedro de Alcântara (1831). O segundo período, denominado Regencial, inicia com a abdicação de D. Pedro I (1831) e encerrado com a aprovação da maioridade de D. Pedro II (1840), o terceiro período, chamado Segundo Reinado é o mais longo dos 3, sendo a época do governo de D. Pedro II, que se4 inicia com o Golpe da Maioridade (1840) e se estende até a Proclamação da República (1889).
  •  O Período Regencial, foi uma fase extremamente agitada com crises e revoltas em várias províncias, geradas pelas contradições das elites, classe média e camadas populares. Foi um momento marcado por uma grande instabilidade política, gerada por revoltas ocorridas nas províncias, que reivindicavam maior autonomia.Nesse momento, ocorreram revoltas em diversas partes do Brasil, com características diferentes em cada localidade. O que há em comum entre essas revoltas é que elas ameaçaram a ordem reinante, gerando risco de fragmentação político-territorial do país (o Brasil correu o risco de se tornar vários pequenos países independentes). Nas origens dos movimentos insurrecionais estavam as insatisfações contra o governo central e as autoridades locais.
  • Durante o Período Regencial, formaram-se 3 grupos políticos distintos:  Os restauradores (caramurus), portugueses que queriam o retorno de D. Pedro I e o restabelecimento de seus privilégios; os liberais moderados (chimangos), que eram membros da aristocracia rural e queriam a manutenção da escravidão, dos privilégios da elite e a centralização política; e, os liberais exaltados (farroupilhas), membros de uma elite financeira urbana, que defendiam mudanças mais fortes no regime político, tal como a autonomia das províncias e descentralização política.
  • O Golpe da Maioridade, datado de julho de 1840 e que elevou D. Pedro II a imperador do Brasil, foi justificado como sendo uma estratégia para manter a unidade nacional, abalada pelas sucessivas rebeliões provinciais;
  • O Segundo Reinado, com a consolidação de um projeto político nacional, após os conturbados anos da década de 30 do século XIX, foi um período de paz. Entretanto, o Brasil ampliou sua projeção externa e esteve envolvido em várias questões importantes no plano internacional, principalmente na região da Bacia do Prata. Nesse sentido, destaca-se a participação na Guerra do Paraguai, onde o Brasil formou a Tríplice Aliança, com o Uruguai e a Argentina, contra o Paraguai.