09 março 2015

Vídeos sobre Mesopotâmia


Grandes Civilizações - Mesopotâmia
Esse vídeo é bem inocente, simples e até bobinho, mas é uma excelente forma de resumir a matéria toda. Vale a pena ver para ajudar a estudar.
A parte 1 está no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=PJvsAI-5J0k
A parte 2:
https://www.youtube.com/watch?v=p9WXqKdoTDE

Esse é bem explicadinho - resume bem o que já foi visto em aula
https://www.youtube.com/watch?v=EckAThHkaVA

O áudio desse é um pouco ruim, mas as imagens são ótimas - sobre as cidades-Estado mesopotâmicas
https://www.youtube.com/watch?v=j1ZD-X1rcbE

Esse é muito bom (as imagens são lindas), sobre um dos importantes reis babilônicos, Nabucodonossor II
https://www.youtube.com/watch?v=V3dRFi3gzJg

Mesopotâmia - resumo


Assim como o surgimento da agricultura foi impactante na história da humanidade, a formação das aldeias e cidades também causou transformações relevantes no cotidiano das primeiras comunidades, tais como a organização das sociedades e divisão de tarefas entre os membros do grupo; a sedentarização e relativo aumento demográfico; e, a domesticação de animais e extinção da ameaça de predadores.


Pode-se afirmar que civilização é um processo pelo qual os elementos culturais de uma sociedade (conhecimentos, técnicas, bens e realizações materiais, valores, costumes, gostos, etc.) são coletivos e/ou individualmente elaborados, desenvolvidos e aprimorados.

Entre as transformações havidas na passagem da pré-história para o período propriamente histórico, destaca-se a formação de cidades em regiões de solo fértil, atingido periodicamente pelas cheias dos rios, permitindo grande produção de alimentos e crescimento populacional. As primeiras povoações surgiram no Crescente Fértil.

O Crescente Fértil é uma região compreendendo os atuais Israel, Jordânia e Líbano bem como partes da Síria, do Iraque, do Egito, do sudeste da Turquia e sudoeste do Irã. O termo "Crescente Fértil" foi criado por um arqueólogo, da Universidade de Chicago, em referência ao fato de o arco formado pelas diferentes zonas assemelhar-se a uma Lua crescente.

Irrigada pelo Jordão, pelo Eufrates, pelo Tigre e pelo Nilo, a região cobre uma superfície de cerca de 400 000 a 500 000 km² e é povoada por 40 a 50 milhões de indivíduos. Ela estende-se das planícies aluviais do Nilo, continuando pela margem leste do Mediterrâneo, em torno do norte do deserto sírio e através da Península Arábica e da Mesopotâmia, até o Golfo Pérsico.

A região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates, onde hoje se localizam os territórios do Iraque, do Kwait e parte da Síria, era conhecida como Mesopotâmia.

Os rios Tigre e Eufrates forneciam água para os seres humanos e para a flora e fauna das regiões desérticas. Além disso, a matéria orgânica (limo, cal e barro) trazida pela correnteza era essencial para a fertilização do solo.

Na Mesopotâmia viveram diversos povos, entre os quais podemos destacar os sumérios, acádios, assírios e babilônios.

Os grupos humanos mesopotâmicos se organizavam para construir obras de engenharia hidráulica como diques de desvio ou contenção, tanques de armazenamento e canais para conduzir a água até as regiões agrícolas distantes dos leitos.

A região foi marcada pela violência das inúmeras e constantes guerras e invasões entre os povos mencionados.

A assimilação ou adaptação dos costumes, crenças e tradições dos povos conquistados pelos conquistadores, o que resultou na preservação da cultura mesopotâmica.

A manutenção da estrutura social dos povos que era composta por um grupo de privilegiados - sacerdotes, nobres, soldados, grandes proprietários e comerciantes - e um grupo de não privilegiados - pequenos comerciantes, camponeses, artesãos e escravos.

As condições ecológicas explicam por que a agricultura de irrigação era praticada através de uma organização individualista, na qual cada cidade-Estado cuidava de seus canais de irrigação.

A arquitetura mesopotâmica deixou menos evidências do que as encontradas em outras áreas do mundo antigo no mesmo período devido à escassez de materiais mais resistentes, a principal matéria-prima construtiva dos mesopotâmicos era o tijolo de barro, que com as intempéries acabou desaparecendo.

Ao identificar alguns elementos da nossa cultura como herança cultural de outras civilizações, passamos a conhecer melhor tanto a nossa cultura como aquelas que nos precederam na História. Fazem parte do legado cultural da Mesopotâmia:
  • Linguagem escrita 
  • Tijolos de barro
  • Rodas para meios de transporte
  • Plantação de grãos
  • Astrologia e o zodíaco
Os zigurates tinham múltipla função: servir como centro de adoração religiosa; estocar a produção agrícola local; local para cuidar dos doentes; mercado; escola de sacerdotes e além de outras funções.

Na Suméria, os templos e zigurates foram construídos graças à riqueza que os sacerdotes administravam à custa do trabalho de grande parte da população.

A composição da sociedade se fazia de acordo com o ofício das pessoas e de seus familiares, por exemplo, o grupo dos camponeses ou o dos artesãos fazia parte de uma classe de trabalhadores.

As classes privilegiadas – sacerdotes, nobres e soldados – eram menos numerosas do que as classes não privilegiadas – pequenos comerciantes, camponeses, artesãos e escravos.

A hierarquização entre as classes estava associada à função do grupo na sociedade, mas não era extremamente rígida, pois existiam tanto comerciantes e proprietários de terras abastados, quanto elementos humildes com as mesmas ocupações.

Os povos da Mesopotâmia, além da significativa contribuição no campo da Matemática, destacaram-se na Astronomia e entre eles surgiu um dos mais famosos códigos de leis da Antiguidade, o de Hamurabi.

O Código Hamurabi, um bloco de pedras com 2,25 metros de altura, encontra-se hoje no Museu do Louvre, em Paris. Dos muitos artigos de lei nele gravados, cerca de 250 já foram decifrados. Com isso, informações sobre a sociedade mesopotâmica puderam ser reveladas.

A chamada Lei de Talião (talionis, em latim, significa “tal” ou “igual”) apareceu pela primeira vez no Código de Hamurabi. Ela pregava o princípio do “olho por olho, dente por dente”, ou seja, ao infrator aplicava-se um castigo proporcional ao dano causado.

O Código de Hamurabi trata dos mais variados assuntos relativos à vida cotidiana. Abrange, entre outros temas, a regulamentação e o exercício das profissões, fixando a remuneração dos trabalhadores e as normas a respeito do casamento, da assistência às viúvas, aos órfãos, aos pobres, etc.

Na maioria das sociedades atuais, a Lei de Talião não é mais aplicada. No entanto, há países do Oriente Médio em que ainda se paga olho por olho, literalmente. Na Arábia Saudita, no Iêmen e em alguns dos Emirados Árabes, ladrões têm as mãos cortadas.

Sobre a importância do estudo da História


Além de ser a melhor matéria DE TODAS, o estudo da História é importante por nos possibilitar o conhecimento do passado dos diferentes grupos sociais e o melhor entendimento da evolução do ser humano ao longo dos tempos e no presente. O interesse por fatos históricos é muito antigo. Tanto que foi na Grécia Antiga que os primeiros estudiosos começaram a pesquisar o passado.


A história não é a verdade sobre o passado, mas é feita de versões verossimilhantes sobre o passado, já que o historiador tem um compromisso com a realidade e não pode inventar nada.

A história é continuamente construída e reconstruída com base na pesquisa de fontes; por isso, trata-se de um conhecimento feito de versões sobre a realidade do passado.

A História se relaciona com o passado da humanidade e ainda está presente no nosso cotidiano.

A História nos concede a possibilidade de compreender algumas situações ou os problemas da atualidade.

Pode-se afirmar que civilização é um processo pelo qual os elementos culturais de uma sociedade (conhecimentos, técnicas, bens e realizações materiais, valores, costumes, gostos, etc.) são coletivos e/ou individualmente elaborados, desenvolvidos e aprimorados.

05 março 2015

Revolução Russa


A Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório (Duma), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991.



A sociedade russa no final do século XIX e início do XX era desigual e injusta, governada por uma monarquia absolutista comandada pela dinastia Romanov. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. A base da economia russa era a agricultura, porém, os métodos de cultivo eram ineficientes para alimentar toda a população. A Rússia era um país dependente do capital estrangeiro, que patrocinava as poucas indústrias existentes no país. Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista. Os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com o governo do czar.


Em 1905, a população russa estava descontente com a crise gerada em consequência das mortes e gastos na Guerra Russo-Japonesa, por isso passaram a organizar manifestações contra o governo russo. Um desses protestos foi reprimido com muita violência, durante o episódio conhecido como Domingo Sangrento, o czar mandou seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim se revoltaram por causa do massacre do Domingo Sangrento e também foram reprimidos pelo czar.

Muitos historiadores consideram o episódio do Domingo Sangrento como uma espécie de "ensaio" para a Revolução de 1917, devido às suas consequências e abrangência. Após esse episódio, alguns sovietes começaram a se organizar. 
* Um soviet era um conselho ou organização de trabalhadores que tinha a intenção de lutar por melhores condições de vida e de trabalho.

Em fevereiro de 1917, a população indignada com a péssima situação financeira da Rússia, com a participação do país na Primeira Guerra Mundial, com os desmandos da família real e da nobreza, organizou um grande movimento de revolta. As ruas foram tomadas por operários, trabalhadores, ex-soldados, mulheres e representantes dos sovietes. O czar ordenou que as tropas dispersassem a multidão à base da força, mas os soldados se uniram ao povo e tomaram o poder. Iniciando um governo provisório, que foi comandado pelos Mencheviques.
* Mencheviques - era a minoria do Partido Operário Social Democrata Russo. Esse grupo era formado por burgueses, pessoas que apoiavam uma implantação moderada do socialismo.



Os Mencheviques procuraram democratizar o país.

• O que fizeram: Derrubaram o regime czarista através de uma greve geral e uma insurreição de massas, com operários criando conselhos (os sovietes) junto com os soldados, formados por camponeses mobilizados para a guerra.

• O que não fizeram: Reforma agrária: essencial para o país, e não tiraram a Rússia da guerra devido às alianças com a social-democracia européia.


O governo Menchevique garantiu a anistia dos prisioneiros políticos e o retorno dos exilados, entretanto a Rússia continuou com problemas financeiros, a miséria do povo não foi diminuída e o país continuava na Guerra. Lênin começou a organizar comícios incitando o povo a exigir melhorias. Passeatas e greves ocorreram. Os Bolcheviques começaram a ganhar a adesão do povo em torno do lema “paz, pão e terra”.
* Bolcheviques - era a maioria do Partido Operário Social Democrata Russo. Esse grupo era formado por operários, camponeses, soldados e intelectuais que apoiavam a implantação radical do socialismo.


Lema "paz, pão e terra":

Paz - o povo queria que o país se retirasse da Primeira Guerra Mundial, pois estava sofrendo com os custos financeiros e humanos do conflito.

Pão - a população queria o fim da fome e da miséria.
Terra - uma reforma agrária era urgente na Rússia, as terras foram confiscadas dos nobres que fugiram do país, mas os camponeses não tinham ainda acesso à terra para sobreviverem.
Exército Vermelho, tropas Bolcheviques




Em outubro de 1917, os Bolcheviques assumiram o poder na Rússia.

O que fizeram:
• Fim da república democrática governada por Kerensky, governo provisório.
• Reforma agrária.
• Nacionalização de empresas.
• Sovietes – controle das fábricas.
• Czar e sua família foram fuzilados.
• Trotsky organizou a Guarda Vermelha e Lênin organiza o Comitê Revolucionário e o II Congresso dos Soviets.
• Retirada do país da I Guerra – 1918


Os Mencheviques (burgueses, czaristas, aristocratas) auxiliados por potências estrangeiras prepararam uma contra-revolução, dando início a uma Guerra Civil. A Guerra Civil Russa foi um conflito armado ocorreu entre 1918 e 1921, entre os bolcheviques (exército vermelho) e seus opositores (exército branco) czaristas, burgueses, aristocratas que estavam sendo apoiados pela Inglaterra, França, Japão e Estados Unidos.

O povo russo sofreu ainda mais com a Guerra Civil
Os czaristas pretendiam acabar com o governo bolchevique e evitar que os ideais comunistas da Europa Ocidental se espalhassem. A guerra foi extremamente sangrenta, massacrou ambas as partes por três anos e acabou sendo vencida pelo Exército Vermelho. Os bolcheviques venceram e tomaram novamente o poder, organizados pelo Partido Comunista. Após os conflitos, o Partido Comunista organizou o Comunismo de Guerra (centralização da produção, requisição agrícola forçada, eliminação da economia de mercado).
Esta guerra abalou ainda mais a economia russa, impedindo a implantação do socialismo. Lênin, então, adotou a NEP (Nova Política Econômica) que apresentava medidas socialistas e capitalistas tais como permissão para os agricultores comercializares os excedentes; abertura de pequenas empresas e comércios privados; ingresso de capital estrangeiro; setores básicos permaneceram sob o controle do Estado.

Imperialismo



Imperialismo é a prática através da qual, nações poderosas procuram ampliar e manter controle ou influência sobre povos ou nações mais pobres.


Algumas vezes o imperialismo é associado somente com a expansão econômica dos países capitalistas; outras vezes é usado para designar a expansão européia após 1870. Embora Imperialismo signifique o mesmo que Neocolonialismo e os dois termos sejam usados da mesma forma, devemos fazer a distinção entre um e outro.
Colonialismo ou Neocolonialismo normalmente implica em controle político, envolvendo anexação de território e perda da soberania.
Imperialismo se refere, em geral, ao controle e influência que é exercido tanto formal como informalmente, direta ou indiretamente, política ou economicamente.

No final do século XIX e início do XX teve início o neocolonialismo (também chamado de imperialismo) empreendido por alguns países europeus principalmente na Ásia e na África. Os principais objetivos das nações imperialistas eram buscar mão de obra barata para a produção industrial; encontrar matéria-prima para as indústrias européias; e estabelecer novos mercados consumidores fora da Europa.

Os europeus dominaram territórios na África e Ásia desde a segunda metade do século XIX até o final da Grande Guerra (1918), em alguns locais esse domínio se estendeu até a década de 1950. Para estabelecer o domínio sobre os povos conquistados, os europeus lançaram mão de algumas teorias:
  • “missão civilizadora”, segundo a qual, os nações européias tinham o dever de levar a civilização e o progresso para os povos africanos e asiáticos.
  • “darwinismo social”, segundo essa teoria, os europeus se julgavam superiores, tanto intelectual quanto física em relação aos povos africanos e asiáticos.

Imperialismo na África
Talvez o pior legado do Colonialismo tenha sido a divisão da África em mais de 50 Estados cujas fronteiras foram demarcadas sem dar a menor importância aonde as pessoas viviam e como organizavam sua própria divisão política. A Alemanha não possuía colônias na África e propôs uma redistribuição dos territórios no continente durante a Conferência de Berlim, ocorrida em 1884. Nessa conferência algumas decisões foram tomadas:


  • A Conferência foi convocada com o objetivo de se evitar conflitos armados entre países europeus que disputavam colônias.
  • A Alemanha propôs que cada país europeu ficaria com territórios coloniais equivalentes aos de seus vizinhos. Essa proposta não foi aceita pelos demais países europeus.
  • Segundo o que foi decidido na Conferência, a ocupação do território colonial era o fator que determinava qual país europeu seria o dono da colônia.



Outro legado ruim do Imperialismo foi o seu efeito na vida econômica dos povos africanos. O sistema colonial destruiu o padrão econômico que lá existia. O neocolonialismo também ligou a África economicamente às grandes potências e os benefícios desse sistema sempre vão para os países poderosos e nunca de volta para África.

No sul do continente, ocorreram vários conflitos entre os holandeses e seus descendentes (chamados de bôeres), que estavam presentes na região desde o século XVII até a chegada dos ingleses, que ocorreu no final do século XVIII. O conflito final foi denominado de Guerra dos Bôeres que ocorreu principalmente porque as terras dominadas pelos bôeres eram ricas em diamante e ouro e os holandeses não quiseram dividir a administração de Transvaal com os ingleses. Os holandeses perderam a Guerra e seus domínios foram perdidos para os ingleses, que confiscaram as terras dos holandeses e os enviaram para campos de concentração.


O terceiro mal causado pelo colonialismo foi a introdução das idéias européias de superioridade racial e cultural, dando pouco ou nenhum valor às manifestações culturais dos povos africanos. Aos poucos os africanos estão recuperando o orgulho por sua cor, raça e cultura.

Imperialismo na Ásia

O período da conquista européia na Ásia começa por volta de 1500 e continua até a metade do século XX. Alguns historiadores acreditam que esse período ainda não terminou. O interesse europeu pela Ásia começou com a curiosidade e se tornou o desejo de explorar as riquezas deste continente. Para isso, os europeus tiveram que conquistar e colonizar essas terras, isso aconteceu nos séculos XIX e XX. Na época da I Guerra Mundial, a maior parte da Ásia estava sob controle europeu.


A Grã-Bretanha, no final do século XVIII, estava passando pela segunda Revolução Industrial, precisava cada vez mais de matérias-primas a baixos preços e um grande mercado consumidor para realizar a venda de seus produtos. E é ai que a China e a Índia despertaram grande interesse por parte dos Britânicos pois ambos tinham uma grande população, o que significaria um grande mercado consumidor. A Índia se mostrava aberta a qualquer negócio estrangeiro, e pelo contrário a China era muito resistente, pelo menos no que diz respeito a compra de produtos Europeus, más vender seus produtos a esses países interessados ela não pensava duas vezes.

Indianos no início do século XX


A Índia foi afetada pelo Imperialismo Britânico, que impôs um domínio militar e cultural através da justificativa do Darwinismo Social e do Eurocentrismo (justificativa que propunha a como centro do mundo e cultura superior às outras.


A Inglaterra estabeleceu na Índia entrepostos em várias cidades litorâneas e no sul do território, implantando uma plantação de papoula, da qual era extraído o ópio, que era comercializado na China. Em meados do século XIX, os ingleses possuíam cerca de 200 mil soldados recrutados entre os indianos para a manutenção das colônias, que eram chamados de cipaios.

Em 1857, os cipaios se revoltaram por causa do desrespeito dos ingleses pelas culturas e tradições indianas; também pelo excesso de impostos cobrados pelos ingleses dos indianos e pelas péssimas condições de vida na qual estava o povo indiano.


Juncos chineses sob bombardeio britânico durante a Guerra do Ópio

A China era uma grande produtora de seda, de porcelana e do chá, que era o produto que despertava maior interesse nos Britânicos. Em 1720 eles compraram cerca de 12.700 toneladas de chá dos Chineses, e em 1830 compraram cerca de 360 mil toneladas, entretanto os Chineses não tinham interesse algum nos produtos europeus, o que acarretava lucros muito pequenos aos Ingleses. 

Chineses se viciando em ópio.
Apenas um produto despertava grande interesse neles e por muitas vezes era ele que fazia com que o comercio com a China obtivesse certo lucro. Esse produto era o Ópio, já que uma das fontes de riqueza da Inglaterra na Ásia era a extração do ópio da papoula cultivada no sul da Índia, e a comercialização da substância na China. Porém, o comércio do ópio na China estava preocupando o governo do país, que deu origem à Guerra do Ópio. Esse conflito ocorreu porque:

  • O governo chinês proibiu o comércio do ópio, porém, a Inglaterra continuou a atividade por meio do contrabando.
  • A China, ao lançar ao mar um carregamento de ópio da Inglaterra, provocou uma série de ataques dos ingleses ao seu território, dando início à Guerra do Ópio.
  • De acordo com o Tratado de Nanquim, a China colocaria a ilha de Hong Kong sob o domínio britânico, e pagaria uma grande indenização a eles.

Três ou quatro séculos de contato e controle europeu trouxeram boas e más conseqüências para Ásia. As contribuições europeias foram: novas idéias e técnicas para agricultura; indústria e comércio; saúde e educação e administração política. Poucas culturas asiáticas estavam aptas para se adaptar a essas novas regras e idéias, mas aquelas que, como o Japão, conseguiram, tiraram muito proveito após sua independência.

Dentre os problemas do Neocolonialismo, a exploração das riquezas, que os europeus levavam para as metrópoles, a divisão da Ásia sem levar em conta suas culturas, povos e regiões físicas. Houve também os problemas políticos e sociais causados pelas minorias estrangeiras, como a cultura francesa na Indochina, que se chocava com a cultura existente nesse país. Até hoje existem problemas desse tipo nas nações asiáticas.

Não pretendo esgotar o assunto sobre a colonização da África ou da Ásia nessa publicação, pois a intenção é deixar um pequeno resumo que auxilie os estudos. Muitos horrores e atrocidades ocorreram em nome das conquistas imperialistas em todos os territórios africanos e asiáticos, mas aqui, deixo apenas os episódios histórico postado acima. 



03 março 2015

Vídeos sobre Revolução Russa

Selecionei alguns vídeos interessantes e bem feitos para ajudar no estudo sobre Revolução Russa.
É só clicar no link e estudar se divertindo!

Esse é uma música, uma paródia feita pelo professor Chico. Muito bom!
https://www.youtube.com/watch?v=Sua8YLLHU1I

Documentário ótimo, com legendas em português.
https://www.youtube.com/watch?v=8_RfHVLYAdA

Esse é sobre a Primeira Guerra e a Revolução Russa.
https://www.youtube.com/watch?v=2OUpxm2rM70

Esse último é de imagens filmadas durante a Guerra e durante a Revolução. Algumas imagens foram coletadas pelo próprio czar, outras por operadores russos e depois por cinegrafistas de vários países.
https://www.youtube.com/watch?v=_YOG6aiSl8k