segunda-feira, 22 de junho de 2009

OLGA – livro X filme


O livro Olga, do jornalista Fernando Morais, é excelente, traz a reprodução de fotos, documentos e depoimentos, historicamente bem escrito, além de ser uma leitura muito boa. Eu o li quando estava na 8ª série e há alguns anos atrás o reli, para poder passá-lo a meus alunos. Para aqueles que gostam de ler, aí vai a dica:


  • MORAIS, Fernando. Olga. 2a..ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. ISBN 85-7164-250-8

Para aqueles que não querem ler – por preguiça ou falta de tempo – segue a dica do filme: Realizado em 2004, baseado na obra de Fernando Morais. O filme, também intitulado Olga, tem a direção de Jayme Monjardim e é estrelado por Camila Morgado, como Olga, Caco Ciocler, como Luís Carlos Prestes e Fernanda Montenegro, como D. Leocádia – mãe de Prestes. Obviamente o filme não tem tantos detalhes quanto o livro, mas é bem fiel à História, além de contar com uma interpretação muito emocionante dos atores.

Olga Benário Prestes


Olga Gutmann Benário, nascida na cidade alemã de Munique, em 1908, e morta em um campo de concentração alemão na cidade de Bernburg, em 23 de abril de 1942. Essa alemã, de origem judaica, se liga à História do Brasil por ter sido casada com Luís Carlos Prestes – líder do partido Comunista do Brasil (mais informações sobre ele em uma próxima postagem).
A jovem Olga veio ao Brasil por determinação da Internacional Comunista para ser a guarda-costas de Prestes, tornou-se sua mulher e teve com ele uma filha, Anita Leocádia Prestes. Olga teve uma vida de militância política, ou seja, de luta pelos seus ideais políticos.
Ainda adolescente, Olga se juntou ao movimento comunista. Devemos lembrar que esse período histórico era extremamente turbulento na Alemanha – partido Nazista se fortalecendo, o próprio partido comunista também em franca ascensão, além dos descontentamentos populares contra o Tratado de Versalhes.
No final da década de 20 ocorrem vários conflitos de rua entre partidários do nazismo (junto com outros militantes de extrema-direita, ultra-nacionalistas) e partidários do comunismo (defensores de ideais socialistas). Nesse período Olga é presa e foge para a União Soviética, onde recebe treinamento militar.
Na União Soviética ela é destacada para ser guarda-costas de Prestes em seu retorno ao Brasil. Prestes esteve exilado e precisava voltar clandestinamente ao Brasil, com ordens de comandar uma revolução socialista no país. Olga e Prestes chegaram ao Brasil em abril de 1935 – nesse momento ainda não estava em vigor o Estado Novo (ditadura Vargas).
Prestes e Olga foram presos, por ordens de Getulio Vargas, em março de 1936. Olga já estava grávida, assim mesmo foi julgada e deportada para a Alemanha nazista, onde chegou em outubro de 36. Como Olga estava em final de gestação, foi encaminhada para a prisão feminina da Gestapo, em Barnimstrasse, deu à luz e pode ficar com sua filha Anita até acabar o período de amamentação. Anita foi salva da morte nos campos de concentração e entregue à custódia de sua avó D. Leocádia Prestes, devido às pressões internacionais. Em março de 38, Olga foi transferida para o campo de concentração de Lichtenburg.
No auge da Segunda Guerra Mundial, como as opiniões públicas estavam direcionadas para os campos de batalha, os judeus que estavam em campos de concentração nazistas foram vítimas fáceis das políticas de extermínio nazista. Assim, Olga foi transferida para um campo de extermínio em Bernburg, onde morreu na camara de gás em abril de 1942.
Para saber mais:
O texto da Wikipedia está muito bem escrito e bem detalhado, inclusive com links externos para outras consultas. Vale à pena dar uma lida:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Olga_Ben%C3%A1rio_Prestes
Sobre a Internacional Comunista eu indico o seguinte link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comintern

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Revolução Constitucionalista

A Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução de 1932 ou ainda denominada de Guerra Paulista, foi o movimento armado ocorrido no Brasil entre os meses de julho e outubro de 1932, no Estado de São Paulo. Os paulistas visavam a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas, através de novas eleições, a retirada do interventor no Estado de São Paulo e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil.

A Revolução foi uma resposta paulista à Revolução de 1930, a qual acabou com a autonomia que os estados gozavam durante a vigência da Constituição de 1891, além de acabar com o poder instituído exercido pelos estados de São Paulo e Minas Gerais, durante a vigencia da República Oligárquica. A Revolução de 1930 impediu a posse de Júlio Prestes na presidência da República e derrubou do poder o presidente Washington Luís.

Devemos lembrar que Julio Prestes era paulista e foi governador do Estado de São Paulo entre os anos de 1927 e 1930, venceu as eleições - acredita-se que de forma fraudulenta, uma vez que a utilização do voto de cabresto era comum na época - e deveria assumir a presidência da República no lugar de Washington Luís, o qual também fora governador de São Paulo entre os anos de 1920 e 1924. A Revolução Constitucionalista foi a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas e o último grande conflito armado ocorrido no Brasil. Fotos da época nos mostram que a cidade de São Paulo se transformou em verdadeira praça de guerra.

No total, foram 87 dias de combates, (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último dois dias depois da rendição paulista), com um saldo oficial de 934 mortos, embora estimativas, não oficiais, reportem até 2.200 mortos, sendo que inúmeras cidades do interior do estado de São Paulo sofreram danos devido aos combates.

Fotos da Revolução Constitucionalista

Curiosidades da América Espanhola

Criollo é o termo que, historicamente, foi usado para designar as pessoas nascidas nas colônias espanholas da América, que tinham origem, ou descendência, espanhola. Essas pessoas possuíam terras, escravos, minas de extração mineral ou comércios, sendo portanto, detentores de um poder financeiro e de uma posição social elevada. Entretanto, eram tratados como "inferiores" pelos nascidos na Espanha e não podiam disfrutar dos mesmos benefícios políticos.
O termo foi utilizado com essa conotação até meados do século XVIII (18), depois disso o termo se modificou, sendo que hoje em dia adquire conotações diferentes para cada país ou região. Em aproximadamente 90% dos países da América Latina, o termo criollo designa aquele nascido no país.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Para refletir

"A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável." (Kathleen Norris)

Indulgência

Indulgência, segundo a teologia católica, é o perdão ao fiél católico das penas temporais, ou seja, dos pecados. A indulgência é concedida aos pecados já confessados, através do Sacramento da Confissão, e perdoados com a prática de boas ações.

Entretanto, no século XVI (16), o termo "indulgência" adquire uma conotação pejorativa - que segue até os dias de hoje - uma vez que os clérigos corruptos passaram a cobrar uma quantia em dinheiro para conceder o perdão dos pecados, vendendo as indulgências, que seriam "papéis" ou "títulos" que, supostamente, livrariam os fiéis de seus pecados.

A venda de indulgências foi a principal crítica de Martinho Lutero contra a Igreja Católica, ocasionando a Reforma Protestante, que geraria uma série de outras igrejas cristãs, como a Luterana (criada por Lutero), a Calvinista, a Anglicana e mais tarde, a Presbiteriana, etc.

A Igreja Católica já pediu perdão oficial pelas práticas do passado, e a venda de indulgências não ocorre mais, porém, o penitente pode contribuir financeiramente, de forma espontânea, em obras de caridade caso seja de sua vontade.