segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Confissões

Eu amo minha profissão!
De verdade... nunca me canso das aulas, sou capaz de revirar livros e sites atrás de coisas diferentes e interessantes para meus alunos. Procuro - dentro da medida do possível, claro - trazer coisas bacanas para as aulas, curiosidades, ou seja...ir sempre além do que está no material didático.
Não sou a melhor professora, sei disso. Muitas vezes me pergunto o que poderia fazer para ser melhor, como poderia fazer mais por meus alunos?
Me encanta, quando os alunos se interessam e fazem perguntas. Cada pergunta interessante, cada observação válida, me incentiva a ir atrás de materiais diferentes e legais. (Atualmente, estou preparando um material sobre Piratas ... só porque veio à tona o assunto durante a aula).
Enfim, resolvi escrever essa "confissão", pois hoje meus alunos me emocionaram muitíssimo: montaram uma comunidade de orkut pra mim! Puxa, não imaginava tanto carinho...
É nessas horas que eu me lembro o porque resolvi escolher essa profissão - apesar do salário ruim; das dores de cabeça causadas por alguns que não querem estudar, por aqueles que só sabem fazer bagunça e atrapalhar o andamento das aulas; apesar de todo o incômodo que me causa ficar dando bronca e pedindo colaboração a cada 5 minutos, apesar de algumas vezes ter uma vontade louca de sair correndo e nunca mais voltar para dentro de uma sala de aula ...
Apesar dessas coisas chatas, alguns alunos me fazem ter esperança e forças para continuar e não desanimar. Sim, é por esses que eu sigo em frente, e é por isso que eu amo dar aulas.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

PANZER

A Segunda Guerra Mundial trouxe algumas inovações tecnológicas, principalmente na infantaria blindada. A Alemanha desenvolveu os tanques Panzers, esse nome é uma abreviação de "Panzerkampfwagen" que significa literalmente "veículo blindado de combate".


Panzer Tiger II
O mais avançado da 2ª Guerra Mundial.
(Fonte: Museu La Gleize, Bélgica. Foto: Wikipédia)


O termo Panzer também foi utilizado para designar as unidades militares de campo que operavam com os veículos blindados (tanques Panzer), nascendo assim termos como: Divisões Panzer, Regimentos Panzer e Exércitos Panzer.


Dessas unidades, as que ficaram mais famosas foram as "Divisões Panzer", por que essas divisões constituíam a base tática da Blitzkrieg, a "guerra-relâmpago", idealizada pelos comandantes militares alemães.

Panzer IV Ausf.G (Sd.Kfz. 161/1)
Com as cores da guerra no deserto da África (Afrika Korps).
(Fonte: Deutsches Panzermuseum Munster –
Museu Alemão do Panzer, Alemanha. Foto: Wikipedia)

Cada Divisão Panzer era constituída normalmente por 2 regimentos de carros de combate (Regimentos Panzer) que totalizavam em média 320 tanques, 4 batalhões de infantaria motorizada ou blindada, além de elementos de artilharia auto-propulsada, engenharia de combate, comando e logística.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

D. Pedro I, um tremendo mulherengo!

D. Pedro I foi casado 2 vezes: a primeira vez com a princesa austríaca Maria Leopoldina, com a qual teve 7 filhos legítimos; e, a segunda vez com a, também austríaca, duquesa Amélia de Beauharnais.
Entretanto, ele era um grande sedutor e um tremendo mulherengo. Sabe-se que ele teve um longo namoro com a marquesa de Santos, dona Domitila de Castro, com a qual teve 5 filhos, embora apenas 2 tenham chego até a idade adulta. Além desse romance, D. Pedro I teve 5 filhos com outras 5 mulheres e teve romances com 16 amantes, fora alguns outros possíveis casos, dos quais não se tem nenhuma notícia.

Aí vem a pergunta, como ele teve tantos filhos?
Devemos lembrar que os métodos de contracepção não eram empregados na época e mesmo que houvesse algum, com certeza não era dos melhores!

Mas, o que foi feito desses filhos do imperador do Brasil? Nada! Eram bastardos do imperador. Com certeza conseguiriam algum cargo administrativo quando crescessem.

A pergunta que meus alunos sempre me fazem sobre é: como podemos saber dessas informações?
Simples, existe registro disso. Diários do próprio D. Pedro, que foram guardados e preservados, que nos dão uma boa noção das suas atividades extraconjugais. Além, claro, dos diários das damas com as quais ele tinha esses romances.

Uma coisa importante: ele era o imperador, é óbvio que não teria um romance com qualquer moça, mesmo porque ele não conhecia “qualquer moça”... as moças de seu convívio eram nobres ou ricas burguesas. Com certeza, não estariam desamparadas por terem filhos do imperador!

Mas, de todas essas mulheres que passaram pela vida do nosso Pedro I, sem dúvida a mais famosa de todas é a marquesa de Santos, dona Domitila de Castro (eles namoraram 7 anos!), com ela o imperador trocou uma enorme quantidade de cartas, apaixonadas, engraçadas, eróticas, com fofocas da corte e mesmo com detalhes da saúde sexual do monarca. 143 dessas cartas, escritas pelo próprio D. Pedro I, foram preservadas e estão organizadas na obra “Prezado Senhor, Prezada Senhora” de Walnice Nogueira Galvão e Nadia Gotlib, da Companhia das Letras, de 2001.
Segue alguns trechos interessantes:

"Nada mais digo senão que sou teu, e do mesmo modo quer esteja no céu, no inferno ou não sei onde. Tu existes e existirás sempre em minha lembrança, e não passa um momento que meu coração me não doa de saudades tuas... Fogo Foguinho" (29 de novembro de 1826)

“Amor ardente... Que alegria foi a nossa!!!! […] Tenho o prazer de lhe ofertar essas rosas e essas duas trocazes [1], que comeremos à noite. Aceite os mais puros e sinceros votos de amor do coração deste seu amante constante e verdadeiro e que se derrete ...O Fogo Foguinho” (24 de novembro de 1826)

***Fogo Foguinho??? Fala sério... que brega, D. Pedro!!!

D. Pedro rompeu com dona Domitila através da seguinte carta:
“... Eu te amo; mas mais amo a minha reputação agora também estabelecida na Europa inteira pelo procedimento regular, e emendado que tenho tido. Só o que te posso dizer é que minhas circunstâncias políticas atualmente estão ainda mais delicadas do que já foram. Tu não hás de querer a minha ruína nem a ruína de teu, e meu País e assim visto isto além das mais razões me faz novamente protestar-te o meu amor; mas ao mesmo tempo dizer-te que não posso lá ir...” (Maio de 1829)

Na resposta, ela se despede:
“Senhor, Eu parto esta madrugada e seja-me permitido, ainda desta vez, beijar as mãos de V.M.[2] por meio desta, já que os meus infortúnios e minha má estrela me roubem o prazer de o fazer pessoalmente. Pedirei constantemente ao céu que prospere e faça venturoso ao meu Imperador. E quanto à marquesa de Santos, senhor, pede por último a Vossa Majestade que, esquecendo como ela tantos desgostos, se lembre só mesmo, a despeito das intrigas, que ela em qualquer parte que esteja saberá conservar dignamente o lugar a que V.M. a elevou, assim como ela só se lembrará muito que devo a V.M., que Deus vigie e proteja como todos precisamos. De V.M. súdita, muito obrigada, marquesa de Santos.”
(15 de julho de 1829)
Nota:
1. Trocazes – pombos. Era comum as pessoas comerem pombos, codornas e outras pequenas aves.
2. V.M. – Vossa Majestade

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

GRIPE ESPANHOLA

A gripe espanhola, também chamada de gripe de 1918, gripe pneumônica, peste pneumônica ou, simplesmente, pneumônica, principalmente pelo sintoma de atacar de maneira bem grave os pulmões. A gripe se alastrou rapidamente com o final da 1ª Guerra Mundial, entre os anos de 1918 e 1919.

A designação “gripe espanhola” gerou muitos debates e controvérsias na época, pois não se sabe ao certo onde surgiram os primeiros casos. Embora a primeira vítima ilustre tenha sido o rei espanhol Afonso XIII, muitos pesquisadores alegam que a doença surgiu nos Estados Unidos, tendo sido levada para a Europa por soldados que combateram na 1ª Guerra Mundial.

Mas, então, porque a gripe ganhou esse nome?

Porque foi na Espanha que surgiram as primeiras notícias do doença. O país que se manteve neutro durante os conflitos da 1ª guerra, não impunha censura à sua imprensa, como os países beligerantes, assim as notícias da doença puderam ser divulgadas abertamente. Por isso, a gripe ganhou a denominação de “espanhola”.

A doença se espalhou rapidamente, chegando ao sudeste asiático, à China, ao Japão e à Américas, estima-se que um quinto da população tenha contraido a gripe. Acredita-se que, no mundo todo, morreram entre 20 e 100 milhões de pessoas (mais que todos os mortos durante a guerra, que vitimou cerce de 15 milhões de pessoas). A pandemia acabou com populações inteiras, na África, Índia, China e no Alasca.

No Brasil, a gripe também fez um enorme número de vítimas. No Rio de Janeiro as pessoas com medo de pegarem a doença, jogavam seus mortos no meio da rua, e como não havia coveiros suficiente, presidiários foram convocados para enterrar os mortos. Estima-se que 12 mil pessoas morreram no Rio de Janeiro em 2 meses.

Em Curitiba, considerada a capital mais fria do país, os jornais eram censurados para evitar o pânico da população. Porém, no dia 14 de outubro de 1918 saiu a manchete alarmante: “Já morrem 24 pessoas por dia em Coritiba”, nessa mesma data saiu um anúncio: “Precisa-se de dois cocheiros na Empreza Funerária de P. Falce”. Essas e outras manchetes estão recolhidas no livro O Mez da Grippe (com essa grafia mesmo), de Valêncio Xavier, e dão uma idéia do quadro assustador que se vivia na época.
O sistema de saúde não era capaz de atender a todos. O máximo que os médicos podiam fazer era deixar os doentes o mais confortáveis possível.

As pessoas corriam às farmácias atrás de remédios, mas tudo o que era recomendado pelos médicos era inútil. Não se sabe ao certo quantos morreram no Brasil, a estimativa é de 35 mil mortos. Em 1920, da mesma maneira que surgiu, a gripe desapareceu. A partir daí cientistas, virologistas de todo o mundo se debruçaram a pesquisar os vírus e suas formas de contagio e tratamento. O vírus Influenza A sofreu mutação e novamente se manifestou em 1957, sob a forma da Gripe Asiática, e em 1968, com nome de Gripe de Hong Kong.


Quando a Gripe Espanhola desapareceu os virologistas alegaram que mais cedo ou mais tarde uma nova doença nos atacaria de forma semelhante: “Só não sabemos quando. Se daqui a um ano, ou a um século...” disseram. O vírus causador da Gripe Espanhola e da Gripe Suína é o mesmo. Entretanto, atualmente temos uma arma poderosa a nosso favor: INFORMAÇÃO! Não podemos deixar que a falta de informação e a falta de prevenção torne essa doença novamente uma pandemia!

Gripe Espanhola e Gripe Suina

A História da Humanidade é repleta de exemplos de pandemias.

Podemos citar a famosa Peste Negra, que dizimou um terço da população européia em meados do século XIV (14). Citando algumas mais recentes, relacionamos a Gripe Asiática, que em 1957 fez 1 milhão de vítimas e a Gripe de Hong Kong, de 1968, que matou cerca de 700 mil pessoas. Sem falar na Gripe Espanhola que, entre 1918 e 1919, matou entre 20 e 40 milhões de pessoas pelo mundo (1% da população do planeta na época!).

A Gripe Espanhola ganhou esse nome, pois foi na Espanha que foram diagnosticados os primeiros casos de uma gripe causada pelo vírus Influenza do tipo A, H1N1, sim o mesmo tipo da atual gripe suína! Obviamente, na época não havia antibióticos, corticóides e o próprio sistema de saúde não era capaz de atender a todos. O máximo que os médicos podiam fazer era deixar os doentes o mais confortáveis possível.
Apesar de hoje termos mais recursos, isso não nos deixa livres de tomarmos todas as precações que estiver ao alcance. Prevenir ainda é o melhor remédio!

Edemia, Epidemia ou Pandemia?

Pensando em alguns alunos que talvez não conheçam os conceitos básicos, vamos à uma definição: qual a diferença entre endemia, epidemia e pandemia?

Chamamos de Endemia quando uma doença infecciosa ocorre em um determinado local, sobre uma determinada população e que pode ser localizada geograficamente. Por exemplo, a febre amarela que somente ocorre na faixa da floresta Amazônica ou a dengue, que somente ocorre em regiões cujo clima favorece o surgimento do mosquito Aedes aegypti.

A Epidemia é uma doença infecciosa que ataca, em um curto período de tempo, um grande número da população de uma localidade ao mesmo tempo. Por exemplo, as epidemias de gripe que ocorrem no inverno, epidemias de sarampo que podem ocorrer em escolas infantis, etc.

E a Pandemia é quando uma epidemia chega a proporções alarmantes, ou seja, quando uma doença infecciosa atinge uma grande parte da população de uma determinada região (cidade, estado, país) ou do planeta. Portanto, a pandemia possui maior proporção em relação à epidemia, pois pode levar a milhares ou até milhões de vítimas.

Hoje estamos em meio a uma epidemia de gripe suína, Influenza H1N1, esperemos que não se torne uma pandemia!

Especiarias

O termo especiaria, a partir dos séculos XIV (14) e XV (15) na Europa, designou vários produtos de origem vegetal (flores, frutos, sementes, cascas, caules ou raizes). Que eram utilizados tanto na culinária, com fins de tempero e de conservação de alimentos, quanto na preparação de óleos, ungüentos, cosméticos, incensos e medicamentos.

E porque as especiarias são tão importantes?

Devemos lembrar, que a conservação dos alimentos era uma necessidade, principalmente na Europa, cujo inverno é rigoroso, causando a diminuição de colheitas e de caça, sendo necessário a estacagem de alimentos, que deveriam ser preservados. Para isso, era necessário o cozimento dos alimentos com temperos. Além do que, o sabor de uma comida temperada é muito diferente de algo preparado apenas no vapor de água com um pouco de sal, não é mesmo?

Como as especiarias chegavam até as mesas européias?

A partir da Cruzadas, os europeus tiveram contato com uma variedade de produtos consumidos no Oriente Médio, região da Palestina, Egito e Península Arábica, que eram abastecidos com especiarias. Assim, após esse contato, que se deu a partir do século XI (11) a Europa passou a se abastecer de especiarias e de seda, que chegavam através da Rota das Especiarias.

Rota das Especiarias

Existiam duas rotas:
Uma terrestre, que cruzava a Ásia (em vermelho no mapa), e a outra por mar (em azul). Ambas, traziam as mercadorias até os mercados no Oriente Médio de onde eram embarcadas para atravessar o Mar Mediterrâneo (em verde) para chegar à Europa.
Fonte: "Extent of Silk Route/Silk Road. Red is land route and the blue is the sea/water route." In: Wikipedia
Cristóvão Colombo (nascido na cidade de Gênova -talvez entre 1437 e 1448 — e falecido na Espanha, em Valladolid, em 20 de Maio de 1506). Foi navegador e explorador, responsável por liderar a frota que alcançou a América em 12 de Outubro de 1492, sob as ordens dos Reis Católicos de Espanha (Rainha Isabel I de Castela e o Rei Fernando II de Aragão). Empreendeu a sua viagem através do Oceano Atlântico com o objetivo de atingir a Índia, tendo na realidade descoberto as ilhas das Caraíbas (Antilhas) e, mais tarde, a costa do Golfo do México na América Central.

A importância do projeto de Colombo

Na época, os países europeus buscavam uma passagem marítima para o Oriente, que permitisse fazer o comércio diretamente com a Índia, de onde eram redistribuídas as especiarias e outros produtos de luxo (vide postagem sobre especiarias). A idéia era encontrar uma rota alternativa, uma vez que os produtos do Oriente chegavam à Europa por dois caminhos: um por terra, através da Ásia, que era dominado pelos turcos, muçulmanos, que cobravam altíssimas taxas, encarecendo os produtos; e, o outro, através do Mar Mediterrâneo, dominado principalmente pelas cidades italianas de Gênova e de Veneza, que também cobravam taxas altas. Dessa forma, Portugal e Espanha lançaram-se à expedições marítimas, procurando caminhos alternativos, com os quais poderiam lucrar mais com o comércio das especiarias.


Como alternativa, Colombo teve a idéia de atingir as Índias navegando para o Ocidente, contornando o planeta. As suas eram baseadas em duas descobertas revolucionárias para a época: uma de que a Terra era esférica (redonda) e a segunda de que os continentes eram todos interligados, formando uma única massa. Assim, ao dar a volta na Terra, Colombo chegaria, na sua concepção, às Índias. O que ele não esperava era encontrar pelo caminho um lugar totalmennte novo!

Os cálculos de Colombo estavam incorretos: A circunferência da Terra é de aproximadamente 40 mil quilômetros. Segundo os cientistas e matemáticos consultados por Colombo, a Terra teria 30.600 quilômetros, por isso, quando ele chegou no continente Americano ele achou mesmo que estava na Índia.

Apesar de tantos cálculos, não foi fácil convercer alguém a apostar dinheiro em uma aventura dessas. Quando Colombo finalmente conseguiu aprovar seu projeto, partiu sob a bandeira da Espanha. Enquanto isso, os Portugueses seguiam conquistando e conhecendo os contornos da África, a chamada Rota do Cabo.
Túmulo de Cristóvão Colombo, em Sevilha na Espanha. (fonte Wikipedia)

Reino da Espanha

Reino Espanhol – explicando rapidamente, a Espanha tal qual a conhecemos hoje somente se formou através da união de dois reinos (Castela e Aragão), através do casamento em 1469 da Rainha Isabel I de Castela e o Rei Fernando II de Aragão. Esses dois reinos, se formaram no final da Idade Média, unindo e conquistando os demais reinos que existiam na Península Ibérica (com excessão do Reino Português, que se manteve independente, também através de guerras contra o Reino de Castela).

Tratado de Tordesilhas

O Tratado de Tordesilhas, assinado na cidade espanhola de Tordesilhas para celebrar um acordo de paz entre o Reino de Portugal e o recém formado Reino da Espanha (vide postagem sobre formação do Reino da Espanha). O objetivo do Tratado era dividir as terras “descobertas e as que ainda seriam descobertas” por ambas as Coroas fora da Europa. Esse tratado surgiu na sequência da contestação portuguesa às pretensões da Coroa espanhola resultantes da viagem de Cristóvão Colombo, que ano e meio antes chegara ao chamado Novo Mundo (vide postagem sobre Colombo), reclamando-o oficialmente para a Espanha.


Planisfério (mapa) de Cantino(datado de cerca de 1502), mostrando o meridiano de Tordesilhas e o resultado das viagens de Vasco da Gama à Índia, de Colombo à América Central, de Gaspar Corte-Real à Terra Nova e Pedro Álvares Cabral ao Brasil, (fonte Biblioteca Estense, Modena).

O Tratado estabelecia a divisão das áreas de influência, cabendo à Portugal as terras situadas antes da linha imaginária que demarcava 370 léguas (1.770 km) a oeste das ilhas de Cabo Verde, e à Espanha as terras que ficassem a oeste dessa linha. Assim sendo, o comércio na costa da África ficava sob o encargo de Portugal, enquanto a exploração do continente Americano, praticamente estava sob o domínio espanhol.

Mapa com a demarcação dos territórios a serem explorados pela Espanha e por Portugal.