28 março 2016

Batalha de Verdum

Esse texto foi adaptado do texto de Kid Bentinho sobre as fotos impressionantes da Primeira Guerra Mundial da Batalha de Verdum:
 
A Batalha de Verdun, ocorreu perto da cidade de mesmo nome, próximo ao rio Meuse,  na França e durou pouco menos de 11 meses. Estima-se que mais de um milhão de homens morreram durante essa batalha. Verdun é um ponto histórico onde alemães e franceses se enfrentaram nas guerras napoleônicas, nas guerras franco-prussianas e na Grande Guerra e, por isso, o objetivo principal do ataque alemão a Verdun era criar uma área de matança sangrenta, algo que deixasse os franceses profundamente aterrorizados.

A forma de luta utilizada na Grande Guerra, nunca tinha sido vista em uma escala tão grande. Um exemplo é a Batalha de Verdun acima mencionada. Somente no primeiro dia de batalha, as forças alemãs usaram 1.200 peças de artilharia, 2,5 milhões de cartuchos e 1.300 “trens de munição” para atacar seus inimigos. Os embarques diários de fornecimento pesavam até 25.000 tonelada. Quando os 300 dias de luta chegaram ao fim, as unidades de artilharia alemã estavam tão desgastadas que foram transformadas em lança-chamas. No geral, 14 milhões de projéteis foram disparados na Batalha de Verdun. 


A imagem mostra uma pilha de projéteis gastos durante o curso de um único dia. Ela ilustra como tantos homens foram mortos e feridos durante a guerra. 

Texto completo em: Kid Bentinho

Armamentos da Primeira Guerra Mundial - Morteiros e Lançadores


Não sou especialista em armas e essa postagem é para auxiliar em um projeto que realizarei com meus alunos. 

As informações aqui contidas, as fotos e os textos foram retiradas do blog Primeira Guerra Mundial - Armas, Fatos e Fotos, portanto, se quiser maiores informações, aconselho a ir direto nesse blog, que é bem interessante e possui informações muito boas. 


Morteiros

Os países envolvidos desenvolveram morteiros devido à sua facilidade em atirar à longa distância mesmo sem visualização do alvo. A palavra morteiro é um sinônimo de almofariz, que é um utensílio de cozinha que serve para amassar os alimentos. Esse instrumento bélico foi desenvolvido pelo britânico Sir Wilfred Stokes, em 1915, e o primeiro era chamado de Stokes Mortar.

Stokes Mortar




"Foi o morteiro mais utilizado pelas forças aliadas durante a guerra tendo, o exército Britânico, 1.636 unidades em operação no final do conflito. Apesar de simples era altamente eficaz podendo atingir uma cadência de tiro de, até, 25 projéteis por minuto com uma alcance de 700/800 metros em ângulo de tiro de 45º à -75º. Sua instalação era muito fácil e se adaptava muito bem nos pequenos ambientes das trincheiras necessitando de dois soldados para sua operação".

Morteiro Austríaco

Infanteriegeschütz M.15
Este morteiro foi utilizado pelas forças Austro-húngaras e, apesar de sua aparência, era uma arma muito potente. Foi construído levando em conta o ambiente comum nas frentes de batalha, as trinchieras. Para seu transporte era desmontada em três peças: berço, tubo e o tripé.

Texto completo em:Primeira Guerra Mundial (Manica's Fecit)



Lançador de Minas


"O Minenwerfer (lançador de minas) é uma classe de morteiros de curto alcance usados extensivamente durante a Primeira Guerra Mundial pelo exército alemão. Eram utilizados por tropas de engenheiros para destruir obstáculos como bunkers e linhas de arame farpado, os quais a artilharia de longo alcance, devido sua imprecisão, não destruíam."

Lançador de Minas

Grupo de soldados Alemães junto a um morteiro de 240 mm denominado: “Ladungswerfer Erhard”. Este tipo de arma era usada principalmente para a destruição de trincheiras e abrigos inimigos.
Texto completo em:Primeira Guerra Mundial (Manica's Fecit)

Lançador de Granadas




Granatenwerfer ou lançador de granadas, foi muito popular no exército alemão, pois conseguia lançar granadas muito mais longe e com muito mais precisão que que a mão humana. 

"Era possível obter uma cadência de tiro de 250-300 por minuto. Existiam variantes nas granadas usadas, sendo a mais utilizada a de fragmentação. Esta granada, quando do seu impacto, incendiava uma pequena quantidade de pólvora impulsionando a granada para cima, então a granada explode e espalha seus estilhaços aumentando seu efeito mortal."
Texto completo em: Primeira Guerra Mundial (Manica's Fecit)

06 março 2016

Vídeos sobre Imperialismo e Neocolonialismo

Seleção de vídeos interessantes sobre Imperialismo e Neocolonialismo.

Esse traz um resumo bem feito sobre o assunto, com fotos das consequências do imperialismo sobre a África:
Imperialismo

Esse foi realizado com animações computadorizadas, ligeiramente semelhante aos gráficos do Assassin's Creed. Com legendas:
Imperialismo - Animação Computadorizada

Resumo muito bom sobre o assunto:
Neocolonialismo

Esse é do professor Chico, que faz hits muito bacanas sobre História, para animar nossas aulas:

Filmes sobre Imperialismo

As montanhas da Lua (1990)

Cena do filme (print screen da tela)

Em 1850, dois oficiais britânicos, começam uma aventura para descobrir a fonte do Nilo. Conhecedores dos grandes perigos que os aguardam, decidem enfrentar tudo e se embrenham com sua expedição cada vez mais na selva inexplorada da África onde nenhum homem branco jamais havia estado. Baseado no livro de William Harrison que narra sobre a expedição em busca dessa nascente. Em homenagem à rainha, o grande lago na região da descoberta recebe o nome de Lago Victória nas divisas hoje entre o Quênia, Uganda e Tanzânia.

Zulu (1964)

Cena do filme (print screen da tela)

África, 1879, histórica verídica do colonialismo britânico, grupo de soldados tenta defender sua posição em Rorke's Drift contra aproximadamente 4 mil guerreiros zulus em 1879.
Trailer de Zulu

Kundum (1997)

Cena do filme (print screen da tela)


É baseado na vida do Dalai Lama, líder político e espiritual do Tibete. Este país é ocupado há décadas pelo governo comunista da China, que proibiu Scorsese e Mathison de entrar no Tibete para gravação do filme.
Trailer de Kundum


O último imperador (1987)

Cena do filme (print screen da tela)
O filme conta a história de Aisin-Gioro Puyi, o último imperador da China Imperial. Com a vitória da revolução comunista de Mao Tsé Tung, em 1949, Puyi foi entregue para a China – havia sido capturado por tropas soviéticas, em 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, pois havia sido considerado criminoso de guerra. Puyi ficara preso em um gulag soviético de 1945 até 1949. Através de flashes, o último imperador recorda a sua vida: foi proclamado imperador muito jovem e teve de viver isolado na Cidade Proibida – palácio imperial chinês localizado no meio de Pequim – com a restauração da república em 1911. Após, ele recorda como se tornou um imperador fantoche em Manchukuo (1932 – 1945), então, sob o domínio japonês, razão pela qual é julgado pelo tribunal de Crimes de Guerra de Tóquio, em 1946. Puyi vive, então, a partir de 1949, em um presídio para reeducação na China até 1959, ano no qual passa a ter uma vida comum em Pequim trabalhando como jardineiro no jardim botânico da cidade. Posteriormente atuou como bibliotecário da "Conferência Consultiva Política do Povo Chinês".

55 dias em Pequim (1963)
 
Cena do filme (print screen da tela)

Retrata a revolta dos Boxers, ocorrida após a Guerra do Ópio, na China e a consequente divisão do domínio da China pelas potências imperialistas. 

Na China de 1900, submetida à voragem das potências colonialistas, o bairro onde se localizam as embaixadas estrangeiras é atacado pelos boxers - guerrilheiros nacionalistas - que lutam contra os dominadores estrangeiros, com o apoio (oficioso) da imperatriz Tzu-Hsi. O ataque serve de pretexto para que o país seja invadido por um exército internacional composto por ingleses, estadunidenses, franceses, russos, alemães, japoneses e outras nacionalidades. Segue-se uma feroz repressão, com várias execuções públicas.

O último samurai (2003) 

Cena do filme (print screen da tela)

O Capitão Nathan Algren (Tom Cruise), veterano da Guerra Civil Americana, após o fim do conflito nos EUA foi convidado por seu ex-comandante para ajuda-lo no treinamento do recém-criado Exército Imperial Japonês – isso ocorre durante a Restauração Meiji – após a volta do Imperador ao poder central no Japão, o governo passou a contratar generais e engenheiros ocidentais para treinar e equipar o seu exército contra os Samurais. 

Durante o treinamento dos soldados do Exército Imperial, Algren percebe que não estão prontos para lutar e não podem vencer mesmo com armas de fogo. No entanto seu comandante, o Coronel Bagley, insiste em enviá-los para a batalha. 

Durante o combate, vendo o exército ser massacrado pelos samurais, o Coronel Bagley foge da frente de batalha, pois na verdade não tinha o dever de lutar mesmo. Ao contrário de seu comandante, Algren fica e luta bravamente até ser rendido pelo líder dos Samurais, que fica impressionado com a bravura de seu adversário, poupando-lhe assim a vida, mas levando-o como prisioneiro. 

Durante sua estadia com os Samurais, Algren acaba aos poucos se apaixonando pela cultura e valores dos guerreiros e enfim passa a apoiá-los contra as Forças Imperiais e a ocidentalização desenfreada do país.

O homem que queria ser rei (1975) 

Cena do filme (print screen da tela)

Narrado em flashback por um velho aparentemente perturbado durante uma entrevista para um jornal. O filme se passa no século XIX e conta a história de dois rudes ex-soldados britânicos (Daniel Dravot, vivido por Sean Connery; e  Peachy Carnehan, interpretado por Michael Caine), expulsos do exército, durante a campanha na Índia, então sob domínio da Grã-Bretanha. Procurando aventuras e riquezas, os dois acabam se tornando reis do povo da longínqua e inexplorada região do Cafiristão, onde nenhum homem branco havia posto os pés desde Alexandre, o Grande. 

Em uma batalha um dos soldados (Daniel, ) foi ferido por uma flecha no peito, porém ele não sangrou nem morreu (a flecha na verdade entrou numa bandoleira de couro que ele usava embaixo da roupa), dessa forma os habitantes locais consideraram os dois como seres divinos. Os dois usufruem a realeza que lhes foi concedida pela população, até serem desmascarados pela noiva escolhida para Daniel - a nativa Roxana, que o morde na noite de núpcias se negando a ser possuída e mostra a todos que ele pode sangrar, não sendo então uma divindade.

Entre dois amores (1985) 

Cena do filme (print screen da tela)

O filme é ligeiramente baseado no livro autobiográfico Den afrikanske Farm, escrito por Isak Dinesen (pseudônimo da autora dinamarquesa baronesa Karen Blixen-Finecke). É a história real da baronesa, uma mulher independente e forte que dirige uma plantação de café no Quênia, por volta de 1914. Para sua total surpresa, ela se descobre apaixonada pela África e pela sua gente. Casada por conveniência com o Barão Bror von Blixen-Finecke, apaixona-se pelo misterioso caçador Denys Finch Hatton.

O elo perdido (2005) 

Cena do filme (print screen da tela)

O filme relata a história de médicos escoceses que saem em expedição pela África Equatorial para capturar pigmeus. O médio Jamie Dodd e sua companheira de expedição Elena encontram e capturam o casal de pigmeus Toko e Likola. Quando volta à cidade, Jamie se desentende com seus companheiros de pesquisa, que estavam determinados a provar o elo perdido da espécie humana a todo custo, porém Jamie defende que o casal de pigmeus demonstra inteligência e sentimentos humanos. Vítima da segregação dos amigos, do escárnio da comunidade científica e da crueldade humana, Jamie vê seus amigos pigmeus serem expostos no zoológico local e submetidos, como ele próprio, a muitas humilhações. O casal de pigmeus era tratado como animais.

Sangue sobre a Índia (1959) 

Cena do filme (print screen da tela)

Se passa no século XIX, na Índia Britânica. O capitão Scott é enviado para resgatar um pequeno príncipe, de 5 anos, e sua governanta quando eclode a rebelião no local onde eles estavam.


Passagem para a Índia (1984)

Cena do filme (print screen da tela)

O filme se passa na década de 1920, durante o período do crescimento da influência do movimento independentista indiano no Raj britânico. Adela Quested e a sra. Moore viajam de navio da Inglaterra para a Índia, onde Ronny Heaslop, filho da sra Moore e noivo de Adela, é um magistrado local. As duas mulheres conhecem o dr. Aziz Ahmed, um viúvo empobrecido – a sensibilidade delas, bem como a atitude livre de preconceitos com os nativos da Índia, fazem com que ele se afeiçoe por elas. Quando a sra. Moore e Adela demonstram interesse em conhecer a "verdadeira" Índia, em vez do ambiente “inglês” que os expatriados britânicos criaram para si, Aziz se oferece para organizar uma excursão às remotas Cavernas de Marabar.

O passeio vai bem, até o grupo começa a explorar as cavernas, a sra. Moore tem um ataque de claustrofobia e devide retornar ao ar livre, porém encoraja Adela e Aziz a continuar a exploração do local. Azziz se perde de Adela, e pouco tempo depois a vê correndo, ensanguentada e despenteada. Ao retornar à cidade, Aziz é preso e fica aguardando seu julgamento por tentativa de estupro. O fato gera grande tensão entre os indianos e os colonos.

O caso se torna uma causa célebre entre os britânicos. Quando a sra. Moore afirma acreditar na inocência de Aziz, recusando-se a testemunhar contra ele, ela é enviada de volta para a Inglaterra. Adela também acaba mudando de ideia, e inocenta Aziz no tribunal. 

Gandhi (1982)

Cena do filme (print screen da tela)

O filme aborda a vida de Mohandas Gandhi, mais conhecido como Mahatma, a partir de um momento crucial de definição, em 1893 – quando ele é jogado para fora de um trem sul-africano por estar em um compartilhamento “só de brancos” – até sua morte, em 1948. Embora praticante Hindu, Gandhi abraçou outras religiões, particularmente o cristianismo e o islamismo, também retratadas. O filme retrata sua trajetória como líder da independência da Índia e sua postura pacifista, por meio da desobediência civil.

A sombra e a escuridão (1996) 

Cena do filme (print screen da tela)

Baseado na história real dos incidentes de Tsavo, em 1898. No final do século XIX acontece a disputa entre franceses, alemães e britânicos para tomarem posse do continente africano. Os britânicos estavam em vantagem, por terem chegado antes. Assim, o engenheiro britânico John Patterson (Val Kilmer), foi contratado para supervisionar a construção da ponte que passa acima do rio Tsavo. Nessa localidade, dois leões começam a atacar os operários. 

Os leões eram tão agressivos que alguns dos nativos deduziram que eles não eram animais e sim espíritos dos curandeiros mortos que vieram para aterrorizar o mundo, enquanto outros pensavam que eram demônios que queriam impedir o avanço do s ingleses. As feras foram chamadas de Sombra e Escuridão. Diante dos ataques e contando com a ajuda do caçador Remington (Michael Douglas), o engenheiro se lança numa missão desesperada para dar fim aos animais.

Anna e o rei (1999) 

Cena do filme (print screen da tela)

O filme é baseado no livro de mesmo título, escrito por Margaret Landon, lançado em 1944. A escritora teve como base os diários de Anna Leonowens, uma governanta britânica que viajou para o Sião na década de 19860. A história se concentra essencialmente no choque cultural entre os valores vitorianos do Império Britânico e as leis autocráticas do Sião durante o reinado de Mongkut. 

Anna foi contratada para ser a governanta e tutora dos 58 filhos do rei Mongkut. Aos poucos, ela se envolve nos casos do Rei, como o plano de uma concubina e uma guerra orquestrada pela Inglaterra.

05 março 2016

Imperialismo - resuminho


Na segunda metade do século XIX, países europeus como a Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica e Itália, eram considerados grandes potências industriais. Na América, eram os Estados Unidos quem apresentavam um grande desenvolvimento no campo industrial. Todos estes países exerceram atitudes imperialistas, pois estavam interessados em formar grandes impérios econômicos, levando suas áreas de influência para outros continentes. A conquista por novas colônias (neocolonialismo) foi uma verdadeira “partilha do mundo” e foi o resultado do interesse das potências capitalistas europeias em investir seus capitais excedentes nas colônias, obter mercados fornecedores de matérias-primas e reservar mercados para seus produtos industrializados.

A industrialização acelerada de diversos países, ao longo do século XIX, alterou o equilíbrio e a dinâmica das relações internacionais. Com a Segunda Revolução Industrial emergiu o Imperialismo, cuja característica marcante foi a busca de novos mercados consumidores para as manufaturas e os capitais excedentes dos países industrializados.

Segundo as teorias desenvolvimentistas, pregadas pelas potências imperialistas, a guerra era concebida como uma necessidade de ampliar o mercado interno substituindo as importações. Assim, as potências imperialistas buscavam conquistar territórios na Ásia e na África, com o objetivo de adquirir matérias primas, aplicar capitais excedentes e procurar de novos mercados para os manufaturados. A expansão colonialista europeia do século XIX foi um dos fatores que levaram ao rompimento do equilíbrio europeu, dando origem à Primeira Guerra Mundial.

Não pretendo esgotar o assunto sobre a colonização da África ou da Ásia nessa publicação, pois a intenção é deixar um pequeno resumo que auxilie os estudos. Muitos horrores e atrocidades ocorreram em nome das conquistas imperialistas em todos os territórios africanos e asiáticos, mas aqui, deixo apenas os episódios histórico postado acima.