domingo, 25 de maio de 2014

Socialismo e seus desdobramentos

Socialismo

Socialismo utópico foi uma corrente de pensamento que tinha como objetivo a criação de uma sociedade ideal, que seria alcançada de forma pacífica graças à boa vontade da burguesia. Essa teoria se desenvolveu primeiramente sob a forma de ideias que foram consideradas utópicas para a época. Os principais nomes do socialismo utópico são Robert Owen, Saint-Simon e Charles Fourier.

O nome socialismo utópico surgiu graças à obra "Utopia" de Thomas More, sendo que a utopia é referente a algo que não existe ou não pode ser alcançado. De acordo com os socialistas utópicos, o sistema socialista se instalaria de forma lenta e gradual.


Socialismo Científico foi um projeto social que buscava formas para superar as dificuldades sociais que se agravavam na Europa, decorrentes da Revolução Industrial.


O Socialismo Científico, criado por Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), foi assim chamado devido à base científica com que formularam sua doutrinas, partindo de análises sobre a evolução do homem, da história e dos mecanismos de exploração capitalista. Os socialistas científicos criticavam os socialistas utópicos Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen, que não se baseavam, como eles, num estudo científico da história para aprender as leis da sociedade e da economia.
As ideias básicas do socialismo científico revolucionaram as concepções socialistas do século XIX e XX e encontram-se em algumas das principais obras de Marx, como Manifesto Comunista, O Capital e a Crítica de Economia Política.
 
"Os sofrimentos dos combatentes e da retaguarda levaram-nos a associar espontaneamente o regime capitalista e a guerra, a considerar que esta guerra não era a 'sua guerra'; o prestígio das classes dirigentes, que não souberam evitar o conflito, nem abreviá-lo ou poupar as vidas humanas, debilitou-se tanto mais quanto o enriquecimento rápido e espetacular de toda uma parte dessas classes contrastava com o luto e a aflição das massas. Por um momento submergidos, no início das hostilidades, pela vaga nacionalista, os conflitos de classe reaparecem, mais vigorosos e exacerbados por quatro anos de miséria. As classes dirigentes têm consciência do fato, e o medo do contágio revolucionário cria em seu meio um intenso terror que se manifesta na vontade de destruir este novo Estado, onde, pela primeira vez, o socialismo transporta-se do terreno da teoria para o das realidades. A união do mundo branco está rompida; doravante não haverá mais neutros; conscientemente ou não, é em relação à Revolução Russa - objeto de receios e repulsa para uns, de esperança para outros - que se classificarão governos, partidos e simples particulares."
(CROUZET, M. - HISTÓRIA GERAL DAS CIVILIZAÇÕES 15 - A ÉPOCA CONTEMPORÂNEA)

Esse texto nos demonstra que o Socialismo foi uma ideologia que começou a crescer após a Primavera dos Povos e após a Comuna de Paris, sendo que muitas pessoas acreditavam que o ideal socialista seria uma alternativa para as misérias sofridas pelos mais pobres, pelos trabalhadores e pelos setores mais humildes da sociedade. Muitos intelectuais começaram a defender as ideias socialistas, como uma alternativa ao capitalismo. O medo do socialismo levaria o empresariado a apoiar ações contrárias, e isso provocou, mais tarde, o estabelecimento do fascismo e do nazismo.
 
O acirramento das contradições políticas, econômicas e sociais decorrentes do processo conhecido como Revolução Industrial, levaram a uma série de teorias de contestação ao capitalismo. A mais importante dessas teorias foi exposta no Manifesto Comunista, escrito por Karl Marx e Friedrich Engels, segundo eles a “queda da burguesia e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis (...). Os proletários nada têm a perder com ela, a não ser as próprias cadeias. E têm um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, uni-vos”.

Uma importante parte da doutrina do Socialismo Científico é a definição da luta de classes. As lutas de classes entre proprietários e trabalhadores eram percebidas por eles como uma contradição fundamental do sistema capitalista e que levariam à abolição da ordem burguesa e do Estado que sobre ela se sustentava. Segundo Marx:
"A história de qualquer sociedade até aos nossos dias foi apenas a história da luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre e companheiro, numa palavra opressores e oprimidos em oposição constante, desenvolveram uma guerra que acabava sempre ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta."

A obra que sintetizou as suas teorias econômicas, sociais, políticas e culturais foi O Capital, que retomava a tradição do pensamento dialético, aprofundando-o na linha do Materialismo Histórico. Segundo os Socialistas Científicos a sociedade capitalista é contraditória, uma vez que produz um trabalho excedente que jamais retorna ao trabalhador, isto é, a mais valia.


 Desdobramentos das teorias socialistas
  
Comuna de Paris


A Comuna de Paris resumiu todas as tendências que estavam na origem e na primeira expansão do movimento operário moderno. Esse movimento nasceu de forma espontânea, vindo das massas e não de um plano ou de um programa previamente elaborado por um partido operário. A Comuna de Paris revelou a tendência da classe operária para ultrapassar o estágio puramente econômico da sua luta, combinando simultânea e constantemente reivindicações econômicas e políticas, além de refletir a tendência da classe operária para destruir o aparelho do Estado burguês, para substituir a democracia burguesa por uma forma superior de democracia. Foi o primeiro movimento político que conduziu a classe operária à conquista do poder político, ainda que na área de uma única cidade.



  Revolução Russa
A Revolução Russa, que foi liderada por Lênin, auxiliado por Stálin, seu sucessor após sua morte, e por Trotsky, criador do Exército Vermelho, que foi expulso da União Soviética por Stálin após a morte de Lênin.


O Estado Soviético, formado após a Revolução Russa, cuidou de expurgar da cultura desse país toda e qualquer manifestação artística que estivesse, no entendimento das autoridades, associada ao chamado "espírito burguês". Foi criada, então, uma política cultural que decretava como arte oficial apenas as expressões que servissem de estímulo para a ideologia do proletariado. Dessa forma, foi consagrado um estilo conhecido por realismo socialista - que, através de composições didáticas, esteticamente simplificadas, procurava enaltecer a "combatividade, a capacidade de trabalho e a consciência social" do povo soviético.

Anarquismo
Como o Marxismo (Socialismo Científico de Marx), o Anarquismo foi um movimento contrário ao Capitalismo. Talvez mais radicais que os marxistas, os anarquistas desejavam a destruição do Estado, que deveria ser substituído pela cooperação de grupos associados.
Anarquismo pode ser definido como uma doutrina (conjunto de princípios políticos, sociais e culturais) que defende o fim de qualquer forma de autoridade e dominação (política, econômica, social e religiosa). Em resumo, os anarquistas defendem uma sociedade baseada na liberdade total, porém responsável.
O anarquismo é contrário a existência de governo, polícia, casamento, escola tradicional e qualquer tipo de instituição que envolva relação de autoridade. Defendem também o fim do sistema capitalista, da propriedade privada e do Estado.
Os anarquistas defendem uma sociedade baseada na liberdade dos indivíduos, solidariedade (apoio mútuo), coexistência harmoniosa, propriedade coletiva, autodisciplina, responsabilidade (individual e coletiva) e forma de governo baseada na autogestão.
O movimento anarquista surgiu na metade do século XIX. Podemos dizer que um dos principais idealizadores do anarquismo foi o teórico Pierre-Joseph Proudhon, que escreveu a obra "Que é a propriedade?" (1840).

A definição da "propriedade como um roubo" tornou-se um dos principais lemas do anarquismo desde o século XIX. Segundo as palavras de Proudhon:
"Se me pedissem para responder à pergunta - 'O que é a escravidão?' e eu respondesse numa só palavra: 'Assassinato!', todos entenderiam imediatamente o significado da minha resposta. Não seria necessário utilizar nenhum outro argumento para demonstrar que o poder de roubar um homem de suas idéias, de sua vontade e sua personalidade é um poder de vida ou morte e que escravizar um homem é o mesmo que matá-lo. Por que, então, não posso responder da mesma forma a essa outra pergunta: 'O que é a propriedade?' com uma palavra só: 'Roubo'."


terça-feira, 20 de maio de 2014

Revisão para o 1º ano - Feudalismo

Com relação à formação da sociedade feudal, devemos lembrar que a origem da condição servil está relacionada com o sistema do colonato, que remonta ao século IV da era cristã. Além disso o processo de feudalização implicou enfraquecimento do poder real, já que cada feudo tinha autonomia e era governado pelo seu senhor.

Esse período chamado de feudalismo é caracterizado pela ausência de poder centralizado, uma vez que cada senhor feudal tinha total poder no seu feudo. As cidades perdem sua função econômica, sendo apenas restabelecidas após o renascimento comercial no século XII.

O grupo de nobres, senhores feudais e seus familiares, eram a “classe” guerreira, que se mantinham na função social de lutar e defender os territórios, portanto para eles era muito importante a defesa das relações de suserania e vassalagem e a diversão sob a forma de torneios e jogos em épocas de paz.

Os nobres escolhiam seus reis e lhe juravam fidelidade e ajuda militar em troca de benefícios e forma de terra, que eram os feudos. A condição de vassalo previa o auxílio militar, provisionamento de cavaleiros, hospedagem, participação nos tribunais do senhor e garantia do pagamento de resgate em caso de captura do senhor.

O trabalho braçal era realizado por camponeses, que viviam em regime de servidão nos feudos tanto nos de senhores feudais quanto nos feudos eclesiásticos (pertencentes à Igreja), dessa forma o clero, além dos serviços religiosos, também se dedicava à exploração do trabalho dos servos, em terras pertencentes à igreja. As atividades econômicas de produção e pagamento de tributos pelos servos eram marcados no tempo tanto em relação às estações climáticas quanto às datas religiosas. Além do pagamento de tributos e serviços individuais, os servos eram obrigados a oferecerem coletivamente ao senhor alguns serviços e produtos.

Dispondo de grande poder econômico, a Igreja Católica possuía imensa riqueza, representada por bens móveis e imóveis. Em uma sociedade em que a terra se firmava como a base da riqueza, o fato de a Igreja converter-se na maior proprietária de terras ajuda a entender melhor a preponderância que assumiu na sociedade medieval, da qual  se tornou dirigente, não só nos assuntos materiais, mas como também nas questões temporais. A Igreja para manteve sua riqueza e poder por meio da instituição do celibato clerical e a criação da inquisição.

Sobre as Cruzadas, sabe-se que a primeira delas, ocorrida no final do século XI, foi a única que obteve sucesso. O ataque a Jerusalém foi contra os muçulmanos, uma vez que a cidade estava sob seu domínio. Após a expulsão dos muçulmanos a cidade voltou a ter um governante cristão, até ser invadida novamente por Saladino, um século depois.

Para maiores informações sobre as Cruzadas leia também  http://www.prof-tathy.blogspot.com.br/2014/05/cruzadas.html

A peste negra, que dizimou cerca de um terço da população europeia, as revoltas camponesas ocasionadas pelo precário equilíbrio da produção agrícola, e a Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra, foram responsáveis pela crise do feudalismo e consolidação do poder real.

O sistema feudal, com o retorno do comércio e o ressurgimento da vida nas cidades, entrou em declínio, pois nesse momento se intensificaram as relações mercantis e as trocas monetárias. Além disso o aumento populacional, ampliou o mercado consumidor e explicitou as limitações da produção feudal, baseada na servidão. Esse renascimento urbano não foi planejado, as cidades cresceram de forma desordenada. Muitas dessas cidades eram sujas, sem água encanada, sem sistema de esgoto e sem nenhuma preocupação com o lixo, isso contribuiu para a proliferação da peste negra.

O renascimento comercial gerou a necessidade de organização dos comerciantes em associações, chamadas de Guildas ou Hansas, como exemplo da Liga Hanseática. As Guildas eram então essas associações de comerciantes que protegiam o comércio da cidade contra concorrentes. Além dessas associações, foi necessário organizar os artesãos em associações chamadas de corporações de ofícios.
O crescimento das atividades comerciais e urbanas também modificaram a prática e o uso das muralhas sofreram importantes mudanças no final da Idade Média, quando elas assumiram a função de pontos de passagem ou pórticos.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Revisão para o 7º ano

  1. Explique como a Igreja e a nobreza feudal foram atingidas pela aliança entre o rei e a burguesia, durante o período de centralização do poder, no final da Idade Média.
Podemos dizer que na Europa na Baixa Idade Média o processo de centralização do poder caminhou lado a lado com a expansão comercial. Os burgueses apoiaram a centralização monárquica, pois favorecia seus interesses. Assim, a Igreja perdeu o direito de aplicar a justiça e recolher impostos. A nobreza não poderia mais pressionar o rei porque não era mais a base do exército.

  1. Como foi firmada a aliança entre o rei e a burguesia?
No renascimento comercial e urbano, desenvolveu-se um novo grupo social: a burguesia. A descentralização do poder nas mãos dos nobres atrapalhava seus interesses e, por essa razão, este grupo foi o grande apoiador da centralização do poder nas mãos de um rei.  A burguesia pagava impostos e concedia empréstimos ao rei o que permitia a ele organizar um exército, independente dos nobres. O rei, por sua vez, centraliza em suas mãos a autoridade sobre questões como justiça, segurança, impostos, etc.

  1. Explique uma das formas pelas quais as cidades européias (comunas) buscaram tornar-se independentes dos senhores feudais.
Como todas as terras na Europa estavam sob o domínio de algum senhor feudal, as cidades em formação também estavam subordinadas a seu poder e seus interesses, assim para tornar-se independentes dos senhores feudais, as cidades podiam comprar sua liberdade pela aquisição de uma Carta de Franquia, ou através da guerra contra esses senhores feudais.

  1. Uma das formas pela qual as cidades europeias tornavam-se independentes era comprando sua liberdade. Explique qual era a outra forma dessas cidades conquistarem sua independência.
Por meio da guerra, os comerciantes das cidades podiam contratar mercenários (soldados pagos para lutar) e ainda podiam contar com o apoio do rei, para lutar contra o senhor feudal, dono da cidade e conquistar sua independência.

  1. Por que à época das Cruzadas os reis começaram a recuperar novamente seu poder?
Porque os reis lideravam seus vassalos na luta contra os muçulmanos, nas Cruzadas e se reafirmavam como chefes militares, aumentando seu prestígio e poder.

  1. O rei era visto como o protetor de seus dependentes. Como essa ideia reflete os valores políticos e sociais à época da centralização monárquica?
O rei era aquele que aplicava a justiça e a lei, protegendo todos seus súditos.

  1. Porque a consolidação do Estado espanhol só ocorreu após a expulsão dos mouros do reino de Granada?
Granada era o último espaço a ser conquistado dos mouros muçulmanos  na Península Ibérica. Após terem conseguido essa vitória Fernando e Isabel (reis da Espanha) conseguiram unificar seu poder sobre todo o território espanhol.

  1. Que acontecimento dificultou a centralização do poder na França?
A Guerra dos Cem Anos.

  1. Escreva duas características da arte medieval e duas da arte renascentista:
Na arte medieval não havia a noção de perspectiva, as cores eram fortes e brilhantes, já na arte renascentista a perspectiva dá a sensação de profundidade e o trato na utilização das cores, do claro e do escuro, permitem uma sensação de realidade, as representações parecem “de verdade”.

  1. Dentre outras características, o Renascimento foi um movimento humanista. O que significa humanismo?
O ser humano deveria ser valorizado. Os estudos deveriam melhorar o entendimento do mundo e da vida e exaltar a liberdade de iniciativa e a eterna curiosidade dos seres humanos.

  1. Faça uma comparação entre antropocentrismo, relativo à visão de mundo renascentista, e teocentrismo, relativo à visão de mundo medieval.
Teocentrismo medieval: todos os acontecimentos eram explicados pela vontade divina. Visão renascentista: antropocêntrica porque o homem é o centro da capacidade de criação por meio do pensamento especulativo, da arte e da ciência.

  1. Explique quem eram os mecenas e qual sua importância para o Renascimento.
Burgueses que financiavam artistas. Sem o auxílio financeiro dos mecenas muitos artistas e cientistas não teriam condições de desenvolver seus trabalhos.

Revisão para o 8º ano

  1. O que é Despotismo Esclarecido? Que relação tem essa prática com as revoluções burguesas na Europa?
Déspota é um governante autoritário, portanto despotismo esclarecido era o nome dado aos monarcas absolutistas que utilizaram algumas ideias iluministas, mas de forma controlada.

  1. Por que pode se afirmar que o déspota esclarecido foi uma resistência ao pensamento iluminista de revolução? (como no caso francês e inglês)
Porque as mudanças vindas diretamente do monarca satisfazia algumas necessidades do povo, evitando que se revoltasse. Assim, o povo passava a apoiar seu rei em vez de querer decapitá-lo, como no caso da Revolução Francesa.

  1. Considerando o que foi estudado sobre a formação da sociedade brasileira colonial, explique sobre as constantes revoltas entre a colônia e a metrôpole que ocorriam no Brasil.
Os colonos brasileiros se revoltavam por causa dos abusos da Metrópole (Portugal) tais como, cobranças excessivas de impostos, restrições de comércio, pacto colonial e inexistência de liberdade.

  1. Explique o que foi a “derrama”, por que essa prática gerou as revoltas na região mineradora?
O Brasil pagava um imposto chamado de quinto, que era a quinta parte produzida de ouro, porém no século XVIII (18), a produção aurífera havia entrado em declínio e o quinto foi estipulado em 100 arrobas anuais, na impossibilidade de pagar tudo isso, os mineradores ficavam devendo. A derrama era a cobrança de todos os impostos atrasados, de uma única vez. Essa cobrança era feita de forma violenta.

  1. Explique o que foi a Inconfidência Mineira.
Foi uma revolta em Minas Gerais, contra a cobrança abusiva do quinto e a violência da derrama. Os inconfidentes tinham ideias iluministas e queriam proclamar uma República independente em Minas Gerais, construir uma universidade, perdoar as dívidas, industrializar a região construindo uma siderúrgica, para isso pretendiam assassinar o governador e tomar o poder em Minas.

  1. Explique sobre a figura e a representação de Tiradentes na Inconfidência Mineira.
Tiradentes foi o único dos inconfidentes a ser condenado à morte, os demais foram somente presos e depois exilados. Tiradentes foi enforcado e depois seu corpo desmembrado foi exposto para servir de exemplo a todos que se atrevessem a se revoltar novamente contra Portugal. Assim, ele serviu como um símbolo de luta pela independência do Brasil, já que foi a primeira vez que uma revolta tentava romper definitivamente com Portugal.

  1. Explique o que foi a Conjuração Baiana.
Os baianos estavam revoltados com as cobranças abusivas de impostos, com a pobreza da região e com a falta de interesse da Metrópole em solucionar os problemas que estavam sofrendo, além disso, os baianos também queriam o fim da escravidão. Inspirados por ideias iluministas, tentaram tomar o poder na Bahia para proclamar uma República independente. Porém o movimento era muito distinto e desorganizado, contava com alguns poucos membros da elite e a maior parte de pobres e escravos, foram presos, alguns mortos e outros exilados.

  1. Identifique e comente a causa direta da transferência da família real portuguesa e sua corte, para o Brasil, entre dezembro de 1807 e janeiro de 1808, aqui permanecendo ate 1821.
A corte portuguesa foi transferida para o Brasil devido às pressões por parte da Inglaterra em manter comércio com Portugal e suas colônias. Como Portugal não tinha como obedecer ao Bloqueio Continental sem romper com a Inglaterra, nem tinha como enfrentar diretamente o exército francês de Napoleão, a solução foi transferir-se para o Brasil.

  1. Qual a relação entre Napoleão Bonaparte e a vinda da família real portuguesa para o Brasil?
Por causa do Bloqueio Continental criado por Napoleão Bonaparte a família real portuguesa teve que fugir para o Brasil, pois Portugal não estava obedecendo ao Bloqueio e o país seria invadido pelas tropas napoleônicas. Assim, ao furar o Bloqueio, Portugal automaticamente declarava guerra com a França e apoiava a Inglaterra.

  1. Explique por que a Abertura dos Portos, de 1808, significou uma grande mudança política para o Brasil?
Porque a partir da abertura dos portos o pacto colonial foi rompido, agora o Brasil poderia comercializar livremente, sem o intermédio de Portugal, assim aumentava os lucros brasileiros. Sem o pacto colonial, o Brasil dava o primeiro passo para deixar de ser colônia.

  1. Explique a que se devem as mudanças na cidade do Rio de Janeiro no início do século XIX.
Com a vinda da corte, várias casas foram desapropriadas e os donos dessas casas como eram grandes comerciantes acabaram por construir novas residências, surgindo assim novos bairros na cidade do Rio de Janeiro, além disso o Príncipe Regente mandou construir Teatros, Bibliotecas, abriu faculdades, etc. Essas mudanças trouxeram mais cultura e conhecimento para o Brasil, além de modernizar a colônia.

  1. Após a vinda da família real para o Brasil, vários aspectos da economia brasileira foram modificados. Comente duas medidas adotadas pelo governo de d. João no Brasil.
A vinda da família real alterou diversos aspectos no Brasil, as mais importantes foram a abertura dos Portos às nações amigas, que rompeu o pacto colonial e permitiu que o Brasil comercializasse livremente sem o intermédio de Portugal, aumentando os lucros brasileiros; e tratado de navegação com a Inglaterra, que permitiu a entrada de produtos ingleses bem mais baratos que produtos portugueses, isso por um lado teve um aspecto positivo, pois o Brasil passou a contar com uma série de mercadorias que antes não circulavam por aqui e teve um aspecto negativo, pois a industrialização brasileira foi atrasada, pois os produtos ingleses tinham melhor qualidade e melhor preço, assim ninguém comprava os manufaturados no Brasil.
Além dessas medidas, D. João abriu o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, Bibliotecas, Teatros, Jardim Botânico, trouxe artistas da Missão Francesa, criou faculdades e modernizou a cidade do Rio de Janeiro.

  1. Explique por que a vinda da família real proporcionou a unidade territorial no Brasil?
Porque a partir da vinda da família real ao Brasil, de certa forma as aspirações iluministas de emancipação foram controladas. Pois era mais fácil para a coroa controlar o povo de dentro do Brasil, além disso as mudanças estabelecidas dentro do Brasil acabaram por satisfazer várias camadas da sociedade brasileira.

  1. Qual a importância dos padres jesuítas durante o período colonial no Brasil?
Os jesuítas chegaram ao Brasil no século XVI (16) com a intenção de catequizar os nativos, construíram Missões, protegeram alguns indígenas da escravidão mas também exploraram a mão de obra desses mesmos indígenas, impuseram os costumes portugueses, a religião católica e o idioma português. Nas cidades, os jesuítas construíram escolas para aqueles que pudessem pagar. Porém no período pombalino, o Marques de Pombal expulsou os jesuítas de todos os territórios pertencentes a Portugal.


Um último lembrete:
A Missão Francesa foi a contratação por parte de D. João de artistas franceses para ilustrar a imagem de um novo Brasil, retratando a natureza brasileira e as cenas do cotidiano. Essa foi uma tentativa de uma construção de uma identidade nova brasileira para chamar a atenção de europeus que quisessem investir e se aventurar nas terras brasileiras, passando de uma imagem de uma terra selvagem, para uma terra em processo de urbanização.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Cruzadas



De forma bem resumida, pode-se dizer que as Cruzadas foram expedições militares, ordenadas pela Igreja Católica e comandadas por guerreiros europeus (nobres sobretudo), que iam até o Oriente Médio (região da Palestina) para expulsar dessa região os muçulmanos que lá se estabeleceram.
A "Terra Santa" como era chamada essa região por ter sido o local da vida e morte de Jesus Cristo foram invadida pelos muçulmanos na época da expansão territorial dos povos que aceitaram o islamismo como religião. Causando desconforto na Igreja Católica que queria manter essa área sob o domínio cristão. Devemos lembrar que muitos cristão peregrinavam até Jerusalém, para visitar o Santo Sepulcro.

Além desse motivo religioso, as Cruzadas tinham outros interesses, como por exemplo uma função social que era dar uma ocupação para os jovens guerreiros. Com o aumento populacional e o fim de guerras de conquista, muitos jovens nobres, filhos mais novos de senhores feudais não tinham muito o que fazer além de treinar para possíveis guerras. Muitos se aventuravam pelos feudos vizinhos e mesmo por reinos vizinhos, em busca de aventuras.


Os "romances de cavalaria" são dessa época - histórias do Rei Arthur e da busca de seus cavaleiros pelo cálice sagrado, o santo Graal; heróis que combateram dragões; cavaleiros que salvaram princesas, etc. Assim, esses jovens guerreiros ficavam, como diríamos hoje, buscando confusão e briga por onde passavam. A Igreja Católica uniu o útil ao agradável, livrar a Terra Santa de um povo de religião diferente (convenhamos que a tolerância religiosa não era o forte da época) e ao mesmo tempo dar alguma atividade heroica a esses rapazes.

A promessa de recompensas também era um grande atrativo, quem fosse lutar contra os muçulmanos teriam seus pecados perdoados, teriam garantida a entrada no reino dos céus, mas além disso havia uma recompensa muito mais mundana (do mundo dos vivos) que era ganhar terras no território conquistado.
Novamente devemos lembrar que os herdeiros dos feudos eram sempre os filhos homens mais velhos. Os mais novos não herdavam nada e deveriam se contentar em servir seus irmãos ou se colocarem ao serviço de algum outro nobre senhor feudal. Se o rapaz fosse um grande guerreiro, poderia conquistar as graças de algum senhor feudal e virar seu vassalo, ganhando também um feudo para si. Mas no século XI as terras já estavam distribuídas e essa possibilidade era bem mais remota. Dessa forma, ir lutar na Terra Santa, ganhar o perdão de todos os pecados e ainda virar um senhor do seu próprio feudo não era uma ideia tão ruim assim.

Revisão para o 9º ano

  1. A Revolução Russa se baseou em teorias sociais que surgiram e se desenvolveram com o crescimento do capitalismo na Europa. Karl Marx e Friedrich Engels lançaram as idéias socialistas ao publicarem o Manifesto Comunista em 1848, em que buscaram provar que a propriedade privada dos meios de produção seria a causa das desigualdades sociais ao longo de toda história. Sendo assim, responda: Para Marx e Engels, a quem caberia o papel histórico de criar uma sociedade mais justa, a chamada “sociedade comunista”? Como isso seria feito?
A responsabilidade de criar uma “sociedade comunista” seria da classe operária, através da “ditadura do proletariado”, onde os meios de produção e os bens seriam repartidos de maneira igualitária e ficariam sob a administração dos operários, que passariam a ser seus próprios patrões.

  1. Em que medida a Revolução Russa de 1917 modificou a situação do operariado russo, descrita como humilhante e exploratória no Manifesto Comunista de Marx?
A Revolução Russa implantou um sistema soviético, onde as decisões políticas passaram ao controle dos trabalhadores e após ao Partido Comunista. As empresas foram estatizadas e foi implantado um regime socialista.

  1. Em 1898 foi fundado na clandestinidade o Partido Operário Social Democrata russo que em 1903, dividiu-se em dois grupos: os bolcheviques e os mencheviques. Esses grupos tiveram enorme importância no processo revolucionário russo, que resultou no término do governo czarista. Sobre esse assunto, responda: o que diferenciava estes dois grupos na Rússia revolucionária? Explique.
Os mencheviques eram a minoria, composta por burgueses que defendiam a manutenção da propriedade privada e a instalação de uma república governada pela burguesia; Os bolcheviques, ou maioria, eram os camponeses, operários, soldados, intelectuais, etc., que defendiam a instalação de um regime socialista, sem propriedade privada e com a estatização da economia.


  1. Por que a Primeira Guerra Mundial é considerada o fator desencadeador do processo revolucionário russo?
Durante a Guerra, os soldados russos estavam mal armados e mal treinados, sendo que centenas morreram, tornaram-se prisioneiros ou desertaram. Isso gerou uma escassez de mão de obra, além de gerar enormes custos para um povo que já estava sofrendo com a miséria, gerando descontentamento e agravando a crise social que acabou explodindo na Revolução de fevereiro de 1917.

  1. Muitas fotos da época de Lênin foram modificadas, retirando a imagem de Trotsky das fotos. Por que isso aconteceu? Qual seria o interesse de Stálin em “falsificar a história”? Explique.
Trotsky tinha ideias contrárias à Stálin, sendo considerado subversivo, portanto para reafirmar seu poder, Stálin tratou de “apagar” Trotsky (o criador do Exército Vermelho) da história e da memória do povo, buscando também evitar que seguidores das ideias trotskistas se revoltassem contra o regime de Stálin.

  1. Sobre a quebra da Bolsa de Nova York, cite dois fatores que contribuíram para a crise de 1929 nos EUA.
A superprodução das indústrias norte-americanas, a recuperação das indústrias europeias (principalmente inglesas e francesas) que agora voltaram a concorrer com os produtos dos E.U.A.

  1. O que foi o “crash” de 1929 e quais os seus efeitos sobre a sociedade e a economia dos Estados Unidos?
O crash foi a quebra da bolsa de NY, que acabou gerando falências, desemprego em massa e uma crise econômica de proporções mundiais.

  1. Explique a relação do “o american way of life” (modo de vida americano) com o consumismo da década de 1920.
Durante a década de 1920, os produtos passaram a ser acessíveis para uma parcela considerável da população, gerando a ilusão de conforto e vida melhor, muitos pessoas imigravam para os E.U.A. na busca de melhores condições de vida e trabalho, procurando também o “sonho americano” de enriquecer. Essas facilidades aumentaram os níveis de consumo, gerando aumento da produção. Além disso, os países altamente industrializados da Europa estavam se recuperando da Guerra, sem poder fornecer produtos para seus compradores, esse mercado consumidor foi preenchido pelos produtos norte-americanos.

  1. O desemprego assombrou o mundo durante a Grande Depressão; a crise atingiu muito mais os alemães, que ainda sofriam com os efeitos da derrota de seu país na Primeira Guerra, do que, por exemplo, os ingleses vencedores daquele conflito. Estamos nos referindo a qual episódio histórico?
“Crash”, “crack” ou quebra da bolsa de NY


  1. Qual a relação entre o nazismo e as crises pelas quais a Alemanha passou?
O discurso nazista ia de encontro com as aspirações do povo alemão na época. A Alemanha havia sido humilhada pelo Tratado de Versalhes, além de estar sofrendo uma terrível crise econômica, portanto as ideias e sugestões de melhoria defendidas pelo Partido Nazista serviram de esperança e inspiração ao povo alemão, que passou a acreditar “cegamente” na ideologia nazista.

Obs.: Sabemos que nem todos os alemães acreditavam no discurso nazista e muitos fizeram oposição, mas eram a minoria da população e após o nazismo tomar o poder na Alemanha ficou muito difícil lutar contra suas ideias.

  1. Relacione a crise de 1929 com a ascensão do nazismo.
A crise de 29 atingiu  praticamente todos os países capitalistas da época, atingindo ainda mais duramente a Alemanha que já estava sofrendo problemas financeiros devido à Primeira Guerra Mundial. O Partido Nazista tinha propostas de melhorar a economia, defendia ideias de fazer o país novamente crescer, isso deu esperanças para o povo, que acabou votando em deputados nazistas e depois no próprio Hitler para o cargo de chanceler.

  1. Relacione a ideologia racista com o nazismo.
A xenofobia nazista procurava concentrar os esforços do povo contra um “inimigo público” comum, buscando nomear um “grande culpado” pelas dificuldades do país. Assim a escolha recaiu em todos os que eram “diferentes” (religião, etnia, orientação sexual diferentes). A perseguição aos judeus nada tinha contra sua etnia (raça) já que muitos judeus eram tão alemães quanto quaisquer outros, mas foram vitimizados pela sua religiosidade diferente. Tendo seus bens confiscados e sendo obrigados a viver primeiramente em guetos e depois aprisionados como força de trabalho gratuito nos campos de concentração.

Obs.: Ainda não estudamos como os campos de concentração se transformaram em campos de extermínio, o que aconteceu conforme o nazismo ia ficando mais forte na Alemanha e os rumos políticos seguiam para a guerra.

  1. A palavra fascismo vem do italiano "fascio", que significa "feixe". Mussolini ( líder fascista da Itália) a usou pela primeira vez em 1919. A origem do termo é a palavra em latim "fasces", nome de um machado cercado por hastes de madeira, símbolo de unidade e de poder justo na Roma antiga.Que ideias políticas eram à base do movimento fascista italiano? Que classes sociais apoiaram o movimento? Explique.
As classes que apoiaram o fascismo foram a burguesia e os grupos mais conservadores da sociedade, pois viam nas ideias fascistas uma defesa contra o ideal anarquista e socialista. O movimento fascista defendia a militarização, a centralização do poder nas mãos do líder (totalitarismo), o nacionalismo, o anti-comunismo, a utilização da propaganda e da censura e o crescimento econômico da Itália.

  1. Comente duas diferenças e duas semelhanças entre nazismo e fascismo.
Semelhanças: Ambos eram anti-comunistas; anti-capitalismo liberal; totalitaristas; militaristas; utilizaram a censura, as formas de propaganda e discursos inflamados para conquistar a fidelidade e apoio da população. Ambos utilizaram a juventude como força de combate interno e externo; propunham a utilização de símbolos, hinos, saudações, bandeiras como forma de unir o povo em torno do ideal do partido. Além disso, ambos os partidos ascenderam ao poder por meio de eleições, de forma democrática e acabaram estabelecendo ditaduras.
Diferenças: a principal delas foi a ideologia xenofóbica da superioridade étnica dos “arianos”, essa perseguição somente foi utilizada pelo nazismo. Na Itália não havia a perseguição e violência contra as minorias (homossexuais, deficientes, etc.), coisa que ocorreu na Alemanha nazista. Outra diferença é a utilização do nome “socialismo” pelo Partido Nazista (Partido Nacional Socialista Alemão), esse termo não foi adotado pelo fascismo, pois a ideologia italiana era contrária a qualquer menção socialista. Devemos lembrar que os nazistas não pretendiam a implantação de um socialismo como o soviético, eles eram anti-comunistas, porém algumas ideias socialistas foram adotadas, principalmente a defesa de emprego para todos.


Outros pontos importantes a serem lembrados:
Nacionalismo: entre os fascistas e nazistas havia a ideia de que só o que é do país tem valor. Valorização extrema da cultura do próprio país em detrimento das outras, que são consideradas inferiores.
Totalitarismo: sistema antidemocrático e concentrava poderes totais nas mãos do líder de governo. Este líder podia tomar qualquer tipo de decisão ou decretar leis sem consultar políticos ou representantes da sociedade.

Militarismo: altos investimentos na produção de armas e equipamentos de guerra. Fortalecimento das forças armadas como forma de ganhar poder entre as outras nações. Objetivo de expansão territorial através de guerras.

Culto à força física: para o nazismo e fascismo, os jovens deveriam ser treinados e preparados fisicamente para uma possível guerra. O objetivo era preparar soldados fortes e saudáveis.

Censura: Hitler e Mussolini usaram este dispositivo para coibir qualquer tipo de crítica aos seus governos. Nenhuma notícia ou ideia, contrária ao sistema, poderia ser veiculadas em jornais, revistas, rádio ou cinema. Aqueles que arriscavam criticar o governo eram presos e até condenados a morte.

Propaganda: os líderes fascistas usavam os meios de comunicação (rádios, cinema, revistas e jornais) para divulgarem suas ideologias. Os discursos de Hitler eram constantemente transmitidos pelas rádios ao povo alemão. Desfiles militares eram realizados para mostrar o poder bélico do governo.

Violência contra as minorias: na Alemanha, por exemplo, os nazistas perseguiram, enviaram para campos de concentração e mataram milhões de judeus, ciganos, homossexuais e até mesmo deficientes físicos.Na Itália essa perseguição somente ocorreu por parte dos nazistas, devido à aliança entre os dois países.

Anti-comunismo: os fascistas eram totalmente contrários ao sistema socialista, já os nazistas adotaram algumas ideias socialistas. Porém ambos eram contra o comunismo, ou seja defendiam a propriedade privada e a livre iniciativa, tanto que obtiveram apoio político e financeiro de banqueiros, ricos comerciantes e industriais alemães e italianos. Assim, defendiam amplamente o capitalismo, mas não o liberalismo, a liberdade individual e a liberdade econômica não eram defendidos pelos dois partidos, ambos pretendiam controlar rigidamente as finanças de seus países.