sábado, 18 de agosto de 2012

Vídeos sobre Revolução Francesa

Vale a pena conferir esses vídeos, são cenas dos principais acontecimentos da Revolução Francesa, acompanhadas de música. Para entendê-los é necessário ter estudado o assunto:

http://www.youtube.com/watch?v=xHVo0hJhnK4&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=CHwicJBtKtc&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=SjUaGcfcgn0&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=11if4k4VjWQ

Os próximos são do History Channel, documentários muito bons.

http://www.youtube.com/watch?v=Rrad8CJOwmc

http://www.youtube.com/watch?v=FSbI2ie5zI8&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=0MCMXWuUtPo&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=9bhw3XRWiXA&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=BU4euLLGsd4&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=OPVP0rgO_Pk&feature=relmfu

Fuga de Luís XVI e da família real francesa

A chamada Fuga de Varennes foi a tentativa de fuga de Luís XVI e sua família. A fuga ocorreu nos dias 20 e 21 de junho de 1791. Episódio determinante dentro do curso da Revolução Francesa.
Durante a Jornada de 5 e 6 de Outubro de 1789, o povo de Paris marchou até Versailles para pedir pão ao rei Luís XVI. Como a Guarda Nacional se atrasou, o rei ficou, num primeiro momento, frente a frente com o povo. Encarregado da segurança do palácio, o Marquês de La Fayette foi incapaz de impedir a invasão do palácio. O povo assassinou qualquer um que estivesse no palácio. O Marquês conseguiu salvar a vida da família real que foi trazida para Paris, passando a viver no palácio das Tulherias.

 Detenção de Luís XVI e sua família, Varennes-en-Argonne, 1791.

Após esse episódio, os conselheiros do rei começaram a arquitetar os planos para a fuga. Os detalhes da fuga foram preparados de forma quase ingenua. Por exemplo: o plano tinha previsto disfarçar o rei em intendente, sem que ninguém notasse que um verdadeiro empregado jamais se sentaria numa berlinda (carruagem elegante, munida de 6 cavalos, dignas de um rei). A escolha da libré (uniforme) dos três cavalheiros que escoltava a carruagem não foi das mais judiciosas, já que a cor escolhida era as dos príncipes de Condé, que partiram para o estrangeiro no início da Revolução, e só podendo gerar suspeitas. Juntando o fato de que a partida da equipagem na noite de 20 para 21 de junho não fora feita dentro do mais completo segredo. Só podia resultar em fracasso.

Volta de Varennes. Chegada de Louis XVI em Paris, 25 de Junho de 1791 
(Duplessi-Bertaux a partir de um desenho de J-L Prieur).

Apesar das falhas de organização que cercaram esta empreitada, a detenção do rei marcou verdadeiramente uma virada na Revolução. A confiança entre o soberano e seu povo foi definitivamente quebrada. O rei foi acusado de traição e essa foi a principal causa do processo de acusação aberto pela Convenção em Dezembro de 1792 e que culminaria com a morte de Luís XVI na guilhotina. Precisamente quinze meses após estes acontecimentos, o rei foi destituído de seu título real com a proclamação da Républica, em 21 de Setembro de 1792, depois disso, foi julgado frente à Convenção Nacional, condenado à morte e guilhotinado, em 21 de Janeiro de 1793, sorte compartilhada posteriormente por sua mulher, Maria Antonieta, e por sua irmã, Madame Elisabeth. Quanto ao jovem delfim (príncipe herdeiro do trono), "Luís XVII", morreria de uma doença nos pulmões, em condições particularmente atrozes, dentro da Prisão do Templo, em 8 de Junho de 1795.

 Por toda a Europa, os reis absolutistas tremeram. A cabeça cortada e sangrada do rei, erguida na praça pública lotada, foi o aviso que a França revolucionária enviou aos soberanos do velho continente, junto com o grito "Morte aos tiranos!" 
Convem notar que esta detenção de um rei em fuga seguida por sua decapitação lembra estranhamente o que aconteceu na Inglaterra, 140 anos antes, com o rei Carlos I (Revolução Puritana).

Adaptado do texto da Wikipédia. 

Convenção - Revolução Francesa

Após a tentativa de fuga do rei Luís XVI, a França passa a ser uma República, governada pela Convenção Nacional (ou simplesmente Convenção), que tinha os jacobinos (liderados por Robespierre) como maioria entre seus membros. 
Refletindo a agitação da época a Convenção foi formada por uma maioria de jacobinos, setor que representava a pequena burguesia e os sans-culottes. Além disso, haviam os girondinos, partido contrário à radicalização do processo revolucionário e defensor das conquistas que prestigiavam os interesses políticos e econômicos da parcela mais abastada da burguesia. Foi a partir desses dois grupos, um mais exaltado e outro conservador, dos quais herdamos os conceitos políticos de “direita” e “esquerda”. Havia também os sans-culottes, grupo que representava as camadas mais humildes da população.


Os sans-culottes e Robespierre: 
figuras centrais do cenário político composto durante a Convenção Nacional.

Para fins legislativos e administrativos a Convenção criou - entre outros - o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário. Enquanto o Comitê de Salvação Pública buscava resolver os problemas internos, investigando os inimigos da Revolução, o Tribunal Revolucionário perseguia e condenava à morte qualquer um que viesse a ser visto como desleal à revolução. A ação desenfreada desse órgão instigou vários setores políticos a se voltarem contra um governo capaz de guilhotinar todo aquele que não concordasse com o governo.
A Convenção Nacional perdurou de 20 de setembro de 1792 até 26 de outubro de 1795. Foi sucedida pelo Diretório, que teve início em 2 de novembro de 1796.

Missões jesuíticas

As missões eram povoados indígenas criados e administrados por padres jesuítas, tanto no território espanhol quanto no português. No Brasil, as missões existiram entre os séculos 16 e 18. 
O principal objetivo era catequizar os índios. A catequização, no entanto, tinha efeitos colaterais que não interessavam aos conquistadores portugueses. Para que adotasse a fé cristã, a população indígena tinha de ser instruída e ganhava conhecimentos de leitura e escrita. Além disso, os índios reunidos nesses aldeamentos não eram escravizados, como geralmente ocorria em outros lugares. Eles viviam do cultivo da terra, se valendo de técnicas agrícolas ensinadas pelos religiosos. Com o tempo, muitas missões prosperaram e acabaram virando uma ameaça à centralização de poder pretendida pela Coroa. Resultado: em 1759, os jesuítas foram expulsos do Brasil, acusados de controlar um "Estado dentro do Estado" e de insuflar os guaranis contra o domínio português.

Para saber mais leia:
http://prof-tathy.blogspot.com.br/2009/10/missoes-jesuitas.html

Capitanias Hereditárias

As Capitanias Hereditárias e a Administração colonial
As Capitanias hereditárias foram um sistema de administração territorial criado pelo rei de Portugal, D. João III, em 1534. Este sistema consistia em dividir o território brasileiro em grandes faixas e entregar a administração para particulares (principalmente nobres com relações com a Coroa Portuguesa).
Este sistema foi criado pelo rei de Portugal com o objetivo de colonizar o Brasil, evitando assim invasões estrangeiras. Ganharam o nome de Capitanias Hereditárias, pois eram transmitidas de pai para filho (de forma hereditária).
Estas pessoas que recebiam a concessão de uma capitania eram conhecidas como donatários. Tinham como missão colonizar, proteger e administrar o território. Por outro lado, tinham o direito de explorar os recursos naturais (madeira, animais, minérios).
O sistema não funcionou muito bem. Apenas as capitanias de São Vicente e Pernambuco deram certo. Podemos citar como motivos do fracasso: a grande extensão territorial para administrar (e suas obrigações), falta de recursos econômicos e os constantes ataques indígenas.
O sistema de Capitanias Hereditárias vigorou até o ano de 1759, quando foi extinto pelo Marquês de Pombal.



Capitanias Hereditárias criadas no século XVI:
Capitania do Maranhão
Capitania do Ceará
Capitania do Rio Grande
Capitania de Itamaracá
Capitania de Pernambuco
Capitania da Baía de Todos os Santos
Capitania de Ilhéus
Capitania de Porto Seguro
Capitania do Espírito Santo
Capitania de São Tomé
Capitania de São Vicente
Capitania de Santo Amaro
Capitania de Santana  

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sobre o cacau

Essa postagem é para ajudar em um trabalho interdisciplinar entre HIstória e Espanhol, portanto tomei a liberdade de colocar o texto em espanhol.
O texto não é meu, assim não corro o risco de cometer erros gramaticais. Porém, eu li e achei bastante bom. Segue aí:

Cuenta la leyenda que Quetzalcóatl descendió un día con los toltecas haciéndoles algunos hermosos regalos los hizo dueños del maíz el frijol y de la yuca con los cuales pudieron estar bien alimentados y emplearon sus horas en estudiar y se convirtieron en grandes arquitectos, magníficos escultores y finos trabajadores de la artesanía y como los amaba tanto decidió darles un planta que había robado a los dioses que eran sus hermanos de la cual sacaban una bebida que era solo digna de ellos Quetzalcóatl
Sustrajo el pequeño arbusto de hojas rojas y la planto en los campos de tula y pidió al dios Tlaloc que la alimentara con la lluvia y a Xochiquetzal que la adornara con sus flores con el tiempo este sagrado arbusto dio frutos y los enseño a recogerlos tostarlos y a molerlos y a batirlo con agua en las jícaras obteniendo así el CHOCOLATE el cual solo era para los sacerdotes y los nobles convirtiéndose así en una bebida sagrada y posterior mente de todo el pueblo, convirtiéndose así los toltecas en ricos y sabios constructores y artistas lo cual despertó la envidia de los dioses y su furia al saber que estaban tomando una bebida solo destinada para ellos jurando venganza contra Quetzalcóatl y después contra los toltecas así pues un día uno de los dioses disfrazado de mercader ofreciole un bebida llamada tlachihuitli (pulque) con la cual le prometió olvidaría todas sus penas la bebió y se embriago profundamente actuando de una manera deshonrosa delante del pueblo, ala mañana siguiente despertó con dolor de cabeza y con gran vergüenza se dio cuenta de la deshonra que habían preparado los dioses en su contra y fue tanta su vergüenza que decidió marcharse para siempre
A su partida llorando se dio cuenta que todas las plantas del cacao se habían secado convirtiéndose en huisaches , una ves estando en neonalco ( ahora tabasco) arrojo unas ultimas semillas de cacao que florecieron bajo su mano y subsisten hasta nuestros días.



Retirado de http://cocinatlacuani.blogspot.com.br/2008/04/la-leyenda-del-cacao.html

Lenda do milho

Essa postagem é para ajudar em um trabalho interdisciplinar entre HIstória e Espanhol, portanto tomei a liberdade de colocar o texto em espanhol.
O texto não é meu, assim não corro o risco de cometer erros gramaticais. Eu li que os astecas acreditavam que os grãos de milho eram sementes de sol, trazidas para a terra pelo deus Quetzalcóatl, porém, não encontrei o livro no qual li essa lenda. Na falta dela, segue uma outra bastante simpática, retirada do http://www.redmexicana.com/leyendas/laleyendadelmaiz.asp : 


Cuentan que antes de la llegada de Quetzalcóatl, los aztecas sólo comían raíces y animales que cazaban.
No tenían maíz, pues este cereal tan alimenticio para ellos, estaba escondido detrás de las montañas.
Los antiguos dioses intentaron separar las montañas con su colosal fuerza pero no lo lograron.
Los aztecas fueron a plantearle este problema a Quetzalcóatl.
-Yo se los traeré- les respondió el dios.
Quetzalcóatl, el poderoso dios, no se esforzó en vano en separar las montañas con su fuerza, sino que empleó su astucia.
Se transformó en una hormiga negra y acompañado de una hormiga roja, marchó a las montañas.
El camino estuvo lleno de dificultades, pero Quetzalcóatl las superó, pensando solamente en su pueblo y sus necesidades de alimentación. Hizo grandes esfuerzos y no se dio por vencido ante el cansancio y las dificultades.
Quetzalcóatl llegó hasta donde estaba el maíz, y como estaba trasformado en hormiga, tomó un grano maduro entre sus mandíbulas y emprendió el regreso. Al llegar entregó el prometido grano de maíz a los hambrientos indígenas.
Los aztecas plantaron la semilla. Obtuvieron así el maíz que desde entonces sembraron y cosecharon.
El preciado grano, aumentó sus riquezas, y se volvieron más fuertes, construyeron ciudades, palacios, templos...Y desde entonces vivieron felices.
Y a partir de ese momento, los aztecas veneraron al generoso Quetzalcóatl, el dios amigo de los hombres, el dios que les trajo el maíz. 



Para saber um pouco mais sobre o deus Quetzalcóatl, ver:
http://prof-tathy.blogspot.com.br/2010/04/quetzalcoatl-homem-santo-ou-divindade.html

Algumas informações sobre a batata

Essa postagem é para ajudar em um trabalho interdisciplinar entre HIstória e Espanhol, portanto tomei a liberdade de colocar o texto em espanhol.
O texto não é meu, assim não corro o risco de cometer erros gramaticais. Porém, eu li e achei bastante bom. Segue aí:

La papa o patata pertenece a la misma familia de plantas que el tabaco y el tomate y es oriunda de los Andes chilenos y peruanos.(...)
Los incas preservaban las papas congelándolas primero y secándolas después. Después de recoger la cosecha las extendían sobre la tierra y las dejaban toda la noche expuestas al aire helado. Al día siguiente, hombres, mujeres y niños extraían el exceso de humedad pisándolas. Este método se repetía por varios días hasta que, libres ya de humedad, se secaban y se almacenaban. Estas papas secas eran conocidas como chuñu. Los conquistadores se dieron cuenta enseguida de que las papas eran un alimento ideal para las masas, al ver que los trabajadores de las minas sobrevivían gracias al consumo casi absoluto del chuñu.



Retirado de http://poepapa.blogspot.com.br/

Curiosidades sobre a pimenta

Essa postagem é para ajudar em um trabalho interdisciplinar entre HIstória e Espanhol, portanto tomei a liberdade de colocar o texto em espanhol.
O texto não é meu, assim não corro o risco de cometer erros gramaticais. Porém, eu li e achei bastante bom. Segue aí:
 
Cristóbal Colón partió sin botánicos a bordo, pero como estaba firmemente convencido de haber llegado a la India, llegó a la conclusión, sin pensárselo demasiado, de que aquella especia picante [el pimiento] con que le preparaban la comida en su «India» [America] tenía que ser la tan deseada pimienta. La llamó, por tanto, pimienta lo que acarreó una confusión de conceptos que ha perdurado hasta nuestros días. Ya en su primera carta a los Reyes Católicos, mencionó la picante especia: «existen en estas islas montañas, que en invierno son muy frías. Los naturales del lugar soportan el frío por costumbre y ayudados por un plato de carne, picantemente condimentado...
En su segundo viaje acompañó a Colón el doctor Diego Chanca, un instruido médico marino. Este habló igualmente de una «verdura que llaman agí (sic) y que emplean para dar un sabor fuerte al pescado, a la carne y a los muy diversos pájaros que cazan». Ya el año anterior, un religioso italiano, hablando de «la pimienta que no es pimienta», describió el axí como una planta «que crece más alta que la amapola, muy estimada por los nativos y que posee el mismo aroma picante que la pimienta.



Retirado de http://laboratoriodecocina.blogspot.com.br/2007/08/el-pimiento-un-poco-de-historia.html

Curiosidades históricas sobre a pimenta do reino

Essa postagem é para ajudar em um trabalho interdisciplinar entre HIstória e Espanhol, portanto tomei a liberdade de colocar o texto em espanhol.
O texto não é meu, assim não corro o risco de cometer erros gramaticais. Porém, eu li e achei bastante bom. Segue aí:

La palabra piper, nombre que los romanos daban a esta valiosa especia, procedía de la India y la trajeron los mercaderes de la lejana Asia, quienes llamaban a los granos de pimienta sencillamente pip, que quiere decir «grano, semilla». La palabra piper sonaba peper a los oídos de los germanos, y con esa forma viajó junto a los invasores y colonos germanos (pepper en inglés, pfeffer en alemán) a lo largo y ancho de lo que más tarde sería Europa. El latín piper origina directamente el francés poivre, el italiano pepe y el catalán pebre, la pimienta del castellano, del gallego y del portugués proceden del latín pigmenta. Pasó el tiempo y la mayor parte de la Europa cristiana no volvió a ver la pimienta hasta la época de los caballeros cruzados, quienes trajeron consigo los «granos arábigos». Con ellos pasaron los Alpes, para condimentar con su sabor picante las aburridas calderetas de carne y disimular el olor a moho de los alimentos rancios y el sabor de la carne atrasada.

Retirado de http://laboratoriodecocina.blogspot.com.br/2007/08/el-pimiento-un-poco-de-historia.html

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tomada (Queda) da Bastilha

A grande prisão francesa terminou sendo invadida em 14 de julho de 1789 porque um jornalista, Camille Desmoulins, até então desconhecido, gritou em frente ao Palais Royal e pelas ruas dizendo que as tropas reais estavam prestes a desencadear uma repressão sangrenta sobre o povo de Paris. Todos deviam pegar em armas para se defender. A multidão, num primeiro momento, dirigiu-se aos Inválidos, o antigo hospital onde concentravam um razoável arsenal. Ali, apropriou-se de três mil espingardas e de alguns canhões. Correu o boato de que a pólvora porém se encontrava estocada num outro lugar, na fortaleza da Bastilha. Marcharam então para lá. A massa insurgente (revoltosa) era composta de soldados desmobilizados, guardas, marceneiros, sapateiros, diaristas, escultores, operários, negociantes de vinhos, chapeleiros, alfaiates e outros artesãos (sans-culottes), o povo de Paris enfim. A fortaleza, por sua vez, estava defendiada por 32 guardas suíços e 82 "inválidos" de guerra, possuindo 15 canhões, dos quais apenas três em funcionamento.


 Planta da Bastilha

Durante o assédio, o marquês de Launay, o governador da Bastilha, ainda tentou negociar. Os guardas, no entanto, descontrolaram-se, disparando na multidão. Indignado, o povo reunido na praça em frente partiu para o assalto e dali para o massacre. O tiroteio durou aproximadamente quatro horas. O número de mortos foi incerto. Calculam que somaram 98 populares e apenas um defensor da Bastilha.

Launay teve um fim trágico. Foi decapitado e a sua cabeça espetada na ponta de uma lança desfilou pelas ruas numa celebração macabra. Os presos, soltos, arrastaram-se para fora sob o aplauso comovido da multidão postada nos arredores da fortaleza devassada. Posteriormente a massa incendiou e destruiu a Bastilha, localizada no bairro Santo António, um dos mais populares de Paris. O episódio, verdadeiramente espectacular, teve um efeito electrizante. Não só na França mas onde a notícia chegou provocou um efeito imediato. Todos perceberam que alguma coisa espectacular havia ocorrido.

(Fonte: adaptado da Wikipédia)

Prise de la Bastille por Jean-Pierre Houël (1735-1813).



A Bastilha (em francês: Bastille), mais conhecida por ter sido uma prisão - assim funcionando desde o início do século XVII até o final do século XVIII - foi inicialmente concebida apenas como um portal de entrada ao bairro parisiense de Saint-Antoine, na França, motivo pelo qual era denominada Bastilha de Saint-Antoine. Encontrava-se onde hoje está situada a Place de la Bastille ("Praça da Bastilha") em Paris.


Prisão da Bastilha, antes da Revolução Francesa


Ficou conhecida por ter sido o palco do evento histórico conhecido como a Queda da Bastilha, em 14 de Julho de 1789, o qual aliado ao Juramento do Jogo da Péla, está entre os factos mais importantes do início da Revolução Francesa.

O evento foi grandiosamente comemorado exactamente um ano depois (em 14 de Julho de 1790) na pomposa festa que ficou conhecida como a "Fête de la Fédération" (A Festa da Federação). A data tornou-se feriado nacional na França, sendo comemorada anualmente. É popularmente chamada de "Dia da Bastilha", apesar de na França denominarem-na "Fête Nationale" (A Festa Nacional).

Em novembro de 1789 a Bastilha foi totalmente demolida.



DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO


I - Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos; as distinções sociais não podem ser fundadas senão sobre a utilidade comum.


II - O objetivo de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem; esses direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão.

III - O princípio de toda a soberania reside essencialmente na razão; nenhum corpo, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela não emane diretamente.

IV - A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique a outrem. Assim, o exercício dos direitos naturais do homem não tem limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo desses mesmos direitos; seus limites não podem ser determinados senão pela lei.

V - A lei não tem o direito de impedir senão as ações nocivas à sociedade. Tudo o que não é negado pela lei não pode ser impedido e ninguém pode ser constrangido a fazer o que ela não ordenar.

VI - A lei é a expressão da vontade geral; todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou por seus representantes, à sua formação; ela deve ser a mesma para todos, seja protegendo, seja punindo. Todos os cidadãos, sendo iguais a seus olhos, são igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo sua capacidade e sem outras distinções que as de suas virtudes e de seus talentos.

VII - Nenhum homem pode ser acusado, detido ou preso, senão em caso determinado por lei, e segundo as formas por ela prescritas. Aqueles que solicitam, expedem ou fazem executar ordens arbitrárias, devem ser punidos; mas todo cidadão, chamado ou preso em virtude de lei, deve obedecer em seguida; torna-se culpado se resistir.

VIII - A lei não deve estabelecer senão penas estritamente necessárias, e ninguém pode ser punido senão em virtude de uma lei estabelecida e promulgada ao delito e legalmente aplicada.

IX - Todo homem é tido como inocente até o momento em que seja declarado culpado; se for julgado indispensável para a segurança de sua pessoa, deve ser severamente reprimido pela lei.

X - Ninguém pode ser inquietado por suas opiniões, mesmo religiosas, contanto que suas manifestações não perturbem a ordem pública estabelecida em lei.

XI - A livre comunicação dos pensamentos e opiniões é um dos direitos mais preciosos do homem; todo o cidadão pode, pois, falar, escrever e imprimir livremente; salvo a responsabilidade do abuso dessa liberdade nos casos determinados pela lei.

XII - A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de uma força pública; essa força é então instituída para vantagem de todos e não para a utilidade particular daqueles a quem ela for confiada.

XIII - Para a manutenção da força pública e para as despesas de administração, uma contribuição comum é indispensável; ela deve ser igualmente repartida entre todos os cidadãos, em razão de suas faculdades.

XIV - Os cidadãos têm o direito de constatar, por si mesmos ou por seus representantes, a necessidade da contribuição pública, de consenti-la livremente e de vigiar seu emprego, de determinar sua quota, lançamento, recuperação e duração.

XV - A sociedade tem o direito de pedir contas de sua administração a todos os agentes do poder público.

XVI - Toda a sociedade na qual a garantia dos direitos não é assegurada, nem a separação dos poderes determinada, não tem constituição.

XVII - A propriedade, sendo um direito inviolável, e sagrado, ninguém pode ser dela privado senão quando a necessidade pública, legalmente constatada, o exija evidentemente, e sob a condição de uma justa e prévia indenização.

Íntegra da declaração em francês


Assembleia dos Estados Gerais

Antes da Revolução Francesa, enquanto vigorava o absolutismo na França Absolutista, a Assembleia dos Estados Gerais - também chamada simplesmente de Estados Gerais (em francês États Généraux) - era um órgão político de carácter consultivo e deliberativo (servia para que o rei consultasse a opinião e poderia também tomar decisões, se o rei assim permitisse), constituído por representantes das três ordens sociais, denominadas estados: sendo que o Primeiro Estado, era formado pelo clero; o Segundo Estado, era a nobreza; e, o Terceiro Estado, era constituído pelo povo. Os Estados Gerais aconselhavam o rei em algumas de suas decisões, sempre que o rei os convocava.

Durante o reinado de Luís XVI, a Assembleia foi convocada, na esperança de achar soluções para a crise financeira na qual o país estava. A proposta idealizada pelos representantes do 3º estado era alterar o sistema de cobrança de impostos, ampliando a cobrança para todos, inclusive para os membros do 1º estado. A nobreza não queria abrir mão de seus direitos, como a isenão de impostos.






Sans-culottes


Sans-culottes – pessoas do povo, eram chamadas assim devido às calças largas usadas pelos homens, diferentes das calças justas usadas pelos nobres e pelos ricos burgueses.




Sans-Culottes (do francês "sem culotes", sendo o culote uma espécie de calção, vestimenta típica da nobreza) era a denominação dada pelos aristocratas aos artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários participantes da Revolução Francesa a partir de 1771, principalmente em Paris. Recebiam esse nome porque não usavam culottes, espécie de calções justos que apertavam no joelho , mas uma calça de algodão grosseira. Na época da Revolução Francesa, a calça comprida era o típico traje da época usado pelos burgueses.


Os nobres usavam roupas distintas, com calças ou calções justos.







Guilhotina

A guilhotina é um instrumento utilizado para aplicar a pena de morte por decapitação.

O aparelho é constituído de uma grande armação reta (aproximadamente 4 m de altura) na qual é suspensa uma lâmina losangular pesada (de cerca de 40 kg). As medidas e peso indicados são os das normas francesas. A lâmina é guiada à parte superior da armação por uma corda, e fica mantida no alto até que a cabeça do condenado seja colocada sobre uma barra que a impede de se mover. Em seguida, a corda é liberada e a lâmina cai de uma distância de 2,3 metros, seccionando o pescoço da vítima.

Foi o médico francês Joseph-Ignace Guillotin (1738-1814) que sugeriu o uso deste aparelho na aplicação da pena de morte. Guillotin considerava este método de execução mais humano do que o enforcamento ou a decapitação com um machado. Na realidade, a agonia do enforcado podia ser longa, e certas decapitações a machado não cumpriam seu papel ao primeiro golpe, o que aumentava consideravelmente o sofrimento da vítima. Guillotin estimava que a instantaneidade da punição era a condição necessária e absoluta de uma morte decente.


domingo, 5 de agosto de 2012

A Revolução de 1930





A Revolução de 30 foi a tomada do poder pela Aliança Liberal, liderada por Getúlio Vargas, em 1930, que marcou o fim da hegemonia política das oligarquias cafeeiras.

Aliança Liberal
Na sucessão presidencial de 1929, ocorreu a cisão política entre as oligarquias cafeeiras de São Paulo e Minas Gerais. Pelo costume da política café-com-leite o presidente Washington Luís (paulista) deveria indicar um candidato mineiro, entretanto ele indicou o paulista Júlio Prestes.

  Campanha para as eleições presidenciais, em 1930.
 
Assim, a oligarquia política de Minas Gerais aliou-se ao Rio Grande do Sul e à Paraíba, formando a Aliança Liberal. Essa Aliança lançou a candidatura de Getúlio Vargas para a presidência com João Pessoa como vice.