15 setembro 2012

Bandeirantes

Bandeirantes: destruir para dominar

Os bandeirantes descobriram terras que nenhum homem branco tinha visto. Caçaram índios e cometeram o maior assassinato em massa do país

Reportagem Reinaldo José Lopes e Luís Augusto | 01/04/2007 

Pintura de Benedito Calixto. Óleo sobre tela, 140 x 100 cm
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Domingos Jorge Velho, um dos mais famosos bandeirantes da História do Brasil, pintura do século XVIII

Filhos de portugueses com mulheres da terra, os bandeirantes eram muito parecidos com os índios. Andavam por aí descalços e com roupas para lá de estropiadas – e não com roupas e botas de couro limpinhas, como muita gente acredita. Durante 200 anos, entre os séculos 17 e 18, esses homens, saídos principalmente de São Paulo, se embrenharam no mato para buscar índios, que eles capturavam para usar em suas próprias fazendas ou vender como escravos. Graças a eles, o Brasil ficou muito maior do que deveria ser, já que o Tratado de Tordesilhas, assinado entre Espanha e Portugal em 1494, dava aos portugueses só o nosso litoral. Os bandeirantes aumentaram o tamanho do nosso país, mas também provocaram um rombo de população. Eles mataram e prenderam tantos índios que o nosso interior ficou bem mais vazio.

Tipos de bandeirantes.

 O primeiro bandeirante da história é o português João Ramalho, que, ainda no começo do século 16, fez amizade com a poderosa tribo dos tupiniquins. Esperto e violento, esse pioneiro tinha várias esposas e uma multidão de filhos. Por um lado, foi ele quem garantiu o apoio dos índios para fundar a cidade de São Paulo. Por outro, sua aliança com os tibiriçás provocou o fim de outras tribos, como os tupinambás. Quando o rei de Portugal estimulou uma parceria com os tupinambás, um processo parecido aconteceu no interior da província.
Fundação de Sorocaba, do artista Ettore Marangoni
O principal objetivo dos bandeirantes era aprisionar indígenas para escravizá-los.

Com isso, São Paulo ficou sem escravos fáceis de caçar. Foi então que começaram a surgir, para valer, os grupos de bandeirantes, que procuravam os índios onde quer que eles estivessem. Sempre descalços, os bandeirantes usavam arco e flecha, espadas e armas de fogo. Tinham armaduras de couro de anta e camisas de algodão cru. Eles começaram pelo Sul do Brasil. Em 1628, Antônio Raposo Tavares liderou uma expedição contra as regiões onde os índios guaranis viviam pacificamente com os padres jesuítas – as chamadas Missões. Quem resistia aos ataques morria na hora, e os reféns muito idosos eram largados no meio do caminho de volta. Logo os guaranis eram a mão-de-obra mais usada na capital paulista.
Quando os guaranis ficaram raros e difíceis de prender, os bandeirantes foram para o Planalto Central. Mas ali os índios estavam prontos para a luta. Veja o caso dos guaicurus, no Pantanal. Em 1720, surgiram boatos de que a região de Cuiabá tinha ouro. Algumas levas de bandeirantes correram para lá, mas nunca conseguiram dominar a área por causa dessa tribo poderosa.
Acampamento de bandeirantes.


Mestres da cavalaria
Não foram só os paulistas que apanharam dos índios. Durante 250 anos, espanhóis, portugueses e paraguaios recuaram, ou então tentaram negociar. Bons guerreiros e homens espertos, eles formaram um pequeno império naquela região. A cada tentativa de invasão, aproveitavam para aprender alguma coisa. Quando o conquistador espanhol Alvar Núñez Cabeza de Vaca chegou lá, em 1542, eles descobriram que existia um bicho chamado cavalo. Ficaram assustados, mas logo aprenderam a manejar o animal. Eram tão bons nisso que montavam sem cela. Lá pelo ano 1700 tinham mais de 8 mil cavalos. Em 1778, quando os portugueses partiram para a briga de novo, os índios ofereceram uma trégua e entregaram suas mulheres aos inimigos.
À noite, enquanto os europeus se divertiam com as moças, eles atacaram e mataram todos que viram pela frente. Os guaicurus existem até hoje – seus descendentes são os kadiwéus, que vivem no Mato Grosso do Sul. Bom, voltando para a metade do século 17. Como a situação estava difícil no Centro-Oeste, o jeito foi continuar indo para o norte. Até que, depois de uma viagem de três anos, o grupo de Raposo Tavares chegou a Belém do Pará, em 1651. Em 1671, quando os índios tapuias se rebelaram contra os donos dos engenhos de açúcar do Nordeste, os bandeirantes foram contratados para agir. Nessa época, Domingos Jorge Velho ficou muito famoso; depois ele seria um dos responsáveis pela derrota de Zumbi e seu Quilombo dos Palmares. Foi também nessa época que, pela primeira vez, alguém usou a expressão “paulista” para se referir às pessoas que vinham de São Paulo.

 Mapa das expedições bandeirantes.

Alguns anos depois, as operações de caça – conhecidas como bandeiras – ganharam uma nova motivação: procurar ouro. Em 1674, Fernão Dias Paes saiu de Guaratinguetá, no vale do Paraíba, em São Paulo, e se tornou o primeiro a chegar à região que logo seria chamada de Minas Gerais. Ele morreu sem achar metais preciosos, mas outros continuaram a procura. Em 1720, Bartolomeu Bueno da Silva e seu filho ocuparam o interior de Goiás enganando os índios. Eles diziam que tinham o poder de fazer a água pegar fogo. Levantavam uma garrafa de cachaça, acendiam um fósforo... e o cacique se rendia.
Com o extermínio dos índios, o país passou a usar os escravos da África e os bandeirantes voltaram para suas terras, para viver como fazendeiros. O Brasil tinha ficado bem maior, mas pagou um preço alto: a vida de milhares de índios.


Família real no Brasil

Brasil: milagre do crescimento com a família real portuguesa

A simples presença da corte portuguesa no Rio de Janeiro já promovia o desenvolvimento do Brasil. Mas abriram-se estradas, surgiram fábricas, criou-se um banco...

André Luis Mansur | 01/03/2008

Era um miserê de dar dó o Brasil que a família real conheceu em janeiro de 1808, ao desembarcar em Salvador. Subdesenvolvida e sem a mínima infra-estrutura, a colônia não tinha mudado muito desde que as primeiras feitorias foram instaladas, no século 16. O território era imenso, mas não passava de uma fazenda extrativista. Daqui, Portugal tirava quase todo o seu sustento.
Mesmo para a corte parasita e cheia de corruptos que dom João trouxe a tiracolo, o Brasil não parecia digno de se tornar a sede da monarquia portuguesa. Era preciso mudar o estado das coisas, e rápido. Afinal, o príncipe regente tinha chegado para ficar, não tinha a menor idéia de quando poderia voltar à Europa. Suas prioridades ao pisar na colônia só poderiam ser as óbvias: criar condições de vida para a corte e mecanismos que permitissem governar todo o império a partir de sua nova capital, o Rio de Janeiro.

A família real desembarcou depois de uma viagem difícil pelo Oceano Atlântico.


FIM DO PACTO
Logo de cara, uma semana depois de desembarcar em Salvador, dom João abriu os portos brasileiros às nações amigas. Era o fim do Pacto Colonial – o Brasil estava liberado para manter comércio com outros países, sem a interferência portuguesa.
Em março de 1808, já instalado no Rio de Janeiro, o príncipe regente liberaria também a criação de fábricas, proibida desde 1785. Quatro anos mais tarde, uma pequena siderúrgica já estava funcionando na colônia. Em 1820, outra seria inaugurada. “Era um embrião de indústria, que enfrentava a competição de produtos baratos que vinham da Inglaterra. Mas foi o primeiro passo”, diz Renato Marcondes, professor de História Econômica da Universidade de São Paulo (USP).
Dom João também deu um jeito na Justiça brasileira. Depois de 300 anos com um sistema judiciário bastante limitado, foi instalada na colônia a Casa de Suplicação – uma espécie de Supremo Tribunal do império, instância mais alta da Justiça portuguesa. Dali em diante, qualquer disputa judicial, por mais poderosos que fossem os envolvidos, poderia ser resolvida na própria colônia.
Outra invenção importante do príncipe regente foi o Banco do Brasil. Essa, porém, não deu tão certo quanto as outras, pelo menos em seus primeiros anos de vida. Embora tenha lançado por aqui as fundações de um sistema financeiro, o banco era fraco e ninguém acreditava muito nele. Funcionava apenas como gerenciador de depósitos e, principalmente, como casa da moeda. O dinheiro emitido não tinha lastro. Prestava-se, sobretudo, a financiar os gastos do governo e da corte. A instituição era tão desacreditada, que tudo custava mais caro se o pagamento fosse em dinheiro. Quando dom João voltou para Portugal, em 1821, levando toda a grana dos cofres, o Banco do Brasil simplesmente quebrou.

Chegada da família real, tela de Cândido Portinari.


SIMPLES PRESENÇA
Ainda que nada tivesse feito pela economia brasileira, a simples presença da corte no Rio de Janeiro já promovia o desenvolvimento de toda a colônia. O aumento da demanda por todo tipo de insumo, provocada pelos 15 mil portugueses que subitamente se instalaram na cidade, fazia o comércio girar como nunca. “A necessidade de alimentos levou a um crescimento muito grande na produção em várias regiões”, diz Marcondes. “No ano de 1806, o Vale do Paraíba, em São Paulo, enviou 7,7 mil cabeças de gado para o abate no Rio de Janeiro. Em 1810, esse número havia saltado para 13,5 mil cabeças.”
A abertura de estradas, que também era proibida até a chegada da corte, agora estava autorizada. Aquelas que já existiam foram melhoradas. Mas eram poucas. A nova sede do império precisava de mais. Elas foram abertas principalmente nas regiões que hoje correspondem a Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. E isso tem tudo a ver com o fato de, hoje, a região Sudeste ser a mais desenvolvida do país. “Antes, abrir estradas era proibido porque a Coroa temia o contrabando de ouro e diamantes”, explica a professora Luciana Lopes, do Núcleo de Estudos de Demografia Histórica da USP.
O desafio de abastecer a capital do império fez florescer o comércio de cabotagem, que estimulou o desenvolvimento de várias cidades costeiras. Produtos de lugares distantes – como charque do Rio Grande do Sul e madeira da Bahia – chegavam ao Rio de Janeiro pelo mar. “A vinda da família real não foi exatamente o início do desenvolvimento econômico, pois já havia alguma atividade na colônia”, diz Luciana. “Mas funcionou como um grande catalisador, acelerando as transformações.” Esse desenvolvimento acelerado da colônia acabaria se revelando um tiro no pé de dom João. Em pouco tempo, o Brasil começaria a sentir-se totalmente preparado para se aventurar numa “carreira solo”.

Dia do Fico

Dia do Fico 
O Dia do Fico ocorreu em 9 de janeiro de 1822. Esta data ficou conhecida por este nome, pois D.Pedro I, então príncipe regente do Brasil, não acatou ordens das Cortes Portuguesas para que deixasse imediatamente o Brasil, retornando para Portugal. 
As Cortes de Portugal estavam preocupadas com os movimentos que ocorriam no Brasil em direção à emancipação política. Viam no retorno de D.Pedro uma maneira de recolonizar o Brasil, enfraquecendo as idéias de independência.
Os liberais do Partido Brasileiro recolheram cerca de 8 mil assinaturas, exigindo a permanência de D.Pedro no Brasil. Diante deste contexto, D. Pedro declarou: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico". Então esta data (9 de janeiro de 1822) passou a ser conhecida como o Dia do Fico.
Este fato histórico foi importante, pois fortaleceu a posição brasileira de buscar a independência, distanciando cada vez mais da influência portuguesa.

Campanha de Napoleão na Rússia

Campanha de Napoleão Bonaparte na Rússia

Retirada de Napoleão da Rússia, tela de Adolpf Northern.

A desastrosa invasão da Rússia em 1812 foi o início da queda de Napoleão. Enfrentando incêndio, fome e um frio apavorante, o grande exército francês sofreu como nunca.

Campanha de Napoleão em Moscou

A Campanha da Rússia foi uma gigantesca operação militar realizada pelos Franceses e seus aliados, sob o comando de Napoleão Bonaparte em 1812, e que teve grande impacto sobre o desenrolar das chamadas Guerras Napoleônicas, marcando o início do declínio do Primeiro Império Francês. Foi orquestrada com o objetivo de punir a Rússia, que havia quebrado o Bloquieo Continental, que era a determinação de Bonaparte de nenhum país manter relações comerciais com a Inglaterra; ao mesmo tempo que forçando um pedido de rendição do czar russo, a França subjugaria toda a Europa continental. As forças de invasão, ao final, foram reduzidas a 2% do seu contingente inicial. A invasão provocou profundas mudanças no panorama social e político dos países envolvidos, gerando grandes movimentos migratórios, bem como revolucionárias reviravoltas nos panoramas estabelecidos das operações militares. Um paralelo pode ser feito com a invasão alemã de 1941-1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

Soldados franceses invadem a Rússia.

Para um projeto dessas dimensões, em 1810 Napoleão começou a preparar uma tropa à altura. A grande armée (grande exército, em francês) reunia mais de meio milhão de homens. Eram 610 mil combatentes, levando 1 420 canhões. Ao todo, 678 mil, se contarmos as tropas reservas.
A campanha começou na madrugada do dia 24 de junho de 1812, quando o grande exército napoleônico cruzou o rio Neman e invadiu a Rússia sem avisos ou declarações formais de guerra, e a 17 de agosto atacava Smolensk. A ação foi um golpe nos planos de Alexandre I, que desde maio vinha montando seu próprio grande exército. Incluindo cossacos e milícias populares, chegava-se à espantosa cifra de 900 mil homens. O problema é que essa massa militar estava sendo reunida na Moldávia, na Criméia, no Cáucaso, na Finlândia e em regiões do interior do império, longe demais do local de entrada do exército francês. Por isso, em junho de 1812 os russos só conseguiram colocar cerca de 280 mil homens e 934 canhões na fronteira ocidental. A importante cidade de Smolensk caiu então sem combate por parte das tropas, uma decisão difícil do alto comando russo para não correr o risco de perder importantes forças em uma batalha praticamente perdida.
Após a batalha de Borondino, Napoleão entrou em Moscou, e encontrou a cidade surpreendemente vazia, evacuada dias antes, prevendo a invasão. Em meio a indisciplina das tropas francesas, e a falta de autoridade dos oficiais perante as suas tropas, que não conseguiam impedir o saque, a pilhagem e a deserção dos soldados; grandes incêndios provocados por fogueiras mal-alocadas e sabotadores acabaram por tranformar a cidade em pilhas de escombros. Enquanto Napoleão acampado esperava a rendição do czar, o inimigo recuperava seus exércitos rapidamente.
Napoleão teve então de reavaliar as opções. Seu exército estava enfraquecido e com moral baixa. As linhas de abastecimento foram cortadas. A rendição inimiga não dava mostras de acontecer. Após cinco semanas de acampamento sobre as cinzas da cidade, o imperador francês decidiu dar meia volta e iniciar o retorno à França em 19 de outubro.
No dia 4 de novembro, uma neve pesada começou a cair sobre os franceses desnutridos. No dia 9 de novembro, a temperatura caiu para cerca de -26 °C e continuava baixando. O frio penetrava nas roupas esfarrapadas dos soldados e se somava à exaustão. Muitos mal conseguiam andar, cair simplesmente significava não levantar mais, devido a tamanha fraqueza das tropas. Centenas de franceses acampavam para dormir nas longas noites nas estepes geladas e simplesmente amanheciam congelados devido ao inverno ou então assados pela proximidade das fogueiras que montavam, na tentativa de escapar do frio.

Soldados franceses retiram-se penosamente da Rússia

O passo seguinte era atravessar o rio Berezina (na atual Bielorrússia). No dia 26 de novembro, os remanescentes da armada francesa caíram numa armadilha. Pela frente os russos seguravam a ponte. Por trás pressionava o exército de Kutuzov. Em segredo, Napoleão enviou seu corpo de engenharia para construir uma ponte improvisada sobre o semicongelado Berezina. Quando os russos perceberam, abriram fogo. Cerca de 10 mil russos pereceram, contra 36 mil franceses, muitos dos quais só foram encontrados com o degelo da primavera. No dia 14 de dezembro de 1812, sob um frio de -38 °C, o que restou da grande armeé conseguiu cruzar o rio Nemen de volta: apenas 10 mil homens em estado lastimável, incluíndo um Bonaparte perplexo. A contagem das baixas do fracasso napoleônico: 550 mil homens mortos. No lado russo, 250 mil soldados efetivos e 50 mil entre milícias cossacas e populares. A campanha da Rússia mostrou que Napoleão não era invencível. Muitos países se rebelaram. Era o fim do sonho napoleônico de um domínio da Europa.

Para aqueles que gostam de História militar, tem um texto ótimo do professor Roberto Carlos Daróz no blog http://darozhistoriamilitar.blogspot.com.br/2011/08/dois-momentos-de-napoleao-as-campanhas.html
Vale a pena dar uma lida.

Há uma matéria que foi publicada na revista Aventuras na História, disponível no site: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/campanha-russia-mais-dura-batalhas-434488.shtml

Vídeos interessantes sobre a família real no Brasil

Separei alguns vídeos que podem ser úteis para aqueles que estiverem estudando sobre a vinda da família real portuguesa para o Brasil.
Os livros do Laurentino, "1808" também são muito indicados.

Bom estudo e divirtam-se.

http://www.youtube.com/watch?v=Z60eHBJ1xjY

http://www.youtube.com/watch?v=vMCGkrGB9E4&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=e33glPQaCVo&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=VJ0giilB0IA&feature=fvwrel

http://www.youtube.com/watch?v=Z7XsaGjfyfk&feature=fvwrel

http://www.youtube.com/watch?v=z_TrZewCgS8 Esse é o link do filme Carlota Joaquina

18 agosto 2012

Vídeos sobre Revolução Francesa

Vale a pena conferir esses vídeos, são cenas dos principais acontecimentos da Revolução Francesa, acompanhadas de música. Para entendê-los é necessário ter estudado o assunto:

http://www.youtube.com/watch?v=xHVo0hJhnK4&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=CHwicJBtKtc&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=SjUaGcfcgn0&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=11if4k4VjWQ

Os próximos são do History Channel, documentários muito bons.

http://www.youtube.com/watch?v=Rrad8CJOwmc

http://www.youtube.com/watch?v=FSbI2ie5zI8&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=0MCMXWuUtPo&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=9bhw3XRWiXA&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=BU4euLLGsd4&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=OPVP0rgO_Pk&feature=relmfu

Fuga de Luís XVI e da família real francesa

A chamada Fuga de Varennes foi a tentativa de fuga de Luís XVI e sua família. A fuga ocorreu nos dias 20 e 21 de junho de 1791. Episódio determinante dentro do curso da Revolução Francesa.
Durante a Jornada de 5 e 6 de Outubro de 1789, o povo de Paris marchou até Versailles para pedir pão ao rei Luís XVI. Como a Guarda Nacional se atrasou, o rei ficou, num primeiro momento, frente a frente com o povo. Encarregado da segurança do palácio, o Marquês de La Fayette foi incapaz de impedir a invasão do palácio. O povo assassinou qualquer um que estivesse no palácio. O Marquês conseguiu salvar a vida da família real que foi trazida para Paris, passando a viver no palácio das Tulherias.

 Detenção de Luís XVI e sua família, Varennes-en-Argonne, 1791.

Após esse episódio, os conselheiros do rei começaram a arquitetar os planos para a fuga. Os detalhes da fuga foram preparados de forma quase ingenua. Por exemplo: o plano tinha previsto disfarçar o rei em intendente, sem que ninguém notasse que um verdadeiro empregado jamais se sentaria numa berlinda (carruagem elegante, munida de 6 cavalos, dignas de um rei). A escolha da libré (uniforme) dos três cavalheiros que escoltava a carruagem não foi das mais judiciosas, já que a cor escolhida era as dos príncipes de Condé, que partiram para o estrangeiro no início da Revolução, e só podendo gerar suspeitas. Juntando o fato de que a partida da equipagem na noite de 20 para 21 de junho não fora feita dentro do mais completo segredo. Só podia resultar em fracasso.

Volta de Varennes. Chegada de Louis XVI em Paris, 25 de Junho de 1791 
(Duplessi-Bertaux a partir de um desenho de J-L Prieur).

Apesar das falhas de organização que cercaram esta empreitada, a detenção do rei marcou verdadeiramente uma virada na Revolução. A confiança entre o soberano e seu povo foi definitivamente quebrada. O rei foi acusado de traição e essa foi a principal causa do processo de acusação aberto pela Convenção em Dezembro de 1792 e que culminaria com a morte de Luís XVI na guilhotina. Precisamente quinze meses após estes acontecimentos, o rei foi destituído de seu título real com a proclamação da Républica, em 21 de Setembro de 1792, depois disso, foi julgado frente à Convenção Nacional, condenado à morte e guilhotinado, em 21 de Janeiro de 1793, sorte compartilhada posteriormente por sua mulher, Maria Antonieta, e por sua irmã, Madame Elisabeth. Quanto ao jovem delfim (príncipe herdeiro do trono), "Luís XVII", morreria de uma doença nos pulmões, em condições particularmente atrozes, dentro da Prisão do Templo, em 8 de Junho de 1795.

 Por toda a Europa, os reis absolutistas tremeram. A cabeça cortada e sangrada do rei, erguida na praça pública lotada, foi o aviso que a França revolucionária enviou aos soberanos do velho continente, junto com o grito "Morte aos tiranos!" 
Convem notar que esta detenção de um rei em fuga seguida por sua decapitação lembra estranhamente o que aconteceu na Inglaterra, 140 anos antes, com o rei Carlos I (Revolução Puritana).

Adaptado do texto da Wikipédia. 

Convenção - Revolução Francesa

Após a tentativa de fuga do rei Luís XVI, a França passa a ser uma República, governada pela Convenção Nacional (ou simplesmente Convenção), que tinha os jacobinos (liderados por Robespierre) como maioria entre seus membros. 
Refletindo a agitação da época a Convenção foi formada por uma maioria de jacobinos, setor que representava a pequena burguesia e os sans-culottes. Além disso, haviam os girondinos, partido contrário à radicalização do processo revolucionário e defensor das conquistas que prestigiavam os interesses políticos e econômicos da parcela mais abastada da burguesia. Foi a partir desses dois grupos, um mais exaltado e outro conservador, dos quais herdamos os conceitos políticos de “direita” e “esquerda”. Havia também os sans-culottes, grupo que representava as camadas mais humildes da população.


Os sans-culottes e Robespierre: 
figuras centrais do cenário político composto durante a Convenção Nacional.

Para fins legislativos e administrativos a Convenção criou - entre outros - o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário. Enquanto o Comitê de Salvação Pública buscava resolver os problemas internos, investigando os inimigos da Revolução, o Tribunal Revolucionário perseguia e condenava à morte qualquer um que viesse a ser visto como desleal à revolução. A ação desenfreada desse órgão instigou vários setores políticos a se voltarem contra um governo capaz de guilhotinar todo aquele que não concordasse com o governo.
A Convenção Nacional perdurou de 20 de setembro de 1792 até 26 de outubro de 1795. Foi sucedida pelo Diretório, que teve início em 2 de novembro de 1796.

Missões jesuíticas

As missões eram povoados indígenas criados e administrados por padres jesuítas, tanto no território espanhol quanto no português. No Brasil, as missões existiram entre os séculos 16 e 18. 
O principal objetivo era catequizar os índios. A catequização, no entanto, tinha efeitos colaterais que não interessavam aos conquistadores portugueses. Para que adotasse a fé cristã, a população indígena tinha de ser instruída e ganhava conhecimentos de leitura e escrita. Além disso, os índios reunidos nesses aldeamentos não eram escravizados, como geralmente ocorria em outros lugares. Eles viviam do cultivo da terra, se valendo de técnicas agrícolas ensinadas pelos religiosos. Com o tempo, muitas missões prosperaram e acabaram virando uma ameaça à centralização de poder pretendida pela Coroa. Resultado: em 1759, os jesuítas foram expulsos do Brasil, acusados de controlar um "Estado dentro do Estado" e de insuflar os guaranis contra o domínio português.

Para saber mais leia:
http://prof-tathy.blogspot.com.br/2009/10/missoes-jesuitas.html

Capitanias Hereditárias

As Capitanias Hereditárias e a Administração colonial
As Capitanias hereditárias foram um sistema de administração territorial criado pelo rei de Portugal, D. João III, em 1534. Este sistema consistia em dividir o território brasileiro em grandes faixas e entregar a administração para particulares (principalmente nobres com relações com a Coroa Portuguesa).
Este sistema foi criado pelo rei de Portugal com o objetivo de colonizar o Brasil, evitando assim invasões estrangeiras. Ganharam o nome de Capitanias Hereditárias, pois eram transmitidas de pai para filho (de forma hereditária).
Estas pessoas que recebiam a concessão de uma capitania eram conhecidas como donatários. Tinham como missão colonizar, proteger e administrar o território. Por outro lado, tinham o direito de explorar os recursos naturais (madeira, animais, minérios).
O sistema não funcionou muito bem. Apenas as capitanias de São Vicente e Pernambuco deram certo. Podemos citar como motivos do fracasso: a grande extensão territorial para administrar (e suas obrigações), falta de recursos econômicos e os constantes ataques indígenas.
O sistema de Capitanias Hereditárias vigorou até o ano de 1759, quando foi extinto pelo Marquês de Pombal.



Capitanias Hereditárias criadas no século XVI:
Capitania do Maranhão
Capitania do Ceará
Capitania do Rio Grande
Capitania de Itamaracá
Capitania de Pernambuco
Capitania da Baía de Todos os Santos
Capitania de Ilhéus
Capitania de Porto Seguro
Capitania do Espírito Santo
Capitania de São Tomé
Capitania de São Vicente
Capitania de Santo Amaro
Capitania de Santana  

15 agosto 2012

Sobre o cacau

Essa postagem é para ajudar em um trabalho interdisciplinar entre HIstória e Espanhol, portanto tomei a liberdade de colocar o texto em espanhol.
O texto não é meu, assim não corro o risco de cometer erros gramaticais. Porém, eu li e achei bastante bom. Segue aí:

Cuenta la leyenda que Quetzalcóatl descendió un día con los toltecas haciéndoles algunos hermosos regalos los hizo dueños del maíz el frijol y de la yuca con los cuales pudieron estar bien alimentados y emplearon sus horas en estudiar y se convirtieron en grandes arquitectos, magníficos escultores y finos trabajadores de la artesanía y como los amaba tanto decidió darles un planta que había robado a los dioses que eran sus hermanos de la cual sacaban una bebida que era solo digna de ellos Quetzalcóatl
Sustrajo el pequeño arbusto de hojas rojas y la planto en los campos de tula y pidió al dios Tlaloc que la alimentara con la lluvia y a Xochiquetzal que la adornara con sus flores con el tiempo este sagrado arbusto dio frutos y los enseño a recogerlos tostarlos y a molerlos y a batirlo con agua en las jícaras obteniendo así el CHOCOLATE el cual solo era para los sacerdotes y los nobles convirtiéndose así en una bebida sagrada y posterior mente de todo el pueblo, convirtiéndose así los toltecas en ricos y sabios constructores y artistas lo cual despertó la envidia de los dioses y su furia al saber que estaban tomando una bebida solo destinada para ellos jurando venganza contra Quetzalcóatl y después contra los toltecas así pues un día uno de los dioses disfrazado de mercader ofreciole un bebida llamada tlachihuitli (pulque) con la cual le prometió olvidaría todas sus penas la bebió y se embriago profundamente actuando de una manera deshonrosa delante del pueblo, ala mañana siguiente despertó con dolor de cabeza y con gran vergüenza se dio cuenta de la deshonra que habían preparado los dioses en su contra y fue tanta su vergüenza que decidió marcharse para siempre
A su partida llorando se dio cuenta que todas las plantas del cacao se habían secado convirtiéndose en huisaches , una ves estando en neonalco ( ahora tabasco) arrojo unas ultimas semillas de cacao que florecieron bajo su mano y subsisten hasta nuestros días.



Retirado de http://cocinatlacuani.blogspot.com.br/2008/04/la-leyenda-del-cacao.html

Lenda do milho

Essa postagem é para ajudar em um trabalho interdisciplinar entre HIstória e Espanhol, portanto tomei a liberdade de colocar o texto em espanhol.
O texto não é meu, assim não corro o risco de cometer erros gramaticais. Eu li que os astecas acreditavam que os grãos de milho eram sementes de sol, trazidas para a terra pelo deus Quetzalcóatl, porém, não encontrei o livro no qual li essa lenda. Na falta dela, segue uma outra bastante simpática, retirada do http://www.redmexicana.com/leyendas/laleyendadelmaiz.asp : 


Cuentan que antes de la llegada de Quetzalcóatl, los aztecas sólo comían raíces y animales que cazaban.
No tenían maíz, pues este cereal tan alimenticio para ellos, estaba escondido detrás de las montañas.
Los antiguos dioses intentaron separar las montañas con su colosal fuerza pero no lo lograron.
Los aztecas fueron a plantearle este problema a Quetzalcóatl.
-Yo se los traeré- les respondió el dios.
Quetzalcóatl, el poderoso dios, no se esforzó en vano en separar las montañas con su fuerza, sino que empleó su astucia.
Se transformó en una hormiga negra y acompañado de una hormiga roja, marchó a las montañas.
El camino estuvo lleno de dificultades, pero Quetzalcóatl las superó, pensando solamente en su pueblo y sus necesidades de alimentación. Hizo grandes esfuerzos y no se dio por vencido ante el cansancio y las dificultades.
Quetzalcóatl llegó hasta donde estaba el maíz, y como estaba trasformado en hormiga, tomó un grano maduro entre sus mandíbulas y emprendió el regreso. Al llegar entregó el prometido grano de maíz a los hambrientos indígenas.
Los aztecas plantaron la semilla. Obtuvieron así el maíz que desde entonces sembraron y cosecharon.
El preciado grano, aumentó sus riquezas, y se volvieron más fuertes, construyeron ciudades, palacios, templos...Y desde entonces vivieron felices.
Y a partir de ese momento, los aztecas veneraron al generoso Quetzalcóatl, el dios amigo de los hombres, el dios que les trajo el maíz. 



Para saber um pouco mais sobre o deus Quetzalcóatl, ver:
http://prof-tathy.blogspot.com.br/2010/04/quetzalcoatl-homem-santo-ou-divindade.html

Algumas informações sobre a batata

Essa postagem é para ajudar em um trabalho interdisciplinar entre HIstória e Espanhol, portanto tomei a liberdade de colocar o texto em espanhol.
O texto não é meu, assim não corro o risco de cometer erros gramaticais. Porém, eu li e achei bastante bom. Segue aí:

La papa o patata pertenece a la misma familia de plantas que el tabaco y el tomate y es oriunda de los Andes chilenos y peruanos.(...)
Los incas preservaban las papas congelándolas primero y secándolas después. Después de recoger la cosecha las extendían sobre la tierra y las dejaban toda la noche expuestas al aire helado. Al día siguiente, hombres, mujeres y niños extraían el exceso de humedad pisándolas. Este método se repetía por varios días hasta que, libres ya de humedad, se secaban y se almacenaban. Estas papas secas eran conocidas como chuñu. Los conquistadores se dieron cuenta enseguida de que las papas eran un alimento ideal para las masas, al ver que los trabajadores de las minas sobrevivían gracias al consumo casi absoluto del chuñu.



Retirado de http://poepapa.blogspot.com.br/

Curiosidades sobre a pimenta

Essa postagem é para ajudar em um trabalho interdisciplinar entre HIstória e Espanhol, portanto tomei a liberdade de colocar o texto em espanhol.
O texto não é meu, assim não corro o risco de cometer erros gramaticais. Porém, eu li e achei bastante bom. Segue aí:
 
Cristóbal Colón partió sin botánicos a bordo, pero como estaba firmemente convencido de haber llegado a la India, llegó a la conclusión, sin pensárselo demasiado, de que aquella especia picante [el pimiento] con que le preparaban la comida en su «India» [America] tenía que ser la tan deseada pimienta. La llamó, por tanto, pimienta lo que acarreó una confusión de conceptos que ha perdurado hasta nuestros días. Ya en su primera carta a los Reyes Católicos, mencionó la picante especia: «existen en estas islas montañas, que en invierno son muy frías. Los naturales del lugar soportan el frío por costumbre y ayudados por un plato de carne, picantemente condimentado...
En su segundo viaje acompañó a Colón el doctor Diego Chanca, un instruido médico marino. Este habló igualmente de una «verdura que llaman agí (sic) y que emplean para dar un sabor fuerte al pescado, a la carne y a los muy diversos pájaros que cazan». Ya el año anterior, un religioso italiano, hablando de «la pimienta que no es pimienta», describió el axí como una planta «que crece más alta que la amapola, muy estimada por los nativos y que posee el mismo aroma picante que la pimienta.



Retirado de http://laboratoriodecocina.blogspot.com.br/2007/08/el-pimiento-un-poco-de-historia.html

Curiosidades históricas sobre a pimenta do reino

Essa postagem é para ajudar em um trabalho interdisciplinar entre HIstória e Espanhol, portanto tomei a liberdade de colocar o texto em espanhol.
O texto não é meu, assim não corro o risco de cometer erros gramaticais. Porém, eu li e achei bastante bom. Segue aí:

La palabra piper, nombre que los romanos daban a esta valiosa especia, procedía de la India y la trajeron los mercaderes de la lejana Asia, quienes llamaban a los granos de pimienta sencillamente pip, que quiere decir «grano, semilla». La palabra piper sonaba peper a los oídos de los germanos, y con esa forma viajó junto a los invasores y colonos germanos (pepper en inglés, pfeffer en alemán) a lo largo y ancho de lo que más tarde sería Europa. El latín piper origina directamente el francés poivre, el italiano pepe y el catalán pebre, la pimienta del castellano, del gallego y del portugués proceden del latín pigmenta. Pasó el tiempo y la mayor parte de la Europa cristiana no volvió a ver la pimienta hasta la época de los caballeros cruzados, quienes trajeron consigo los «granos arábigos». Con ellos pasaron los Alpes, para condimentar con su sabor picante las aburridas calderetas de carne y disimular el olor a moho de los alimentos rancios y el sabor de la carne atrasada.

Retirado de http://laboratoriodecocina.blogspot.com.br/2007/08/el-pimiento-un-poco-de-historia.html

07 agosto 2012

Tomada (Queda) da Bastilha

A grande prisão francesa terminou sendo invadida em 14 de julho de 1789 porque um jornalista, Camille Desmoulins, até então desconhecido, gritou em frente ao Palais Royal e pelas ruas dizendo que as tropas reais estavam prestes a desencadear uma repressão sangrenta sobre o povo de Paris. Todos deviam pegar em armas para se defender. A multidão, num primeiro momento, dirigiu-se aos Inválidos, o antigo hospital onde concentravam um razoável arsenal. Ali, apropriou-se de três mil espingardas e de alguns canhões. Correu o boato de que a pólvora porém se encontrava estocada num outro lugar, na fortaleza da Bastilha. Marcharam então para lá. A massa insurgente (revoltosa) era composta de soldados desmobilizados, guardas, marceneiros, sapateiros, diaristas, escultores, operários, negociantes de vinhos, chapeleiros, alfaiates e outros artesãos (sans-culottes), o povo de Paris enfim. A fortaleza, por sua vez, estava defendiada por 32 guardas suíços e 82 "inválidos" de guerra, possuindo 15 canhões, dos quais apenas três em funcionamento.


 Planta da Bastilha

Durante o assédio, o marquês de Launay, o governador da Bastilha, ainda tentou negociar. Os guardas, no entanto, descontrolaram-se, disparando na multidão. Indignado, o povo reunido na praça em frente partiu para o assalto e dali para o massacre. O tiroteio durou aproximadamente quatro horas. O número de mortos foi incerto. Calculam que somaram 98 populares e apenas um defensor da Bastilha.

Launay teve um fim trágico. Foi decapitado e a sua cabeça espetada na ponta de uma lança desfilou pelas ruas numa celebração macabra. Os presos, soltos, arrastaram-se para fora sob o aplauso comovido da multidão postada nos arredores da fortaleza devassada. Posteriormente a massa incendiou e destruiu a Bastilha, localizada no bairro Santo António, um dos mais populares de Paris. O episódio, verdadeiramente espectacular, teve um efeito electrizante. Não só na França mas onde a notícia chegou provocou um efeito imediato. Todos perceberam que alguma coisa espectacular havia ocorrido.

(Fonte: adaptado da Wikipédia)

Prise de la Bastille por Jean-Pierre Houël (1735-1813).



A Bastilha (em francês: Bastille), mais conhecida por ter sido uma prisão - assim funcionando desde o início do século XVII até o final do século XVIII - foi inicialmente concebida apenas como um portal de entrada ao bairro parisiense de Saint-Antoine, na França, motivo pelo qual era denominada Bastilha de Saint-Antoine. Encontrava-se onde hoje está situada a Place de la Bastille ("Praça da Bastilha") em Paris.


Prisão da Bastilha, antes da Revolução Francesa


Ficou conhecida por ter sido o palco do evento histórico conhecido como a Queda da Bastilha, em 14 de Julho de 1789, o qual aliado ao Juramento do Jogo da Péla, está entre os factos mais importantes do início da Revolução Francesa.

O evento foi grandiosamente comemorado exactamente um ano depois (em 14 de Julho de 1790) na pomposa festa que ficou conhecida como a "Fête de la Fédération" (A Festa da Federação). A data tornou-se feriado nacional na França, sendo comemorada anualmente. É popularmente chamada de "Dia da Bastilha", apesar de na França denominarem-na "Fête Nationale" (A Festa Nacional).

Em novembro de 1789 a Bastilha foi totalmente demolida.



DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO


I - Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos; as distinções sociais não podem ser fundadas senão sobre a utilidade comum.


II - O objetivo de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem; esses direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão.

III - O princípio de toda a soberania reside essencialmente na razão; nenhum corpo, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela não emane diretamente.

IV - A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique a outrem. Assim, o exercício dos direitos naturais do homem não tem limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo desses mesmos direitos; seus limites não podem ser determinados senão pela lei.

V - A lei não tem o direito de impedir senão as ações nocivas à sociedade. Tudo o que não é negado pela lei não pode ser impedido e ninguém pode ser constrangido a fazer o que ela não ordenar.

VI - A lei é a expressão da vontade geral; todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou por seus representantes, à sua formação; ela deve ser a mesma para todos, seja protegendo, seja punindo. Todos os cidadãos, sendo iguais a seus olhos, são igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo sua capacidade e sem outras distinções que as de suas virtudes e de seus talentos.

VII - Nenhum homem pode ser acusado, detido ou preso, senão em caso determinado por lei, e segundo as formas por ela prescritas. Aqueles que solicitam, expedem ou fazem executar ordens arbitrárias, devem ser punidos; mas todo cidadão, chamado ou preso em virtude de lei, deve obedecer em seguida; torna-se culpado se resistir.

VIII - A lei não deve estabelecer senão penas estritamente necessárias, e ninguém pode ser punido senão em virtude de uma lei estabelecida e promulgada ao delito e legalmente aplicada.

IX - Todo homem é tido como inocente até o momento em que seja declarado culpado; se for julgado indispensável para a segurança de sua pessoa, deve ser severamente reprimido pela lei.

X - Ninguém pode ser inquietado por suas opiniões, mesmo religiosas, contanto que suas manifestações não perturbem a ordem pública estabelecida em lei.

XI - A livre comunicação dos pensamentos e opiniões é um dos direitos mais preciosos do homem; todo o cidadão pode, pois, falar, escrever e imprimir livremente; salvo a responsabilidade do abuso dessa liberdade nos casos determinados pela lei.

XII - A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de uma força pública; essa força é então instituída para vantagem de todos e não para a utilidade particular daqueles a quem ela for confiada.

XIII - Para a manutenção da força pública e para as despesas de administração, uma contribuição comum é indispensável; ela deve ser igualmente repartida entre todos os cidadãos, em razão de suas faculdades.

XIV - Os cidadãos têm o direito de constatar, por si mesmos ou por seus representantes, a necessidade da contribuição pública, de consenti-la livremente e de vigiar seu emprego, de determinar sua quota, lançamento, recuperação e duração.

XV - A sociedade tem o direito de pedir contas de sua administração a todos os agentes do poder público.

XVI - Toda a sociedade na qual a garantia dos direitos não é assegurada, nem a separação dos poderes determinada, não tem constituição.

XVII - A propriedade, sendo um direito inviolável, e sagrado, ninguém pode ser dela privado senão quando a necessidade pública, legalmente constatada, o exija evidentemente, e sob a condição de uma justa e prévia indenização.

Íntegra da declaração em francês


Assembleia dos Estados Gerais

Antes da Revolução Francesa, enquanto vigorava o absolutismo na França Absolutista, a Assembleia dos Estados Gerais - também chamada simplesmente de Estados Gerais (em francês États Généraux) - era um órgão político de carácter consultivo e deliberativo (servia para que o rei consultasse a opinião e poderia também tomar decisões, se o rei assim permitisse), constituído por representantes das três ordens sociais, denominadas estados: sendo que o Primeiro Estado, era formado pelo clero; o Segundo Estado, era a nobreza; e, o Terceiro Estado, era constituído pelo povo. Os Estados Gerais aconselhavam o rei em algumas de suas decisões, sempre que o rei os convocava.

Durante o reinado de Luís XVI, a Assembleia foi convocada, na esperança de achar soluções para a crise financeira na qual o país estava. A proposta idealizada pelos representantes do 3º estado era alterar o sistema de cobrança de impostos, ampliando a cobrança para todos, inclusive para os membros do 1º estado. A nobreza não queria abrir mão de seus direitos, como a isenão de impostos.






Sans-culottes


Sans-culottes – pessoas do povo, eram chamadas assim devido às calças largas usadas pelos homens, diferentes das calças justas usadas pelos nobres e pelos ricos burgueses.




Sans-Culottes (do francês "sem culotes", sendo o culote uma espécie de calção, vestimenta típica da nobreza) era a denominação dada pelos aristocratas aos artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários participantes da Revolução Francesa a partir de 1771, principalmente em Paris. Recebiam esse nome porque não usavam culottes, espécie de calções justos que apertavam no joelho , mas uma calça de algodão grosseira. Na época da Revolução Francesa, a calça comprida era o típico traje da época usado pelos burgueses.


Os nobres usavam roupas distintas, com calças ou calções justos.







Guilhotina

A guilhotina é um instrumento utilizado para aplicar a pena de morte por decapitação.

O aparelho é constituído de uma grande armação reta (aproximadamente 4 m de altura) na qual é suspensa uma lâmina losangular pesada (de cerca de 40 kg). As medidas e peso indicados são os das normas francesas. A lâmina é guiada à parte superior da armação por uma corda, e fica mantida no alto até que a cabeça do condenado seja colocada sobre uma barra que a impede de se mover. Em seguida, a corda é liberada e a lâmina cai de uma distância de 2,3 metros, seccionando o pescoço da vítima.

Foi o médico francês Joseph-Ignace Guillotin (1738-1814) que sugeriu o uso deste aparelho na aplicação da pena de morte. Guillotin considerava este método de execução mais humano do que o enforcamento ou a decapitação com um machado. Na realidade, a agonia do enforcado podia ser longa, e certas decapitações a machado não cumpriam seu papel ao primeiro golpe, o que aumentava consideravelmente o sofrimento da vítima. Guillotin estimava que a instantaneidade da punição era a condição necessária e absoluta de uma morte decente.


05 agosto 2012

A Revolução de 1930





A Revolução de 30 foi a tomada do poder pela Aliança Liberal, liderada por Getúlio Vargas, em 1930, que marcou o fim da hegemonia política das oligarquias cafeeiras.

Aliança Liberal
Na sucessão presidencial de 1929, ocorreu a cisão política entre as oligarquias cafeeiras de São Paulo e Minas Gerais. Pelo costume da política café-com-leite o presidente Washington Luís (paulista) deveria indicar um candidato mineiro, entretanto ele indicou o paulista Júlio Prestes.

  Campanha para as eleições presidenciais, em 1930.
 
Assim, a oligarquia política de Minas Gerais aliou-se ao Rio Grande do Sul e à Paraíba, formando a Aliança Liberal. Essa Aliança lançou a candidatura de Getúlio Vargas para a presidência com João Pessoa como vice.