20 maio 2014

Revisão para o 1º ano - Feudalismo

Com relação à formação da sociedade feudal, devemos lembrar que a origem da condição servil está relacionada com o sistema do colonato, que remonta ao século IV da era cristã. Além disso o processo de feudalização implicou enfraquecimento do poder real, já que cada feudo tinha autonomia e era governado pelo seu senhor.

Esse período chamado de feudalismo é caracterizado pela ausência de poder centralizado, uma vez que cada senhor feudal tinha total poder no seu feudo. As cidades perdem sua função econômica, sendo apenas restabelecidas após o renascimento comercial no século XII.

O grupo de nobres, senhores feudais e seus familiares, eram a “classe” guerreira, que se mantinham na função social de lutar e defender os territórios, portanto para eles era muito importante a defesa das relações de suserania e vassalagem e a diversão sob a forma de torneios e jogos em épocas de paz.

Os nobres escolhiam seus reis e lhe juravam fidelidade e ajuda militar em troca de benefícios e forma de terra, que eram os feudos. A condição de vassalo previa o auxílio militar, provisionamento de cavaleiros, hospedagem, participação nos tribunais do senhor e garantia do pagamento de resgate em caso de captura do senhor.

O trabalho braçal era realizado por camponeses, que viviam em regime de servidão nos feudos tanto nos de senhores feudais quanto nos feudos eclesiásticos (pertencentes à Igreja), dessa forma o clero, além dos serviços religiosos, também se dedicava à exploração do trabalho dos servos, em terras pertencentes à igreja. As atividades econômicas de produção e pagamento de tributos pelos servos eram marcados no tempo tanto em relação às estações climáticas quanto às datas religiosas. Além do pagamento de tributos e serviços individuais, os servos eram obrigados a oferecerem coletivamente ao senhor alguns serviços e produtos.

Dispondo de grande poder econômico, a Igreja Católica possuía imensa riqueza, representada por bens móveis e imóveis. Em uma sociedade em que a terra se firmava como a base da riqueza, o fato de a Igreja converter-se na maior proprietária de terras ajuda a entender melhor a preponderância que assumiu na sociedade medieval, da qual  se tornou dirigente, não só nos assuntos materiais, mas como também nas questões temporais. A Igreja para manteve sua riqueza e poder por meio da instituição do celibato clerical e a criação da inquisição.

Sobre as Cruzadas, sabe-se que a primeira delas, ocorrida no final do século XI, foi a única que obteve sucesso. O ataque a Jerusalém foi contra os muçulmanos, uma vez que a cidade estava sob seu domínio. Após a expulsão dos muçulmanos a cidade voltou a ter um governante cristão, até ser invadida novamente por Saladino, um século depois.

Para maiores informações sobre as Cruzadas leia também  http://www.prof-tathy.blogspot.com.br/2014/05/cruzadas.html

A peste negra, que dizimou cerca de um terço da população europeia, as revoltas camponesas ocasionadas pelo precário equilíbrio da produção agrícola, e a Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra, foram responsáveis pela crise do feudalismo e consolidação do poder real.

O sistema feudal, com o retorno do comércio e o ressurgimento da vida nas cidades, entrou em declínio, pois nesse momento se intensificaram as relações mercantis e as trocas monetárias. Além disso o aumento populacional, ampliou o mercado consumidor e explicitou as limitações da produção feudal, baseada na servidão. Esse renascimento urbano não foi planejado, as cidades cresceram de forma desordenada. Muitas dessas cidades eram sujas, sem água encanada, sem sistema de esgoto e sem nenhuma preocupação com o lixo, isso contribuiu para a proliferação da peste negra.

O renascimento comercial gerou a necessidade de organização dos comerciantes em associações, chamadas de Guildas ou Hansas, como exemplo da Liga Hanseática. As Guildas eram então essas associações de comerciantes que protegiam o comércio da cidade contra concorrentes. Além dessas associações, foi necessário organizar os artesãos em associações chamadas de corporações de ofícios.
O crescimento das atividades comerciais e urbanas também modificaram a prática e o uso das muralhas sofreram importantes mudanças no final da Idade Média, quando elas assumiram a função de pontos de passagem ou pórticos.

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