01 maio 2014

“Los desastre de la Guerra” de Francisco Goya

 El Tres de mayo - fusilamentos dos revoltosos espanhóis, que lutaram contra os franceses

Goya foi um pintor e gravurista espanhol, nascido em 1746. quando adulto, se estabeleceu em Madri, onde atingiu o reconhecimento por sua arte, fazendo retratos da aristocracia e da nobreza espanhola, chegando a ser artista da Corte, em 1785. Por volta de 1792, em uma viagem à Andaluzia, contraiu uma doença que o paralisou, ensurdeceu e deixou parcialmente cego. O artista nunca se recuperou totalmente, porém continuou como artista da Corte mesmo sem o mesmo prestígio de antes.

Sua arte ficou mais sombria e expressiva e fantasiosa. As pessoas da época não gostavam de seus retratos, pois ele insistia em retratar os defeitos físicos em vez de disfarçá-los como os demais pintores. Entretanto, suas obras são excelentes fontes de estudo histórico, exatamente pelo fato de sua representação da verdade.

Desastres de la Guerra - de Francisco Goya

Entre 1810 e 1814, Goya produziu uma série de pinturas e gravuras representando os horrores da guerra, as gravuras denominadas “Los desastre de la Guerra” e os quadros “El Segundo de Mayo de 1808” e “El Tercero de Mayo”, mais conhecido como "Los fusilamientos del tres de mayo de 1808”, que representam a invasão francesa à Espanha e a revolta e resistência do povo espanhol contra os invasores. 

Desastres de la Guerra - de Francisco Goya

 As gravuras da série “Os desastres da Guerra” demonstram de forma crua e forte as crueldades cometidas durante a guerra. Já as pinturas de Goya que fazem parte das descrições da invasão francesa são expressivas e coloridas, descrevendo a guerra como algo inútil, cruel e sem glória, onda não há heróis, somente assassinos e mortos. Quando o Exército Francês invadiu a Espanha, o povo se revoltou e tentou impedir a saída da família real de Madri. O resultado foram os fuzilamentos ocorridos na Montanha do Príncipe Pio.

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